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sexta-feira, 29 de junho de 2012

De lugares paradisíacos

Faz algum tempo eu coloquei um post de porque eu gostaria de ir ao Taiti, na verdade eram só fotos dos bangalôs sobre o mar.

Deu vontade de olhar outras fotos e resolvi colocar mais fotos, mas agora não só do Taiti, mas de outros lugares parecidos e que dá vontade de conhecer, ficar e esquecer o mundo exterior e todos os seus problemas.

Vamos lá então.























quarta-feira, 14 de março de 2012

De praias, quiosques e memórias

Para quem não sabe, Ubatuba é a última cidade do litoral norte paulista, indo para o norte você vai atravessar a divisa de estados e chegará ao estado do Rio de Janeiro.
E por ali você vai transitar pela Rio-Santos, cheia de curvas.
Não sei como se distribui a área do município, nunca tive curiosidade, mas suas praias se espalham ao longo da rodovia, desde o limite divisório com a cidade de Caraguatatuba, até a divisa com o Rio.
Não sei como é em alta temporada, mas quando ia lá, foram algumas vezes, a gente achava de tudo, de praias movimentadas, quase sempre com turistas (Praia Grande), praia de surfista (Praia Vermelha), praias desertas (Ubatumirim), quase todas às margens da rodovia.
Convenhamos, é chato você ali, sentado na areia (numa cadeira de praia, tá?) e atrás de você um trânsito constante de veículos, parece que você não tem privacidade, sei lá.
Na primeira vez que estivemos lá não conhecíamos nada, então acabamos andando como baratas tontas, andando para cima e para baixo, cada dia numa praia diferente, nenhuma nos agradavam.
No último dia, chuvoso inclusive (fazendo jus ao nome: Ubachuva), resolvemos ir para o sul da cidade, passamos Praia Grande (muitos farofeiros) e chegamos numa área onde a rodovia não ladeava o mar, tinha várias construções que impediam a visão da praia.

Ali nós achamos uma entrada com uma escultura de dois golfinhos da espécie Toninha, enveredamos por ali com o carro, mas estávamos sem roupas de banho, afinal estava feio o tempo.
Andamos na areia, corremos da chuva, paramos num barzinho que estava fechado, depois num outro onde nos abrigamos dos pingos grossos e não lembro se bebemos ou comemos algo, mas gastamos algum dinheiro ali, depois fomos embora com os pés cheios de areia.
Eu não tinha a intensão de voltar tão cedo à cidade, mas por diversos motivos voltamos algumas vezes, e já que estávamos lá, resolvemos voltar à Praia de Toninhas, aquela que nós mais tínhamos gostado.
Um pouco mais de exploração, agora atrás de um quiosque que tivesse preços justos, paramos num, pedimos uma porção de batata (acho que era isso, pelo menos pelos preços não arriscamos a porção de peixe), comemos e fomos a busca de outro.
Não lembro agora se era o quiosque vizinho ao que paramos ou um logo em seguida, mas vimos numa mesinha uma porção de peixe generosa, arriscamos parar ali, fomos atendidos, os preços eram bons, resolvemos ficar.
Atendimento bom, os donos (dois irmãos) atenciosos, os garçons (acho que dá para chama-los assim) eram rápidos, resolvemos que sempre que frequentássemos aquela praia ficaríamos ali, no Quiosque Tô Bebinho.
Estou escrevendo sobre essas memórias porque no mês que vem estarei saindo de férias de novo, irei para a praia, mas outra cidade, não sei, mudar um pouco os ares, mas fica aquela vontade de pelo menos ter um quiosque à disposição no estilo daquele, com atendimento rápido e cortes, não sei se acharei, mas preciso mudar um pouco.
Ah, meu desktop está no técnico, as fotos aqui não foram tiradas por mim, elas estão no HD do desktop e eu não tenho backup, paciência, não ia esperar ele voltar para publicar este texto, então ele vai com fotos da internet mesmo, mas com certeza são todas referentes ao texto.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

De sonhos

Estava vendo agora umas fotos de praia.

