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sábado, 14 de julho de 2012

De novidades no mundo dos sonhos

Para quem não sabe, Sandman de Neil Gaiman é um marco nos quadrinhos adultos, a série publicada pela DC Comics, através de seu selo adulto, Vertigo, no final dos anos 1980 teve 75 edições contando sobre o mundo do Sonhar, seu mestre e muito mais.

Ao final da saga, surgiram diversas edições especiais e minisséries que retornavam ao fantástico universo, dando aos fãs um gostinho de mais.

Agora, na Comic Com deste ano, um presente foi divulgado aos fãs, Neil Gaiman e J. H. Willians III voltarão ao universo de Sandman para contar um prequel com algumas explicações sobre a série.

Eis as palavras do inglês que é cultuado como um dos maiores roteiristas de quadrinhos adultos do mundo:

“Quando terminei de escrever Sandman, ainda tinha uma história a ser contada. A história do que aconteceu com Morpheus que o permitiu ser tão facilmente capturado em Sandman 1, e porque ele veio de tão longe, extremamente exausto, e vestido para guerra. Era uma história que eu queria ter contado no aniversário de vinte anos da série, mas o tempo nos escapou. E agora, com o aniversário de 25 anos se aproximando, estou encantado e nervoso porque isso finalmente será revelado.”

Não só ele está nervoso, todos os fãs também estão nervosos e ansiosos por ter em mãos essa história.

domingo, 15 de janeiro de 2012

E o Mundo sonhou

No final dos anos 1980, os EUA assistiram a segunda grande invasão cultural britânica.

A primeira havia acontecido 20 anos antes, com as bandas de rock, dessa vez era realizada por escritores, roteiristas e desenhistas de Histórias em Quadrinhos, que haviam sido contratados pelas grandes editoras americanas para dar um “up” em suas publicações.

Um desses escritores foi Neil Gaiman, contratado pela DC Comics.

Coube a ele reestruturar um personagem chamado Sandman, um herói secundário dos anos 1940 que tinha como arma uma pistola de gás, usada para causar sono e pesadelos em seus inimigos.


Mas Gaiman fez uma proposta à editora, ao invés de reformular o herói ele criaria um novo personagem com o mesmo nome do velho herói e lhe daria um Universo que poderia ou não interagir com o Universo de Heróis da Editora, a ideia acabou sendo bem recebida e Gaiman pode então usar toda sua imaginação e criar o Sonhar.

Valendo-se do fato que Sandman era uma lenda dos países de língua inglesa para um ser mágico que jogava areia nos olhos das crianças para estas dormirem, Gaiman criou o personagem como o senhor do sono, denominado Sonho ou Morpheus.


Ele não seria um deus, mas um Perpétuo, um ser que existiria até o fim dos tempos, enquanto houvesse um ser que necessitasse dormir para repor suas energias, pois durante o sono sua mente alimentaria o Sonhar e todos seus habitantes.

Gaiman começa a explorar o personagem, seu reino e habitantes, criando fábulas de suspense e terror nunca vistas antes nos quadrinhos.

Ele usou lendas de diversos países sobre criaturas que habitam os sonhos e pesadelos, alguns personagens tradicionais do selo de suspense da DC e criou outros tão impressionantes quanto o próprio Morpheus.

Mas ele não parou aí, como existe o ditado que fala: “O sono é o irmão mais novo da Morte”, Gaiman criou uma irmã mais velha para Morpheus, justamente a Morte.

Mas não aquela imagem que conhecemos, não o Ceifador Sinistro, e sim um bela mulher, sedutora, descolada, bem humorada, enfim, um ser exalando “vida”.


E ele não parou por aí, resolveu criar uma “família” de Perpétuos, todos com suas características e personalidades, todos ligados aos seres vivos.

São eles Destruição, Desespero, Delírio, Desejo e Destino, fechando assim o círculo familiar dos Perpétuos.

Um detalhe que foge à tradução, no original (inglês) todos os Perpétuos tem o nome começando com a letra “D”, são eles: Doom, Despair, Delirium, Desire, Destiny, Dream e Death.


A série original teve um total de 75 edições, onde é contada toda a saga de Morpheus, mas ela originou diversas minisséries e edições especiais, utilizando outros personagens, explorando toda a riqueza que o tema trás.

Enfim, um conto de fadas que nos faz encarar de uma forma diferente o simples fato de dormir.