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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Anos Incríveis 20 anos depois

Foi uma das melhores séries de tv que eu já vi, não falo de roteiros, de interpretações, ou outra parte técnico-profissional, falo de pegar o âmago da história e fazer com que ela tenha plena identificação com o espectador. Talvez por isso exista muitos fãs dela por aí.

Eu falo de Wonder Years (Anos Incríveis), que foi lançada nos EUA em 1988 e durou até 1993, no Brasil ela foi exibida pela TV Cultura, em meados dos anos 1990.

Ambientada no final da década de 1960, num subúrbio qualquer dos EUA, a série apresenta muita coisa que não tem nada a ver com a realidade brasileira, mas os dramas adolescentes pessoais do protagonista (Kevin Arnold) são similares aos de muitos adolescentes em qualquer cidade ou país, esse parece ser o segredo da série.

Mas a série tinha também um fundo verossímil, já que os eventos da época permeavam a trama, foram abordados assuntos como Guerra do Vietnam, o ingresso da mulher no mercado de trabalho, comunidades hippies e outras, de forma mais profunda ou não.

O fato é que desde que se encerrou na sexta e última temporada, os fãs ficaram aguardando a notícia do lançamento das temporadas em DVD, o problema esbarrava na trilha sonora (fantástica por sinal), que tinha a cada episódio um sucesso da época, nomes como The Beatles, Bob Dylan, Joe Cocker e outros, isso complicou a liberação dos direitos autorais para a comercialização da série em DVDs, mas agora a Star Vista Entertainment/ Time Life anunciou que o problema com os direitos autorias foram resolvidos e promete que no segundo semestre deste ano a série será lançada nos EUA em um box único com todas as seis temporadas e cheio de especiais para deleitar os fãs.

Agora resta aos fãs brasileiros esperar o lançamento da série por aqui.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Quem?

O Doutor está completando 50 anos. Sim, Doctor Who completa neste mês de Novembro 50 anos de exibição na BBC. Não foi exibição ininterrupta, houve períodos em que o personagem sobreviveu graças a episódios especiais, mas ainda assim a série clássica é considerada a mais longeva série de ficção científica já exibida, já a nova série está firme e forte já tem oito anos.

Eu conheci o Lorde do Tempo na primeira temporada da nova série, não posso ser considerado um Whovian, mas achei o personagem um dos mais bem bolados. Por ser um lorde do tempo, ele usa sua máquina de tempo e espaço (a T. A. R. D. I. S.) para se deslocar pelo universo conhecido e desconhecido, assim como também ao longo da linha do tempo, podendo ir ao passado remoto ou ao futuro longínquo.


Em um episódio ele pode estar participando de uma conferência com os seres mais inteligentes do universo sobreo limiar do colapso total do nosso sistema solar, e no seguinte sofrer com os bombardeios da Luftwaffe durante a Batalha da Inglaterra, na II Guerra Mundial, passando pelos mais fantásticos enredos e cenários.

A série originou um spin-off, que também abordou temas interessantes, mais voltados para o sobrenatural e fantástico (algo que lembra o bom e saudoso Arquivo X).

Agora a contagem regressiva para o episódio especial entra na reta final, dia 23 deste mês, com exibição mundial, apresentação em salas de cinema aqui no Brasil, o Doutor deixou de ser um curioso personagem inglês para ser um fenômeno mundial que se une a outros ícones criados na terra da Rainha, tais como Sherlock Holmes, Hercule Poirot e James Bond.

Que a série continue com toda a sua criatividade e com o humor inglês.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

A verdade está lá fora há 20 anos

Faz 20 anos que Chris Carter nos apresentava dois personagens que seriam imortais para os fãs de ficção científica, a cética Scully e o pio Mulder, agentes do FBI que trabalhavam no setor chamado Arquivo X.

Sim, num dia 10 de setembro, no já longínquo ano de 1993, estreava nos EUA, no canal Fox, a série que moveria fãs ao redor do mundo, trazendo todas as semanas mistérios intrigantes que, quase sempre, envolviam o sobrenatural e extraterrestres.

