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terça-feira, 27 de novembro de 2012

De guerra e romance

E esse 26 de novembro foi bem movimentado…

Além do aniversário de Charles Schulz, o cinema comemora os 70 anos da primeira exibição de um dos seus maiores clássicos, Casablanca…

Em plena 2ª Guerra Mundial, um drama, um romance, uma comédia, tudo num só filme, assim podemos definir Casablanca…

A história do cínico Rick Blaine (Humphrey Bogart), dono de um bar na cidade africana, onde os alemães nazistas contam com o apoio dos franceses de Vichy, para controlar o local (rota de fuga de refugiados para as Américas).

Nesse ambiente hostil, Rick recebe o líder da resistência tcheca, que é caçado pelos alemães, Victor Lazlo (Paul Henreid) e sua esposa, Ilsa (Ingrid Bergman), antigo romance de Rick. Isso trás recordações ao americano e serve de pano de fundo para uma trama que prende a atenção do começo ao fim.

Cenas memoráveis, frases eternas e um momento único num aeroporto, tudo regado pela trilha sonora e pelo piano de Sam, funcionário fiel do bar.

Dizem as lendas que a frase “Play It Again, Sam!” não é dita no filme mas, assim como Casablanca, ela é imortal.

Portanto, para encerrar por hoje, play it again, Sam!

sábado, 3 de março de 2012

De capas clássicas

Olhando a capa abaixo fica aquela sensação de algo estranho, etéreo, surreal.

Uma paisagem saída de sonhos, ou de livros de lendas e fantasias.

Bom, essa era a intensão da banda e da empresa que criou a capa.

Se alguém ainda não identificou que a capa é do álbum The Houses Of The Holy, do Led Zeppelin, entenda que esse é um dos álbuns clássicos do Hard Rock.

Também é considerada uma das capas mais emblemáticas de uma banda.

Ela é inspirada no livro de Arthur C. Clarke chamado Childhood’s End, mais precisamente no final desse livro (não, eu não li o livro, estou pegando as informações em outra fonte, o Almanaque do Rock, escrito por Kid Vinil).

A agência em questão chama-se Hipgnosis, que foi criada nos anos 1970 com o objetivo de atender às diversas bandas de rock da época, para a criação de capas para seus álbuns.

A capa foi feita com diversas fotos tiradas na Irlanda do Norte, com três adultos e duas crianças (irmãs), porém, depois de diversas tomadas e tentativas não conseguiram atingir o objetivo que queriam.

Diante disso a opção foi fazer uma montagem apenas com as imagens das crianças, gerando essa imagem chamativa.

O álbum foi lançado e era vendido com uma capa de papel pardo por cima da original, para evitar uma censura pela nudez das crianças, ainda assim atingiu um número expressivo de vendas, por outro lado, mesmo com a capa extra, alguns países mais conservadores nos anos 1970, como a Espanha, proibiram a venda do álbum.

Apesar de todos os percalços, a capa, e o álbum em si, é um clássico, que deve estar presente na coleção de quem gosta de boa música.

quinta-feira, 1 de março de 2012

De cinema cult

Engraçado, o filme vai mal nas bilheterias e depois vira cult…

Foi assim com Blade Runner, também é com Warriors (Os Selvagens da Noite), de 1979.

Filme de ação, passado num futuro incerto, onde Nova York é uma terra sem lei, onde diversas gangues dominam regiões, vivem em conflitos e tem como adversária em comum a Polícia, corrupta e violenta.

A trama começa com o líder da maior de todas as gangues, Cyrus, resolve propor uma trégua às 85 gangues da cidade e convoca todos para uma assembleia.

Uma das gangues se opõe às ideias de Cyrus e durante seu discurso o matam.

Um membro dos Warriors flagra o atirador que, para se livrar das atenções, acaba acusando a gangue dos Guerreiros pela autoria do atentado.

Diante disso, o líder do grupo, Cleon, é assassinado, cabendo a Swan, seu tenente, a levar os demais membros em segurança para seu território.

A jornada leva a noite toda, onde várias gangues tentam barrar o caminho dos Guerreiros, com várias cenas de ação e pancadaria, para terminar num confronto com a gangue realmente culpada pelo crime.

