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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

De velha história repaginada

Nem me lembro bem quando foi, com certeza era década de 1980, a DC Comics estava havia pouco tempo de casa nova aqui no Brasil, a Editora Abril.

Havia pouco tempo essa editora havia começado a publicar uma linha de Histórias em Quadrinhos num formato que fazia sucesso nos EUA, as graphic novels. Elas eram uma edição especial de um determinado personagem, fosse ele conhecido ou não, tendo mais de 100 páginas impressas em papel especial.

Sempre eram histórias especiais, ou contando a origem do personagem (se ele fosse conhecido), ou uma passagem específica de sua cronologia, ou uma história nova e meio revolucionária (no caso de personagens pouco conhecidos).

Eu sei que havia comprado essa revista em especial, afinal a premissa era interessante, mas não me lembro quantas Graphics haviam sido publicadas antes, nem quantas páginas ela possuía.

Batman confrontava e depois se unia a um de seus maiores adversários, Ra’s Al Ghul (o Cabeça de Demônio), um dos homens mais inteligentes a cruzarem o caminho do Homem Morcego.

Também nessa história o herói tem um romance com a filha de seu inimigo, Tália, mas como não podia deixar de ser, tudo foi muito conturbado, porém, ao final da história ficamos sabendo que dessa ligação surge um filho (daí o título) e que a proposta inicial era que toda essa história se passaria numa realidade alternativa (a editora tem um grande histórico de realidades alternativas, motivo pelo qual foram criadas tantas Crises em seu Universo). Tempos depois, muitas reviravoltas editoriais, algumas Crises, essa história acabou sendo incorporada à cronologia oficial do herói de Gotham City e seu filho surge como um personagem letal, mas essa é outra história e eu não vou aborda-la mais do que isso.

O fato é que depois de um intervalo de quase 30 anos, a história está sendo lançada novamente no país, pela Editora Panini, em uma edição especialíssima, com capa dura, além de ter papel e tintas de extrema qualidade, dando um charme a mais para uma História já imortalizada na mitologia do Morcego. Com brinde uma introdução escrita por Mark Hamill (o Luke Skywalker de Guerra Nas Estrelas) e uma biografia resumida de Argumentista e Desenhista da obra.

Voltei à minha adolescência e estou com um sorriso no rosto que faria inveja ao Coringa.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.

domingo, 9 de outubro de 2011

Kukukaya

Flashback, memórias do passado, música, acabei de ter uma nostalgia.

Estava lembrando dos anos de Universidade e lembrei de um álbum com “cantadores” que eu nunca tinha ouvido falar, com músicas que me envolveram, gostosas, daquelas que ficam na cabeça da gente.

O álbum era Cantoria, que trazia um show ao vivo de quatro cantores que eu desconhecia, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar e Xangai, lembrem-se isso foi nos anos 1980.

Tempos depois eu consegui comprar o álbum em CD, descobri que não era só um, mas três, dois com os quatro cantores e o último solo do Elomar, todos muito bons.

Xangai me chamou a atenção pelos agudos e a flexibilidade vocal, é ele que homenageio aqui.

Kukukaya
Xangai

São quatro jogadores nesta mesa
Frente a frente para jogar
São quatro cabras de peia
No desafio do jogo da bruxa
Em noite de lua cheia

São quatro jogadores nesta mesa
Dando as cartas do jogo surdo da vida

Kukukaya eu quero você para mim
Kukukaya mas olha esse cachorro aqui
Kukukaya eu quero você aqui
Kukukaya mas preste atenção em mim

São quatro jogadores nesta mesa
Dando as cartas sem dar falsa folga a ninguém
São quatro cabras da peia
De riso dócil e rima fácil

Não vá se enganar hein meu bem
Que eu tenho dois olhos eu tenho dois pés
Dor dos meus olhos vá para os meus pés
E dos meus pés para dentro da terra
Da terra para a morte

Kukukaya

O ovo é redondo, ventre redondo é
Vem amor, vem com saúde


Aonde eu sou chama seja você brasa
Aonde eu sou chuva seja você água

Kukukaya