Não me lembro da data em que a série estreou no Brasil, no canal da Rede Record (tempos em que eu não tinha tv por assinatura), mas raríssimas vezes eu deixei de ver o episódio que era apresentado nas noites de sextas-feiras. Sempre a química entre os agentes e os mistérios investigados faziam com que eu ficasse quase que hipnotizado na frente da tela, aguardando o que aconteceria, fosse O Assassino Imortal (Eugene Toons), fosse o Gólen, ou, talvez, um enxame de insetos misteriosos no meio de uma floresta tropical.

Fica até difícil falar, tantas as histórias que foram narradas, o fato é que Mulder e Scully têm um lugar de honra na galeria de heróis improváveis da ficção científica.


sábado, 29 de junho de 2013

As séries de televisão essenciais da Ficção Científica

No mundo moderno, a televisão é uma mídia forte e influente, muitas séries foram criadas ao longo do tempo, das mais diversas temáticas, inclusive as de ficção científica.

Sem tecer comentários e nem posso dizer que concordo com todos os listados, mas já diz a grande máxima da internet, “lista, cada um faz a sua”, não existe nenhum grau de importância, a lista é ordenada sempre por cronologia de exibição original (sem observar as reprises).

Então vamos lá, as 10 séries essenciais da Ficção Científica são:

  • Além da Imaginação (1959/1964)
  • Doctor Who (1962/1989 e 2005/hoje)
  • Star Trek (1966/1969)
  • Babylon 5 (1993/1998)
  • Arquivo X (1993/2002)
  • Stargate SG-1 (1997/2007)
  • Firefly (2002)
  • Battlestar Galactica (2004/2009)
  • Lost (2004/2010)
  • Fringe (2008/2013)

domingo, 23 de junho de 2013

A Tecnologia e as Manifestações

E as manifestações continuam, agora com menos intensidade, afinal o fio condutor que levou a população às ruas era o valor das passagens do transporte público, e elas abaixaram. Depois disso, o caleidoscópio que estava na rua acabou se dispersando um pouco, afinal, são tantas as reivindicações que muita gente ficou perdida. O Movimento Passe Livre (MPL) já divulgou que na terça-feira voltará às ruas com as seguintes bandeiras: Desmilitarização da Polícia e Controle dos Preços dos Aluguéis.

Mas enquanto o MPL se afastou, os confrontos em algumas cidades recrudesceram, Rio, Belo Horizonte, Vitória e Curitiba, para citar algumas. Aí entra o que eu quero abordar.

Como você sabe desse recrudescimento, se a Rede Globo (tv aberta e por assinatura) e os outros canais não falaram nada disso? Simples, pela tecnologia existente nos dias de hoje, Smartphones e conexão 3G ou wireless (que alguns moradores na região dos protestos liberaram o acesso para os manifestantes).

Enquanto as mídias tradicionais mostravam os locais onde os manifestos estavam amenos, no Twitter, Facebook e outras redes sociais da internet as notícias mostravam outra realidade. Fotos, relatos e imagens geradas denunciavam a ação violenta (quase sempre vinda dos policiais), bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e outras coisas do arsenal anti-protesto das Polícias Militares Estaduais, também foram mostradas imagens de oportunistas e vândalos, que se aproveitaram do anonimato entre os manifestantes para quebrarem patrimônio público e privado, além de realizar saques a lojas que se localizavam na área das manifestações/conflitos.

Tudo isso acontecendo e a mídia tradicional com o discurso alienante, tentando passar uma realidade falsa aos seus telespectadores, inclusive com uma frase que me chamou a atenção: “vários flashes acontecem agora, amanhã as redes sociais estarão inundadas de imagens das ruas de hoje.”, não, aquelas imagens que eram retiradas naquele momento, em questão de segundos, já ilustravam os relatos nas redes sociais.

Não sei se foi proposital, ou esse jornalista/comentarista, assim como outros, realmente desconhece e subestima o avanço tecnológico que o mundo e o país apresentam e que os manifestantes mostravam uma realidade mais dura que a fantasia que eles queriam mostrar.

Diante desse fato, só cabe uma análise, ou as mídias tradicionais reconhecem essa nova velocidade da informação e se adaptam a elas, ou cada vez mais elas cairão em descrédito e se tornarão obsoletas e perderão o rumo da história.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Uma rixa familiar

Curioso quando a realidade e a ficção se unem para contar uma história. Assim é a minissérie Hatfields & McCoys, exibida no Brasil pelo canal de assinatura Space.


