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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Um ano com altos e baixos

Estava pensando em fazer uma retrospectiva (apesar de não gostar delas), mas pensando no ano vi que ela começaria com um clima baixo astral por fatos ruins que aconteceram no começo do ano, passaria por momentos ociosos e modorrentos e terminaria feliz. Não seria fato forçado, neste dezembro Papai Noel foi generoso comigo, mas acredito que seria muito piegas e isso não é do meu caráter.

Então o que posso falar é que foi um ano de crescimento psicológico e de caráter, de um realinhamento interno e finalizou com uma boa dose de felicidade.

Tenho a agradecer às pessoas que fizeram parte de todo esse processo, de uma forma ou de outra elas influenciaram o meu trajeto neste ano, muitas ficaram pelas curvas da estrada e outras iniciaram sua jornada comigo. E só posso desejar que a vida lhes sorria e que a felicidade lhes bata à porta.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Minha aventura esportiva

Estou lendo um livro de crônicas (depois falo sobre ele) e uma delas me reavivou um pouco da minha infância.

Essa crônica fala que seu autor nunca foi bom jogador de futebol, e conta algumas reminiscências dele, bem, isso me fez lembrar que eu também nunca fui bom com a bola nos pés.

Quando estava no pré-primário, talvez na primeira série do primeiro grau (sei lá que nome tem hoje com essas mudanças no sistema de ensino), uma vez a escola alugou um campinho que ficava atrás do quartel do corpo de bombeiros da cidade, ou teria sido convidada para jogar contra algum time de outra escola, sei lá, não me lembro. O que eu me lembro disso era que foi um sábado pela manhã, o campo (talvez de society) era enorme, pelo menos para uma criança que não tinha ainda oito anos, e todo murado.

Escolhe time, separa a criançada, eu nem sei com quem joguei e contra quem, mas estávamos lá, bola para um lado, um monte de garotos correndo atrás, eu já não era bom de fôlego nessa época, ficava para trás. Quanto tempo foi que nós jogamos, eu não me lembro, nem mesmo o placar, mas o mais curioso foi que eu me lembrei de um lance único. Como aconteceu não sei, mas surgiu uma oportunidade de um escanteio, daqueles de mangas curtas, que é cobrado na confluência da linha da grande área com a linha de fundo (lembre-se da idade dos jogadores) e ninguém queria cobrar o mesmo, todo mundo queria estar na área para cabecear e se consagrar com o gol marcado. Sobrou para quem então? Para o menos habilidoso (o perna de pau), ou seja, eu.

E lá fomos nós, eu e minha falta de habilidade, eu peguei a bola, arrumei-a de qualquer jeito (você achou que eu fosse procurar uma forma melhor de coloca-la lá para bater o escanteio? Até parece, não era e nem nunca fui profissional), o escanteio era do lado esquerdo e eu sou destro, fomos chutar de pé trocado. Dois passos e tchum, bola na rede. Foi um gol olímpico (com uma ajudinha de um zagueiro que desviou de leve a bola), talvez o único gol que eu tenha feito na vida e foi muito legal, eu me senti o máximo.

Não me lembro de mais nada daquele dia, só sei que foi muito divertido lembrar-me disso hoje.

A grande carreira do batedor de escanteios acabou alguns meses depois, jogando num campinho de terra batida (bons tempos em que isso era comum nas cidades), jogando uma pelada, num escanteio contra o meu time, num lance fortuito, eu acabei fraturando a perna, foram cerca de 40 dias com gesso na perna direita, depois nunca mais arrisquei jogar bola, hahaha.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

De rock, história e memória

Hoje eu estava escutando uma banda chamada Muchileiros.

Não você não está lendo errado, se você não é do meu Estado, provavelmente nunca ouviu falar deles, é uma banda daqui.

Começaram na fronteira com o Paraguai, uma fusão de músicos de outras bandas, ou seja, influências variadas e diferentes.

Já deve ter mais de 15 anos que chegaram à capital, com uma formação definida, outro nome, mas o mesmo som que perdura até hoje (com um pouco de diferença e muita evolução sonora).

Como eu sei de tudo isso?

Eu os conheci pouco tempo depois que aqui chegaram e fiz amizade com eles.

Assisti muitas apresentações deles na noite, quando aqui ainda tinha um nicho roqueiro, hoje em dia é muito difícil achar algum lugar para escutar boa música aqui.

Eu me lembro que chegava cedo no barzinho ou no espaço onde eles se apresentariam, eles normalmente estavam passando o som e me pediam para ajudá-los, apesar de não tocar nenhum instrumento, sempre tive bom ouvido, então conseguia orientá-los no equalizador, aumentando ou diminuindo o volume de som deste ou daquele microfone, deste ou daquele instrumento, e sempre, na hora do vamos ver, o som estava bem balanceado (modéstia a parte).