Pouco mais de uma hora e meia de entretenimento puro, bem anos 1970, vale a pena assistir.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

De magia muda

Estreou neste final de semana no circuito nacional de cinema o filme O Artista, um filme francês que é uma homenagem ao cinema mudo.

Infelizmente aqui ele ainda não está sendo exibido.

Mas numa reportagem do caderno de cultura de O Globo foi feita uma lista com aqueles que são considerados os 10 melhores filmes do cinema mudo.

Entre eles temos filmes de Chaplin, de Buster Keaton, o impressionismo alemão está representado com três películas, Luis Buñuel e sua obra prima (O Cão Andaluz), Einsenstein e o Encouraçado Pontemkin, um filme sobre Joana D’arc, um filme do ganhador do primeiro Oscar de melhor filme, D. W. Griffith, estes são nove dos listados.

Fiquei surpreso que um filme nacional estivesse presente, Limite, de Mário Peixoto, não conheço o filme, nada posso falar sobre ele, mas a reportagem o considera um dos melhores filmes já feitos em território nacional.

Eu sou fã de filmes dessa época e fiquei muito alegre, afinal, vendo a lista constatei que assisti metade dela.

Luzes da Cidade (Charles Chaplin), A General (Buster Keaton), Nosferatu (F. W. Murnau), O Gabinete do Dr. Caligari (Robert Wiene) e Metrópolis (Fritz Lang), estes três últimos expoentes do impressionismo alemão.

Fica difícil descrever como a magia que o cinema mudo (e consequentemente em preto e branco) me envolve, é arte pura, não temos falas, apenas expressões faciais e corporais, tudo com uma trilha sonora incidental ao fundo, você imagina os diálogos (que depois aparecem em letreiros que geralmente interrompem a ação), tem a liberdade de sonhar com a tonalidade das vozes dos atores, a impostação de fala, parece um livro em movimento, para mim, como disse antes, é algo mágico.

Não desprezo, nem desgosto, os filmes falados (que começaram sua trilha com outra obra prima, O Cantor De Jazz), existem filmes incríveis, verdadeiras obras de arte, mas assistir um filme mudo é entrar numa máquina do tempo e viajar para algum lugar congelado no passado, com toda sua fantasia.

Imagem do filme Metrópolis de Fritz Lang

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A vida não tem uma segunda chance

Você já parou para pensar o que aconteceria ao Mundo se você não existisse?

É, se você não tivesse nascido, como seria o Mundo, aquelas pequenas coisas que você fez e nunca valorizou e com você não existindo deixaram de ser feitas, será que isso altera alguma coisa?

Como você reagiria se pudesse ver essa realidade alternativa, onde você não existiu, você passaria a valorizar mais a sua vida?

Bem, essa premissa foi usada há muito tempo atrás num dos maiores clássicos do cinema.

Em A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life), rodado em 1946, o diretor Frank Capra nos trás esse conto natalino maravilhoso, que até hoje é exibido por emissoras de televisão norte-americanas na noite de Natal.

Eu sei que o Natal já passou e o próximo só acontecerá daqui a quase 12 meses, mas ainda assim o filme vale a pena.

James Stewart interpreta o personagem George Bailey, um morador exemplar da pequena cidade de Bedford Falls, e por causa de alguns problemas enfrentados (que parecem não ter solução) resolve se suicidar, pulando de uma ponte.

Clarence (Henry Travers) é um aspirante a anjo que precisa fazer uma última boa ação para ganhar suas asas e ser oficializado anjo da guarda, ele é enviado para Bedford Falls para impedir o suicídio de George e acaba usando o subterfúgio de mostrar para este como seria a cidade e o Mundo se ele não tivesse nascido.

George se depara com outra realidade, amigos e familiares amargos e desiludidos, eventos na 2ª Guerra Mundial que tomaram outros rumos, tudo isso porque ele, George, nunca existiu.

Com toda essa realidade, George resolve adotar outra postura com relação à sua vida e acaba ganhando um belo presente de natal, além de sua vida, a solidariedade dos moradores da cidade, num momento muito tocante do filme.

Lembre-se toda vez que você ouvir um sino tocar pode saber que um anjo ganhou suas asas.

A parábola é muito emocionante e nos faz parar para pensar na vida, em dar valor às pequenas coisas da vida.

Tudo isso com a condução firme e delicada de Frank Capra, que criou um clássico instantâneo que sobrevive às areias do tempo.