A história é baseada na guerra particular entre as duas famílias, vizinhas, que durou quase quatro décadas, tendo se iniciado no final da Guerra Civil Americana e praticamente terminada nos anos 1890. Não vou pesquisar a história em si para saber as origens do confronto, mas os Hatfields (moradores de West Virginia) e os McCoys (habitantes do Kentucky) viveram numa fronteira próxima da loucura bélica.

Acredito que a disputa tenha sido bem documentada, principalmente depois de envolver os governadores dos dois estados e a Justiça Federal dos EUA, mas ainda assim a série apresenta alguma coisa de ficcional. Pode ser impressão minha, ou mesmo direcionado, não sei, mas parece que a série privilegia o lado Hatfield da contenda. Não os tornando os mocinhos ou vítimas, mas porque o nome principal do elenco, Kevin Costner, interpretava o patriarca Willian Anderson “Anse Devil” Hatfield, seu antagonista Randolph “Ole Ranl” McCoy era interpretado por Bill Paxton.

Aparentemente (pura impressão minha) os atos da família Hatfield são mais acompanhados pelas câmeras, dando um quê de protagonistas a estes, em detrimento dos McCoys. Mesmo sabendo que nenhum dos lados tinha razão, há momentos em que você se deixa envolver pela história e começa a torcer para que o ‘time’ de Kevin Costner.

Uma trágica história de orgulho, arrogância e vingança, a verdade é que podemos reduzir a história a essas três palavras.

Colocando esses fatos de lado podemos dizer que o trabalho da equipe de produção é muito bem feito. Posso dizer que fazia muito tempo que eu não assistia um western de tão boa qualidade.

domingo, 30 de dezembro de 2012

De investigações do sobrenatural

Uma série de televisão Spin-off não é novidade, as televisões dos Estados Unidos têm vários exemplos que podemos citar, tais como Law and Order, que gerou quatro outras séries, CSI, originou mais duas, e outros. Algumas séries são da mesma qualidade que a original e outras não. Até aí, nada de mais.

Algum tempo atrás eu estava assistindo uma série inglesa, Doctor Who, que detém o título de série de ficção mais longeva da televisão mundial, tendo começado nos anos 1960 e sendo apresentada até meados dos anos1980. A série sofreu alterações e recentemente retornou com alguma regularidade, sendo exibida pela BBC de Londres (no Brasil a TV Cultura de São Paulo exibiu/exibe algumas temporadas dessa nova série). Na metade da primeira temporada, no episódio Criança Vazia, a série apresenta aos telespectadores o personagem Capitão Jack Harkness, um aventureiro que viaja pelo tempo e espaço, assim como o personagem principal.

O papel de Jack ao longo de Doctor Who eu não conheço, mas sei que na segunda temporada, no episódio Tooth and Claw (dente e garra, tradução livre) é citada uma organização governamental inglesa que atuaria de forma secreta para impedir invasões alienígenas e estudar a tecnologia extraterrestre para torna-la apta ao uso pelos seres humanos. Essa organização, criada pela Rainha, é denominada Torchwood.
 

Se o episódio já era uma preparação para a nova série ou se ela já estava no ar quando ele foi exibido, eu não saberei dizer, o fato é que ela serve como uma explicação para a origem dessa organização. A série mostra as investigações da equipe 3 da organização, que se localiza em Cardiff, País de Gales, com sede montada embaixo do Millenium Stadium.

A primeira temporada é bastante movimentada, mostrando os mesmo ingredientes de Arquivo X, mas com um pouco mais de suspense e de forma levemente mais perturbadora. O grupo investiga luvas que podem ressuscitar pessoas temporariamente, ação de seres sobrenaturais que assumem a forma de fadas para se aproximar de crianças, desaparecimento de viajantes em uma determinada região do País de Gales (que resulta num dos episódios mais perturbadores da temporada), alienígenas vindos do espaço e viagens no tempo que são causadas por perturbações numa fenda espaço temporal existente em Cardiff.

Ao longo de todos os episódios da temporada, pequenas pistas são deixadas, estas pistas nos levam ao desfecho da temporada, o maior desafio que a equipe enfrentará até aquele momento, com um ser infernal sendo libertado por causa do colapso da fenda.