Ao longo desse tempo muita coisa aconteceu, entrada e saída de componentes na banda, brigas, casamentos e filhos.

Da minha parte, por outros motivos, deixei de assistir suas apresentações, nada contra eles, ainda tenho amizade por eles, mas os caminhos seguiram rumos diferentes, hoje, nem sei se continuam aqui, se foram para outra cidade, se estão ainda com a mesma banda, no CD que eu tenho deles tem a seguinte formação: Carlos “Bagre” (violão, guitarra e voz), Carlos Sória (violão, gaita, zampoña e voz), Flávio Guerreiro (bateria e voz) e Léo Wenoli (baixo e voz).

Mas tenho saudades de estar na plateia e pedir para eles tocarem esta ou aquela música, bons tempos aqueles.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

De brinquedos e memórias

Ainda uma pausa nos diários de viagem.


Hoje pela manhã, lendo as notícias, me deparei com a informação de que o Shopping Morumbi, em São Paulo, está com uma exposição intitulada “30 anos de brincadeiras”, que resgata brinquedos e brincadeiras dos anos 80, que ficará aberta ao público até o dia 29 de abril, das 10 às 22 horas.

Época onde não existia tanta tecnologia (pelo menos não no Brasil), computador era coisa de ficção científica, a televisão era à lenha, telefone era fixo (quando tinha um sem fio era festa).

Nós, molecada no período, vivíamos jogando bola, brincando de esconde-esconde, pique, entre outras coisas, sempre nos parques, terrenos baldios ou na rua mesmo.

Quando chovia, eram jogos de tabuleiro, um ou outro brinquedo que dava para brincar no chão ou na mesa da cozinha, tudo muito mais rudimentar do que os dias de hoje, mas, posso estar enganado, tudo parecia mais saudável, a gente exercitava a imaginação muito mais do que hoje em dia, isso sem falar que o sedentarismo era mínimo.

Abaixo as imagens de alguns brinquedos da época, muitos perduram até hoje, algo que dá um gostinho de nostalgia e muitas lembranças boas.

Tinha uma musiquinha infernal, mas era O desafio.

Pré-História dos Vídeo Games.

Eram Matchbox, não Hot Wheels, eu tinha uma coleção, mas não tão grande assim.

Esse eu não cheguei a ter, uma pena.

Alguns ficavam mal fechados e era uma molhança só.

Sadismo puro, quem faz o Pirata pular?

Muita gente perdeu noites de sono tentando resolver o Cubo.

Não via graça, mas tinha muita gente que gostava.

Olha o trem.

Sonho americano de conquistar o Oeste.

Brinquedos promocionais, mas ressucitou uma lenda, o io-iô.

Malditos Nazistas, hahaha.

Você virava noites a fio jogando.

Esse é Clássico.

terça-feira, 10 de abril de 2012

De origens alvinegras

Acho que já contei a minha saga ao escolher um time de futebol para torcer, mas não tenho certeza se o fiz aqui no blog, se foi eu fiz isso na versão passada, que foi apagada, mas não tenho certeza.

É curioso, mas eu me tornei alvinegro por dois motivos, o primeiro foi uma derrota de outro time, o Atlético-MG, na final do brasileiro de 1977 (aliás, quem defende mata-mata, esse é outro exemplo de como esse tipo de disputa é injusta), o segundo motivo foi uma geração de grandes jogadores que surgiram no mesmo time no ano seguinte, 1978.

Como assim, você se tornou santista por causa de uma derrota do Atlético-MG?

Sim, eu era bem criança, estava começando a conhecer o futebol e no campeonato brasileiro daquele ano, o Atlético-MG tinha um grande time, com Reinaldo, Cerezo, entre tantos outros, o time mineiro chegou à final contra o São Paulo, que jogava para o gasto, colhendo resultados sem praticar um futebol bonito.

A decisão seria em jogo único, como os invictos mineiros tinham a melhor campanha, o jogo seria em Belo Horizonte, no Mineirão, mas essa era sua única vantagem, pois um resultado de empate levaria o jogo para a prorrogação e, se mantendo o empate, pênaltis.

Eu sei que, abusando de faltas, o São Paulo acabou levando o jogo para os pênaltis, onde foi campeão, isso me frustrou, me fazendo a torcer contra o tricolor paulista em qualquer competição que fosse.

Não sei por que, talvez pela derrota, mas acabei não torcendo pelo Galo das Alterosas, continuei procurando um time com que me identificasse para torcer.

