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domingo, 15 de janeiro de 2012

E o Mundo sonhou

No final dos anos 1980, os EUA assistiram a segunda grande invasão cultural britânica.

A primeira havia acontecido 20 anos antes, com as bandas de rock, dessa vez era realizada por escritores, roteiristas e desenhistas de Histórias em Quadrinhos, que haviam sido contratados pelas grandes editoras americanas para dar um “up” em suas publicações.

Um desses escritores foi Neil Gaiman, contratado pela DC Comics.

Coube a ele reestruturar um personagem chamado Sandman, um herói secundário dos anos 1940 que tinha como arma uma pistola de gás, usada para causar sono e pesadelos em seus inimigos.


Mas Gaiman fez uma proposta à editora, ao invés de reformular o herói ele criaria um novo personagem com o mesmo nome do velho herói e lhe daria um Universo que poderia ou não interagir com o Universo de Heróis da Editora, a ideia acabou sendo bem recebida e Gaiman pode então usar toda sua imaginação e criar o Sonhar.

Valendo-se do fato que Sandman era uma lenda dos países de língua inglesa para um ser mágico que jogava areia nos olhos das crianças para estas dormirem, Gaiman criou o personagem como o senhor do sono, denominado Sonho ou Morpheus.


Ele não seria um deus, mas um Perpétuo, um ser que existiria até o fim dos tempos, enquanto houvesse um ser que necessitasse dormir para repor suas energias, pois durante o sono sua mente alimentaria o Sonhar e todos seus habitantes.

Gaiman começa a explorar o personagem, seu reino e habitantes, criando fábulas de suspense e terror nunca vistas antes nos quadrinhos.

Ele usou lendas de diversos países sobre criaturas que habitam os sonhos e pesadelos, alguns personagens tradicionais do selo de suspense da DC e criou outros tão impressionantes quanto o próprio Morpheus.

Mas ele não parou aí, como existe o ditado que fala: “O sono é o irmão mais novo da Morte”, Gaiman criou uma irmã mais velha para Morpheus, justamente a Morte.

Mas não aquela imagem que conhecemos, não o Ceifador Sinistro, e sim um bela mulher, sedutora, descolada, bem humorada, enfim, um ser exalando “vida”.


E ele não parou por aí, resolveu criar uma “família” de Perpétuos, todos com suas características e personalidades, todos ligados aos seres vivos.

São eles Destruição, Desespero, Delírio, Desejo e Destino, fechando assim o círculo familiar dos Perpétuos.

Um detalhe que foge à tradução, no original (inglês) todos os Perpétuos tem o nome começando com a letra “D”, são eles: Doom, Despair, Delirium, Desire, Destiny, Dream e Death.


A série original teve um total de 75 edições, onde é contada toda a saga de Morpheus, mas ela originou diversas minisséries e edições especiais, utilizando outros personagens, explorando toda a riqueza que o tema trás.

Enfim, um conto de fadas que nos faz encarar de uma forma diferente o simples fato de dormir.

sábado, 3 de dezembro de 2011

A luta do século reeditada


Na plateia vemos nomes como John Lennon e Yoko Ono, Paul e Linda McCartney, Ringo Starr, George Harrison, Pelé, o casal Carter (Jimmy Carter era o presidente americano na época), Christopher Reeve, Jerry Garcia (Grateful Dead), Cher e Sonny Bono, Neal Adams, Gil Kane, além de outros famosos.

Também podemos ver Barry Allen, Hal Jordan, Diana Prince, Oliver Queen, Ray Palmer, Lois Lane, Jimmy Olsen e outros personagens queridos.

O centro das atenções de todos? Um ringue de boxe, montado em um planeta alienígena em órbita de uma estrela vermelha.

O motivo de tudo isso? A maior luta jamais imaginada em todos os tempos.

Capa da edição especial.

De um lado, Muhammad Ali, o maior peso-pesado de todos os tempos, do outro Kal-El, aliás, Clark Kent, aliás, Superman.

A estrela vermelha foi um toque para dar igualdade de condições aos lutadores, já que ela inibe os poderes do Kryptoniano, deixando-o usar apenas sua força normal, vinda de sua compleição física e seus músculos extremamente desenvolvidos.

Mas qual o objetivo de tudo isso? Definir quem será o campeão da Terra e enfrentará o campeão de uma frota alienígena que quer invadir o planeta.

O vencedor? Somente quando você ler as 72 páginas do especial “Superman vs Muhammad Ali”, escrita por Dennis O'Neil, adaptado por Neal Adams, com ilustrações de Dick Giordano e Terry Austin, que originalmente foi lançado pela DC Comics no ano de 1978 e relançado em 2010, que neste mês chega às bancas e comics shops brasileiras, lançada pela Panini, em uma edição especial.

Porque eu falo disso? Porque eu tive o prazer de ler essa história no final dos anos 1970, quando foi lançada na primeira vez em terra brasilis e, mesmo não lembrando quase nada da história, lembro bem da capa, que era justamente os dois personagens se enfrentando com as luvas de boxe, uma imagem que fica na memória, dois ícones em ação.

Detalhe da miniatura lançada pela DC em homenagem à história
que mostra o encontro dos dois ícones.

sábado, 15 de outubro de 2011

Espião super-herói?

É bem coisa de nerd, mas eu quero!!!

Vendo agora o blog da DC Comics, que é usado para divulgar seus lançamentos em quadrinhos e outras notícias, me deparei com uma informação que aguçou meu lado nerd.

Os personagens espiões da revista MAD, do quadro SPY VS SPY, completam 50 anos.

A editora, que é dona dos direitos da revista cômica, resolveu lançar alguns brinquedos e memorabílias dos personagens, uma das miniaturas, idealizada pelo Editor Jim Lee, apresenta um bonequinho do espião, usando metade da roupa do Superman e metade do Batman.

O boneco deverá ser lançado no mercado americano na New York Comic Con.