Uma série que ao mesmo tempo instiga e perturba, uma variação de Arquivo X, levemente mais adulta, com personagens carismáticos, uma diversão garantida.

sábado, 13 de outubro de 2012

De investigações e crimes em Londres

Confesso que pensei duas ou três vezes antes de comprar a primeira temporada de Sherlock, série da rede de televisão BBC. Afinal, essa série da tv londrina não passa em nenhum canal de assinatura que exista no meu pacote, e olha que o meu pacote é bem generoso quanto a canais que passam séries.


Mas a série havia sido bem comentada no Twitter por uma pessoa que eu sigo por lá. Outro fator que contou a favor foi a série, também da BBC, Doctor Who, que eu havia comprado a primeira temporada alguns meses antes e gostei. Série bem feita e de uma qualidade igual ou superior às séries americanas.

A série me surpreendeu positivamente, ela é baseada no personagem de Sir Arthur Conan Doyle, mas não se prende às histórias do famoso detetive. A personalidade dos personagens Sherlock Holmes e Doutor Watson está intacta, com uma ou outra adaptação. Temos o violino, o poder de dedução e visão aguda de Sherlock, a credulidade de Watson, enfim, os dois personagens estão bastante fieis.

Mas o cenário e os crimes são atuais, contrabando de antiguidades arqueológicas, assassinatos por prazer e manipulação, num jogo onde somos apresentados ao grande antagonista do herói. Sim, o Professor Moriarty está presente desde o primeiro episódio, mas quase sempre na forma de sombra, manipulando os cordões de suas marionetes, sem entrar em evidência. E quando ele aparece, está caracterizado de forma impecável, arrogante, inteligente, um verdadeiro adversário para a inteligência de Sherlock, é aquele personagem que conquista pela empatia e aterroriza pela insanidade, que estão presentes e em equilíbrio no personagem.

Uma série que vale a pena ver várias e várias vezes.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

De deslocamento espaço-temporal

Para usar uma gíria que se encaixa bem aqui, “minha cabeça vai explodir”.

Doctor Who é um seriado inglês que existe desde os anos 1960, sendo que foi considerado pelo livro dos recordes o seriado de ficção científica mais duradouro do mundo, já que sua primeira fase foi produzida e exibida na Inglaterra até o final dos anos 1980, quando episódios especiais passaram a ser produzidos e exibidos em datas especiais (feriados).

Até que em 2005 a série foi retomada em temporadas regulares de 13 episódios, já chegando a sua sétima temporada que será exibida em breve na Inglaterra.

Somente agora é que no mercado brasileiro foi lançado o box da primeira temporada.

Feito o preâmbulo, vamos falar porque minha cabeça está para explodir.

Eu comprei o box, que chegou semana passada.

Passei a assistir com curiosidade.

No primeiro episódio conhecemos o “Doutor” (Christopher Eccleston), que é um alienígena da raça Senhores do Tempo, que viaja no espaço e no tempo numa máquina conhecida como TARDIS (Time And Relative Dimensions In Space – Tempo e Dimensões Relativas no Espaço), que tem a aparência externa de uma cabine policial dos anos 1950, mas internamente é muito maior.

Também somos apresentados à Rose Tyler (Billie Piper), uma humana que sofrerá uma grande mudança em sua vida por causa do “Doutor”.

O “Doutor” explica à Rose que ele viaja pelo espaço-tempo para impedir que alienígenas alterem o curso da história da humanidade ou que invadam a Terra ou para conhecer novas civilizações e que naquele momento estava tentando impedir que uma raça que domina a matéria plástica invadisse a Terra.

Após combater o líder desses alienígenas, o “Doutor” acaba fazendo um convite para que Rose o acompanhe em suas aventuras, após alguma incerteza, ela aceita e ambos partem na TARDIS em busca de um novo destino.

Ao longo da temporada, vemos os dois aventureiros irem ao futuro, voltarem ao passado, enfrentarem seres etéreos, alienígenas que queriam destruir a Terra, conhecer aliados, reencontrar inimigos esquecidos, até o episódio final, onde acontecimentos inesperados contribuem para consequências curiosas.


Os episódios da primeira temporada são os seguintes: 
  1. Rose
  2. The End Of The World
  3. The Unquiet Dead
  4. Aliens Of London
  5. World War Three
  6. Dalek
  7. The Long Game
  8. Father's Day
  9. The Empty Child
  10. The Doctor Dances
  11. Boom Town
  12. Bad Wolf
  13. The Parting Of The Ways