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sábado, 25 de fevereiro de 2012

De mitos, caçadores e androides

Pensei em começar escrevendo “esqueçam tudo o que sabem sobre Blade Runner...”, mas aí lembrei, um filme tem que tentar adaptar a história, tentar ser o mais fiel possível, nem sempre consegue…

Levei quase a semana toda para ler um livro relativamente fino, 265 páginas, não entendia porque, até agora, depois que terminei a leitura.

Fiquei pensando, a essência está lá, os androides (andros no livro, replicantes no filme) estão lá, a missão é a mesma, o ambiente claustrofóbico, o clima sombrio, tudo confere.

A Escala Voigt-Kampff, os hovercars (carros voadores), os videofones, a Rosen Association (criadora dos Nexus-6), Rachel, também estão lá.


Diferenças, muitas, mas o livro ambienta a terra pós uma guerra nuclear, a “elite” da humanidade emigrou para Marte ou outro planeta-colônia, ficando na Terra apenas os rejeitados, os párias e alguns funcionários governamentais para impedir que estes consigam sair do planeta.

Também impedem a entrada dos andros que se ocultam e misturam com a população.


Dúvidas existenciais, culto à empatia, programas televisivos intermináveis, tudo contribui para uma terra pós-apocalíptica, para um sentimento de solidão, para um livro memorável.

É, um mito foi desconstruído, mas um clássico ganha novos contornos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Uma experiência diferente

Atenção este NÃO é um post patrocinado.

Nesta semana eu fiz uma lista de alguns livros que tenho para tentar ler neste ano (ou no próximo também), deixei um de fora.

Não foi proposital.

Eu não havia recebido ainda ele.

Como eu não conseguia achar esse livro novo nos sites de compra, tive que recorrer ao site Estante Virtual, sobre o qual eu já falei antes.

Lá eu rapidamente coloquei o nome do livro e me foram disponibilizadas seis ou oito opções de compras, entre R$21,50 e R$40,00, conforme o estado de conservação do livro.

Escolhi um em bom estado de conservação (um pouco mais salgado, mas valeu a pena), fiz o cadastro no site (era a primeira compra) e realizei a compra.

Sistema de pagamento seguro.

Achei a interface entre vendedor e comprador boa.

Aí começaram a chegar os e-mails, confirmação de cadastro, confirmação de pedido, confirmação de pagamento e confirmação de postagem de pedido.

Devem ter sido mais de seis e-mails, pois o sistema de pagamento é terceirizado.

A previsão de entrega era de 10 dias, mas na metade do tempo eu recebi o livro, mais um para a minha lista.

Mais um de Ficção Científica Clássica, que virou filme cult e também contribuiu para as visões de futuros apocalípticos que temos do mundo, estou falando de Do Androids Dream Of Electric Sheeps?

O famoso Blade Runner – O Caçador de Andróides.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Vida tão breve, porque não damos mais atenção à ela?

Um futuro sombrio, um planeta superpovoado, tecnologia criando órgãos artificiais para transplantes.

Se a ficção adivinhar metade do que este filme apresenta, em cerca de oito anos teremos um planeta sombrio.

Estou falando da Los Angeles sombria de Blade Runner, o Caçador de Androides, um filme que quando estreou nos cinemas foi considerado um fracasso, mas que aos poucos, devido à famosa propaganda pontual, de orelha em orelha, foi amealhando uma legião de fãs e hoje é um dos filmes mais cultuados da história.

O filme é baseado em um livro de Philip K. Dick, Do Androids Dream Of Electric Sheep? (numa tradução livre, os androides sonham com ovelhas elétricas?) e conta a saga de um caçador de androides (espécie de policial que controla esses autômatos), Dick Deckard, que havia se aposentado, mas foi obrigado a retornar à ativa por causa de quatro desses androides (chamados de replicantes) que retornam ao planeta com o objetivo de confrontar seu criador, buscando mais tempo de vida.

Uma explicação cabe aqui, os replicantes são robôs (ou androides) criados quase que organicamente para desempenhar funções consideradas perigosas para nós seres humanos, mas devido a acidentes e ao temperamento de muitos deles, estes são banidos do planeta, sendo usados para trabalhos nas colônias espaciais terrestres (quem diria, pelo menos no filme a NASA conseguiu colonizar o espaço). A grande falha na criação desses replicantes é o tempo de vida, e os quatro fugitivos querem ampliar esse tempo.

Observamos que a valorização da vida, explicita no discurso do replicante Roy Batty (Rutger Hauer), é algo que deixamos passar despercebida no dia-a-dia.



O filme tem várias passagens que nos faz pensar, refletir sobre a maravilha que é a vida, sobre o que sabemos e aceitamos sem questionar, verdades que muitas vezes nos são impostas e que podemos manipular conforme a vontade.

Esse é o poder desse filme que se tornou cult e que sou fã de carteirinha.

Fiquem com o tema romântico do filme, que envolve Deckard e a replicante Rachel.