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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

De natureza selvagem

Hoje eu vi uma cena interessante…

Não sei que espécie de pássaro era, mas me chamou a atenção a forma como ele bicava e ciscava um determinado lugar no canteiro central de uma avenida aqui de Campo Grande, era como se fosse uma dança frenética, tanto e tão rápidos eram os movimentos…

Aproximando-me o máximo que consegui, para não assustá-lo, vi o motivo de tudo, ele estava atacando uma cobra-cega…

Foram alguns minutos de observação, como a cobra-cega é um anfíbio e (posso estar errado) não peçonhento, o máximo que ela podia fazer para se defender era se contorcer toda, tentando acertar o pássaro, mas ele pulava e evitava o contato, depois voltava a arremeter com o bico, aparentemente machucando bastante, já que depois de algum tempo os movimentos do anfíbio eram mais para evitar as bicadas do que para acertar o atacante…

Como tudo terminou? Não sei, eu tive que continuar meu caminho. Mas se pudesse, eu ficaria ali, entretido naquela luta curiosa da Natureza.

sábado, 6 de outubro de 2012

De perdido no meio da mata

“…

Como ele havia parado ali? Ele não se lembrava de nada. Tateou seus bolsos, aparentemente estava tudo ali, chaves, carteira, até as balas de hortelã. Na verdade ele precisava consultar se o mirrado dinheiro e seus documentos estavam na carteira, mas antes de mais nada ele precisava tentar descobrir onde estava.

Isso sem falar daquela dor de cabeça insistente. Sua cabeça latejava do lado direito, um pouco acima da orelha. Parecia que haviam dado uma pancada com alguma coisa bem ali.

Pensando bem, pode mesmo ter sido isso, alguém deve tê-lo agredido e, por algum motivo desconhecido, levado ele para aquele lugar desconhecido.

Mas, voltando a sua pergunta inicial, que lugar era aquele? Aquela estrada no meio do mato, cercada de árvores e capim, parecia que ela era bem cuidada, que alguém, pelo menos uma pessoa, costumava usá-la como caminho. Para onde ele deveria ir, em frente, ou voltar, para onde essa estrada o levaria? Que ou quem o aguardaria ao final dela?

Olhando ao redor, não havia nenhum galho que ele pudesse pegar e usar como arma para se defender. Bom, ele não sabia mesmo o que lhe esperava, de repente chegar empunhando um galho como se fosse um porrete só poderia trazer mais problemas, mas e se algum animal o atacasse, como ele se defenderia. E agora?

A única opção era andar, com cuidado, esperando pelo inesperado, pois ficar ali poderia ser pior e, para completar, o sol já estava próximo do horizonte, em breve ele não conseguiria enxergar nada e…

…”

(Devaneios sobre uma fotografia da Natureza)

domingo, 2 de setembro de 2012

De cenário real para um conto

Pode ser que eu esteja lendo muito Agatha Christie de novo, não sei, mas já estou mudando, peguei um livro de outro autor que nada tem a ver com a temática da Dama do Crime.

Mas, não dá para não imaginar esse cenário como pano de fundo para um romance policial estrelado por Poirot ou Miss Marple, o ambiente está certinho, a estradinha cercada por cerca viva, as folhas secas se amontoando nos cantos.

Só falta um grito de socorro, ou um vulto que passa apressado, um elemento que inicie uma investigação tão bem engendrada pela senhora inglesa.

Mas a sensação é essa, a que vai começar uma investigação criminal que terá como solução algo óbvio que todos deixam passar.

domingo, 26 de agosto de 2012

De força da água

Aquela sensação de umidade no ar, um barulho forte de trovão, o frescor da natureza.

Toda a potência hídrica de um rio canalizado em uma queda d’água, a gravidade cedendo força para que pedras sejam moldadas por mãos fluídas e constantes.

Nem sempre é assim, algumas vezes uma cachoeira é apenas um fio d’água, caindo de poucos metros e que mal é notada.

O que impressiona é que sempre que a água encontra um obstáculo, ela se acumula, criando um volume que pode remover o tal obstáculo, ou o contorna, criando uma rota alternativa, sempre seguindo seu destino, um curso d’água maior e, por fim, o mar.

A mão humana a retém, criando barragens para explorar sua força, mas mesmo assim não a impede de seguir seu caminho.

Apesar de toda sua força, se não houver uma preservação, nalgum tempo futuro o rio faltará, aí, será tarde demais.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

De recantos verdes

Quem olha essa clareira pode imaginar várias coisas.

Um cenário de filme de aventura, fantasia ou ficção, de onde saem personagens e animais ferozes, que parecem saltar sobre a câmera, isso num filme 3D deve ser realmente interessante.

Um local bucólico numa fazenda, sei lá, de repente atrás das árvores corra um regato ou mesmo um rio caudaloso, algo para sonhar.

Para aumentar os sonhos, posso afirmar que o local tem muitos pássaros que pousam nos galhos das árvores, muitas vezes fazendo altas algazarras.

Olhe bem, você tem ideia de onde é esse lugar?


É um local a menos de 500 metros de onde eu moro, um recanto de verde no meio de três bairros bastante habitados, por enquanto ele sobrevive, mas com a sanha imobiliária em que vivemos, ninguém sabe dizer até que quando isso acontecerá.