quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Dois dedos de colarinho

Cerveja?

Chope?

Sim, por favor, mas com uma condição, DOIS DEDOS DE COLARINHO, sim?

A pessoa pedir cerveja ou chope e falar “sem colarinho” assina o atestado de que não sabe beber.

A espuma (quanto mais cremosa mais saborosa) é parte fundamental da bebida e não “rouba” sua bebida como alguns falam.

Quem não conhece diz que a espuma ocupa espaço no copo que seria do líquido, mas isso é balela, a espuma faz parte da cerveja ou do chope.

E ela não é enfeite, a espuma retém o sabor impedindo a troca de elementos do líquido com o ar, evita a evaporação do álcool, ajuda reter um pouco a temperatura da bebida, além de dar um aspecto visual muito melhor ao copo.

Eu não lembro agora (e acho que não vou lembrar nunca, a menos que eu volte lá), mas em Recife, na Avenida da Boa Viagem tem um barzinho bastante frequentado (pelo menos quando fui à capital pernambucana ele era bem frequentado, e eu fui fora de temporada, não se pode falar que foi por causa de turistas) que tem um verdadeiro tratado sobre o chope e sua espuma, tratado este escrito no cardápio da casa, para quem quiser ler e estiver sóbrio o suficiente para memorizar o que está lá.

Mas porque todo esse discurso sobre a cerveja, o chope e, principalmente, o colarinho?

Sei lá, eu bebo bem pouco, atualmente prefiro o Señor José Cuervo (tanto faz oro ou plata), e ainda assim muito raramente.


Bom, acho que já que não tem motivo, vou inserir uma piadinha aqui, para terminar com esse post.

AS 10 MAIORES DÚVIDAS SOBRE A CERVEJA

  1. A cerveja mata? – Sim. Sobretudo se a pessoa for atingida por uma caixa de cerveja com garrafas cheias. Anos atrás, um rapaz, ao passar pela rua, foi atingido por uma caixa de cerveja que caiu de um caminhão levando-o a morte instantânea. Além disso, casos de infarto do miocárdio em idosos teriam sido associados as propagandas de cervejas com modelos boazudas.
  2. O uso contínuo do álcool pode levar ao uso de drogas mais pesadas? Não. O álcool é a mais pesada das drogas. Uma garrafa de cerveja pesa cerca de 900 gramas.
  3. Cerveja causa dependência psicológica? Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem uísque.
  4. Mulheres grávidas podem beber sem risco? Sim. Está provado que nas blitz a polícia nunca pede o teste de bafômetro para as gestantes. E se elas tiverem que fazer o teste de andar em linha reta, sempre podem atribuir o desequilíbrio ao peso da barriga.
  5. Cerveja pode diminuir os reflexos dos motoristas? Não. Uma experiência foi feita com mais de 500 motoristas. Foi dada uma caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados um a um diante do espelho. Em nenhum dos casos os reflexos foram alterados.
  6. A bebida envelhece? Sim. A bebida envelhece muito rápido. Para se ter uma ideia, se você deixar uma garrafa ou lata de cerveja aberta, ela perderá o seu sabor em aproximadamente 15 minutos.
  7. A cerveja atrapalha no rendimento escolar? Não. Pelo contrário. Alguns donos de faculdade estão aumentando suas rendas com a venda de cerveja nas cantinas e bares da esquina.
  8. O que faz com que a bebida chegue aos adolescentes? Inúmeras pesquisas vinham sendo feitas por laborantórios de renome e todas indicam, em primeiríssimo lugar, o garçom.
  9. Cerveja engorda? Não. Quem engorda é você.
  10. A cerveja causa diminuição da memória? Que eu me lembre, não.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A vida não tem uma segunda chance

Você já parou para pensar o que aconteceria ao Mundo se você não existisse?

É, se você não tivesse nascido, como seria o Mundo, aquelas pequenas coisas que você fez e nunca valorizou e com você não existindo deixaram de ser feitas, será que isso altera alguma coisa?

Como você reagiria se pudesse ver essa realidade alternativa, onde você não existiu, você passaria a valorizar mais a sua vida?

Bem, essa premissa foi usada há muito tempo atrás num dos maiores clássicos do cinema.

Em A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life), rodado em 1946, o diretor Frank Capra nos trás esse conto natalino maravilhoso, que até hoje é exibido por emissoras de televisão norte-americanas na noite de Natal.

Eu sei que o Natal já passou e o próximo só acontecerá daqui a quase 12 meses, mas ainda assim o filme vale a pena.

James Stewart interpreta o personagem George Bailey, um morador exemplar da pequena cidade de Bedford Falls, e por causa de alguns problemas enfrentados (que parecem não ter solução) resolve se suicidar, pulando de uma ponte.

Clarence (Henry Travers) é um aspirante a anjo que precisa fazer uma última boa ação para ganhar suas asas e ser oficializado anjo da guarda, ele é enviado para Bedford Falls para impedir o suicídio de George e acaba usando o subterfúgio de mostrar para este como seria a cidade e o Mundo se ele não tivesse nascido.

George se depara com outra realidade, amigos e familiares amargos e desiludidos, eventos na 2ª Guerra Mundial que tomaram outros rumos, tudo isso porque ele, George, nunca existiu.

