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domingo, 27 de janeiro de 2013

O espaço e seus mistérios

Supernova é uma das formas como uma estrela pode morrer, ela entra em um colapso que a leva a uma explosão grandiosa, que por sua vez gera uma luminosidade muito grande. Normalmente estas estrelas tem uma massa cerca de 10 vezes ou mais que o nosso sol, ou seja, são as chamadas estrelas gigantes.

Após a explosão, a estrela perde cerca de 90% de sua matéria, se reduzindo basicamente ao seu núcleo, que é formado de nêutrons, também chamada de pulsar, que continua a gerar energia e pode gerar, na continuidade de seu colapso, aquilo que conhecemos como Buraco Negro.

Mas porque estou falando tudo isso? Porque no ano de 2011 o Telescópio Hubble capturou imagens de uma estrela que pode estar entrando no processo de colapso que gera uma supernova. Imagens divulgadas pela NASA recentemente.

Eta Carinae está a 7.200 anos-luz da Terra, e provavelmente as imagens captadas pelo Hubble aconteceram entre os anos de 1838 e 1858. De alguma forma o processo se interrompeu, segundo a revista Nature é provável que a explosão tenha gerado apenas 10% de força de uma supernova e a estrela tenha sobrevivido.

A imagem fica mais fantástica pelo fato da estrela estar envolvida pela Nebula Homunculus, resultando em dois lobos e um disco equatorial. E é por causa dessa imagem que eu criei este post.

sábado, 4 de agosto de 2012

De ficção e realidade

Estava lendo agora uma revista em quadrinhos que tinha como pano de fundo a ficção científica, e fiquei pensando como eu gosto do gênero.

Não vou falar da origem do termo, de coisas assim, mas do que me atrai nela.

Pensar que de uma ideia, se bem calçada na ciência, pode gerar histórias fantásticas que te levam a cenários incríveis, é um dos méritos da Ficção científica.

Muito antes de a tecnologia permitir, Júlio Verne sonhou com o submarino (20 mil léguas submarinas), com viagens espaciais (da Terra à Lua), H. G. Wells imaginou como seria uma viagem no tempo (A Máquina do Tempo), George Orwell criou um mundo paranoico onde o estado monitorava seus cidadãos com câmeras de vídeo instaladas em prédios e ruas (1984), isso sem falar de Isaac Asimov, Philip K. Dick e outros nomes cultuados.

Seriam esses autores visionários que viam através de uma janela no tempo acontecimentos que se concretizariam em um futuro próximo ou não, seriam apenas sonhadores, seriam apenas lunáticos que pensavam em criar algo improvável para tornar suas histórias mais fantásticas.

Quem sabe?

O fato é que mais da metade dessas predições de futuro acabaram se concretizando, seja por mero acaso, seja porque leitores fanáticos se esforçaram para concretizar aquilo que seus livros propunham.

A ficção científica pode nos levar a mundos longínquos em galáxias muito, muito distantes, ao futuro caótico da humanidade, ou mesmo ao dia de amanhã, não muito distante, com pequenas descobertas que podem já estar acontecendo.

Necessidades de novos armamentos militares, de controle e cura de epidemias e doenças, necessidades humanas variadas, tudo serve de alimento para a criação literária e real, a mesma matéria-prima pode ser trabalhada de forma concreta ou etérea, com resultados similares.

O certo é que enquanto houver curiosidade, ciência e engenhosidade, a ficção científica continuará a fornecer frutos viçosos e suculentos para nosso deleite.