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quinta-feira, 14 de junho de 2012

De honra e palavra

Valeria a vida e a honra mais do que o dinheiro?

A pergunta parece ter uma resposta óbvia, sim, mas se observarmos os noticiários dos dias de hoje, muita gente ficaria em dúvida, tamanha a quantidade de crimes cometidos por motivos fúteis.

Mas no caso, chegamos a uma obra prima do cinema japonês, novamente o diretor é Akira Kurosawa, o diretor japonês mais conhecido no Ocidente.

Uma pequena aldeia japonesa, todo ano é saqueada por um bando de mercenários.

Após a última investida, os moradores resolvem que esse será a última vez que se submeteriam aos bandidos e resolvem contratar Ronins (Samurais sem mestre) para defende-los.

Como a quantia oferecida é pequena (uma porção diária de arroz) para os poderosos guerreiros, a proposta é sempre recusada, até que um veterano resolve aceitar.

Durante a viagem até a aldeia, ele consegue recrutar mais cinco guerreiros, que com ele formarão a linha defensiva contra os vilões.

Mesmo recusado, um jovem camponês, com sonhos de ser um samurai, os acompanha na jornada até a aldeia.

A adaptação, o relacionamento entre os moradores e os guerreiros, a história se desenrola com um fundo de moral oriental, até que a confiança seja mútua.

Chegando a época do retorno dos mercenários, estes são surpreendidos pela resistência que a aldeia impõe, com a ajuda dos sete guerreiros.

Após uma batalha feroz, os aldeões e seus defensores saem vencedores.

Uma obra que encantou o mundo e é considerada o maior trabalho de Kurosawa.

Posteriormente Hollywood fez um remake, ambientando-o no Velho Oeste, Sete Homens e Um Destino, também bom, mas com menor carga filosófica, a verdadeira joia do filme original.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

De pontos de vista

Seu ponto de vista é algo próprio da humanidade.

Observar um fato, uma frase, um acontecimento sobre o seu ponto de vista pode conflitar com o ponto de vista de outra pessoa, isso gera um conflito de verdades, algo que só o diálogo pode (ou não) dissolver num ponto em comum.

Neste filme de Akira Kurosawa vemos exatamente várias versões sobre a mesma história.

Em uma floresta dois crimes são cometidos, um Samurai é assassinado e sua mulher estuprada, porém, não se consegue chegar à verdade do que aconteceu ali.

Temos a narrativa de um Lenhador, que pode ou não ter presenciado os fatos, da Mulher do Samurai, que narra os fatos percebidos por ela, do Ladrão, que conta ao seu modo os fatos, e do Samurai, através de um médium, que narra os fatos do seu jeito.

Todas as narrativas são conflitantes, todos afirmam ser aquela a verdade.

E assim é a vida.