Com toda essa realidade, George resolve adotar outra postura com relação à sua vida e acaba ganhando um belo presente de natal, além de sua vida, a solidariedade dos moradores da cidade, num momento muito tocante do filme.

Lembre-se toda vez que você ouvir um sino tocar pode saber que um anjo ganhou suas asas.

A parábola é muito emocionante e nos faz parar para pensar na vida, em dar valor às pequenas coisas da vida.

Tudo isso com a condução firme e delicada de Frank Capra, que criou um clássico instantâneo que sobrevive às areias do tempo.


Drummer Destroyer

Outro dia eu falei de uma formação de banda hipotética onde o baterista seria Keith Moon.


Hoje eu peguei o álbum solo que ele fez nos anos 1970, pouco tempo antes de sua morte.

Agora a pouco selecionei três músicas com ele nos vocais e um solo de bateria onde ele mostra seu estilo inconfundível.

Poderia falar da data de seu nascimento, da data do seu falecimento, da causa mortis, da infeliz coincidência do local da morte, mas tudo isso é cair no local comum.

Falar que somente ele e Bonzo foram os bateristas que encerraram suas bandas com suas mortes é mais uma curiosidade, já que tanto o The Who quanto o Led Zeppelin não se mantiveram na estrada de forma concisa depois da perda dos dois.

Mas o fato é que ele era ímpar na bateria, estilo agressivo, fluido, definitivo.

Outro dia estava lendo sobre os Muppets (é aqueles bonecos que agora retornaram ao cinema) e eu sempre gostei do Animal, o baterista da banda do programa semanal que eram exibidos todos os finais de semana na televisão, agora entendo o motivo de gostar do personagem, segundo essa nota que li, os criadores dos personagens se basearam no inigualável Keith “The Loon” Moon para fazer o lunático Animal.

Vou falar o quê?

A seguir um vídeo com um ensaio do The Who dando ênfase na bateria de Keith Moon.


Grande Goleiro

Hoje cheguei e vi a notícia que o Marcão, o São Marcos, do Palmeiras estava se aposentando.

Tá, você é santista, o que essa notícia tem a ver contigo? Você me pergunta.

E eu respondo:

O Marcos é um dos poucos jogadores que nos tempos atuais se mantiveram jogando apenas por um clube, não trocou de ares por causa de propostas milionárias, nem mesmo quis jogar na Europa (e ele teve convites para isso).

Mas, o mais importante, além de representar o seu clube, como um ícone, idolatrado pela torcida, ele conseguiu o respeito das torcidas rivais, soube manter a sobriedade, soube como trabalhar a rivalidade, mas soube como fazer isso sem desrespeitar os rivais, isso vale muito, ainda mais nos tempos de hoje, onde a comunicação facilita tudo e os ânimos dos torcedores ficam exaltados acima dos limites.

Existe um outro exemplo atual de jogador que fez toda sua carreira em um único clube, ele treina do outro lado do muro onde o Marcos treinava, esse é um exemplo contrário, sempre mostrou arrogância, deselegância com as palavras e, tirando os torcedores de seu clube, não é respeitado pelos torcedores rivais.

Com essa comparação rápida, eu percebo mais ainda o caráter que Marcos possui e o admiro por isso.

Essa é uma pequena homenagem ao goleiro que foi titular da seleção de 2002, na campanha do Japão e da Coreia.

E como dizem os narradores:

SSSSãããããããooooooo MMMMMaaaaaaaaaaarcoooosssss.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Do fundo da alma

Não tenho a petulância e a pretensão de dar aula sobre o Blues, isso é só um pouco do que lembro de ter lido a respeito do ritmo e do que assimilei, pode (e deve) ter imprecisões mas o blues não é academia, é sentimento.


O Blues é uma música que vem da alma, dos mais profundos sentimentos.

Ele surgiu no sul dos Estados Unidos, nas plantações de algodão no fim do Século XIX.

Não lembro mais suas origens, eu li a respeito faz muito tempo.

Mas é patente que o Blues Rural surgiu primeiro no sul dos Estados Unidos, nas plantações de algodão, onde os negros (primeiro como escravos, depois como trabalhadores livres) cantavam canções tristes enquanto trabalhavam a terra.

Posteriormente em Chicago e Detroit os instrumentos elétricos foram agregados ao ritmo, dando origem ao Blues Urbano, tornando-o mais dançante.

Grandes nomes surgiram, fizeram sua história e, alguns, viraram lenda.

Nomes como B. B. King, Albert King, Muddy Waters, Sonny Boy Willianson II, Blind Jefferson, Howlin’ Wolf, Robert Johnson, Telonious Monk, John Lee Hooker, Bo Diddley, mais recentemente Stevie Ray Vaughan, Johnny Lang e entre as mulheres, Coco Taylor, Etta James, Aretha Franklin, Janis Joplin, mais recentemente Rory Block.

Esses nomes e outros influenciaram dentro e fora dos EUA, incentivando nomes como Rolling Stones, Eric Clapton, John Mayall e Rory Gallagher, entre outros.

Se você gosta de blues e quer uma aula sobre o ritmo, procure um filme (show) dirigido por Martin Scorsese, que trás grandes nomes do Blues interpretando músicas históricas, vale a pena.