Isso aconteceu no ano seguinte, no campeonato paulista.

Por problemas financeiros, o Santos que não podia montar um elenco com jogadores experientes para disputar o campeonato, chamou uma solução caseira para assumir o comando técnico, Francisco “Chico” Formiga.

Ciente da situação financeira do clube, Formiga aceitou a missão de lançar os “pratas da casa” nos profissionais, subindo diversos jogadores ao longo do campeonato, entre eles o ataque arrasador composto por Nilton Batata, Juary, Pita e João Paulo.

O campeonato seria longo, devido à Copa do Mundo da Argentina e outros motivos administrativos.

Chegaram ao turno final 10 equipes, Santos, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Francana, Guarani, Ponte Preta, Portuguesa de Desportos, Juventus e Botafogo-SP.

Em sistema eliminatório, os finalistas foram Santos e São Paulo, de novo o time que eu torcia contra, o time que eu não gostava.

O Santos, com ataque insinuante, veloz, tinha melhor campanha e jogava com uma vantagem, seria uma disputa melhor de quatro pontos (na época a vitória valia dois pontos), disputada em até três partidas, no caso de as equipes permanecerem empatadas em pontos ao final do terceiro jogo, este iria para a prorrogação e o resultado de empate na prorrogação daria o título ao time de melhor campanha no campeonato (o Santos).

Com idade de oito para nove anos, vou ser sincero, lembro-me vagamente dos jogos, aliás, lembro-me mais de imagens que as televisões mostram hoje em dia do que na época mesmo.

Mas a história conta que o Santos ganhou o primeiro jogo, ampliando a vantagem, o segundo jogo ficou no empate, obrigando a realização do terceiro e decisivo jogo.

Neste jogo acredito que o tricolor tenha jogado com a faca nos dentes, pois nos noventa minutos acabou ganhando o jogo, obrigando mais trinta minutos de agonia para definir o campeão.

De um lado, os experientes, faltosos e tarimbados são paulinos, do outro, os jovens, rápidos e incipientes santistas, que tinham que segurar o empate para levantar a taça.

O alvinegro estava desfalcado, não jogaram a finalíssima Ailton Lyra, o mais experiente meia do time, e João Paulo, veloz e endiabrado ponta esquerda que tem vasta história no time de Vila Belmiro.

O empate ao final da prorrogação foi um prêmio ao time, que arriscou tudo ao lançar jogadores da base entre os profissionais.

Não me lembro de nada do jogo, mas são frescas na minha memória eu comemorando, em frente à televisão, o título dos “meninos da Vila”.

Novamente não sei o motivo, talvez a vitória, talvez a identificação com um time de garotos, talvez o encantamento com o futebol alegre, rápido e objetivo do time, talvez predestinação, mas eu abracei as cores alvinegras naquele dia.

Penei com o período de seca de títulos do time, com jogadores de qualidade duvidosa que vestiram o manto, mas aprendi a valorizar o futebol arte, o futebol moleque, o futebol paixão, onde um drible tem tanto ou mais valor que um gol, onde uma pedalada se torna imortal, onde o time e a torcida vivem em comunhão.

Essa memória terna eu trago comigo desde aquele time dos primeiros Meninos da Vila.

Time que jogou a grande final do campeonato paulista de 1978.
Em pé: Gilberto Sorriso, Flávio, Zé Carlos, Antonio Carlos, Neto e Nelson.
Agachados: Nilton Batata, Toninho Vieira, Juary, Pita e Claudinho.

quarta-feira, 7 de março de 2012

De conversas e lembranças

Uma coisa que muita gente reclama é da figura do “pautante de blog”, aquela pessoa que fala que o blogueiro tem que escrever sobre isso, sobre aquilo…

Eu não reclamo, só não dou ouvidos.

Mas ontem eu estava conversando com uma pessoa, alguém que me conhece bem, tivemos uma convivência íntima por mais ou menos seis anos e meio, e ela falou que faltavam alguns assuntos a serem abordados aqui.

A Luciana falou, mas falta aquela praia que a gente ia, ou aquele quiosque que nos tratavam muito bem, ou aquele cara que a gente fez amizade, ou…

Foram realmente diversos assuntos, concordo com alguns, quem sabe eu realmente os aborde aqui, tenho boas memórias deles, outros, não sei, quem sabe.

Como eu disse a ela, a questão é timing, inspiração, às vezes é sentar na frente do computador e o texto sai prontinho, aí é só publicar no blog, mas às vezes você olha para a página em branco do Word e não sai nada.

Mas ainda tem muito tempo, não preciso fazer nada na ordem cronológica mesmo, às vezes as memórias voltarão, quem sabe quando, eu pelo menos não sei.