Pensei bastante.


Porque a praia me fascina tanto?

Sei lá, a visão de sua imensidão, o infinito, o desconhecido, ao mesmo tempo uma calma interior.

Nasci no interior, moro longe do litoral, mas dentro de mim existe uma ânsia, uma vontade de viver à beira-mar.

Se isso enjoa um dia?


Não sei, não importa, eu sei que o fato de você conseguir sentar-se na orla, ficar ouvindo a arrebentação, a brisa marinha… eu começo a viajar longe, alcançando um prazer diferente, algo originado de uma paz.

Não importa se é praia brava, praia com recifes.

Lógico que se eu conseguir uma praia com pouco movimento fico mais feliz, mas o importante mesmo é o conjunto, areia, água salgada, brisa e paz interior.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Tiro no pé

Estava vendo hoje pela manhã uma reportagem sobre barracas de praia.

As prefeituras do litoral norte paulista estão proibindo que os comerciantes da orla coloquem barracas e cadeiras na areia, alegando que protegem os turistas dessa forma.

Para mim isso é um tiro no próprio pé.

Não vou falar sobre levar comida ou bebida para lá, para não gastar com as oferecidas pelas barracas, acho que esse espírito “farofeiro” muito pobre.

Não falo de quem vai com crianças, pois estas sempre têm algumas prioridades que somente se levando de casa podemos suprir, falo de grupos de adultos, ou mesmo casais, que querem “economizar” e acham que levando de casa sai mais barato.

O que quero falar é sobre organização e limpeza.

Frequentei as praias do litoral norte paulista nos últimos anos, quando ainda não havia a proibição e na última vez que fui para lá essa lei estava começando a entrar em vigor, a diferença era grande.

Não ia no período de verão, alta temporada, não sou dos que gostam de muita aglomeração, gosto de curtir o local com um pouco de tranquilidade.

Mas mesmo assim, estava muito diferente.

Antes da Lei, boa parte da faixa de areia estava mesmo tomada pelas cadeiras e barracas dos comerciantes, mas existiam faixas onde quem queria levar as coisas de casa podiam se instalar e não eram lugares ruins, como poderia se alegar, talvez em alta temporada esse problema existisse, mas isso não vai mudar agora, já que a lotação continuará a mesma.

A vantagem desse tipo de organização é a proteção, já que os ambulantes, vendendo “comidas ou bebidas” de origem duvidosa quase não abordavam os banhistas, já que estes tinham opções nos menus das barracas e muitas vezes mais barato até.

Outra coisa a favor dos comerciantes, segurança, com as cadeiras e barracas dispostas na praia, pelo menos dois ou três atendentes (não dá para chamar de garçom, né?) ou mais, dependendo da época, estão circulando constantemente entre elas, o que inibe a ação de amigos do alheio (não impede, mas a presença deles dificulta muito), agora, como eles não tem a obrigação de circular pela areia, ou você vai ter que cuidar de seus pertences com mais atenção ou vai levar prejuízo.

Mas o principal é a limpeza, com os comerciantes responsáveis pela estrutura na praia, seus atendentes sempre recolhem o lixo produzido pelos turistas, seja papel, latinha, ou o que quer que seja, mantendo a areia limpa.

Agora, essa responsabilidade cabe aos turistas e a limpeza às prefeituras, ou seja, ao final de um dia de veraneio, teremos praias imundas, cheias de lixos que só poluem o ambiente, pois sabemos que as prefeituras têm, normalmente, um serviço de limpeza deficitário e a grande maioria dos turistas pouco estão preocupados com a questão ambiental, não se dando ao trabalho de recolher seu próprio lixo.

Como eu disse, é um tiro no pé, pois a tendência é que essas praias (a maioria lindíssima) acabarão por perder seus encantos e atrativos, fazendo com que as cidades acabem perdendo seu potencial turístico e cada vez menos sendo visitadas.

Essa imagem pode ser o futuro das praias do litoral norte paulista.