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domingo, 23 de dezembro de 2012

De vampiros conspiradores

Nessa onda de vampiro bonzinho, que brilha feito purpurina, que só morde bichinho… enfim, que só faz coisas ridículas, eu comprei esse livro achando que ele traria um pouco da verdadeira aura dos sugadores de sangue.

Afinal, vampiro é vulnerável à luz, não tem nenhuma outra preocupação a não ser consigo mesmo, e essa história de que estão preocupados com a paz mundial é balela.


De certa forma o livro trouxe de volta o vampiro sanguinário e astuto. Com algumas pequenas alterações, como o fato de poder andar em plena luz do dia, mas de uma forma lógica, já que ficam totalmente vulneráveis e quase humanos, eles não temem a cruz (na verdade isso foi uma adaptação da Europa Medieval Cristã, pois desde as mais antigas lendas, o vampiro nunca evitou a cruz) e passaram a ter, durante a noite, força sobre humana. A forma de morte não é a estaca no coração, mas a decapitação.

Até aí, Conspiração tem boa premissa. A história envolve uma conspiração para se colocar elementos dentuços em postos chaves da sociedade, tanto como políticos quanto como profissionais respeitáveis, que passariam a controlar o destino da humanidade, existindo poucas pessoas a fazer-lhes oposição.

Essas pessoas presenciaram sua ação, quando perdem familiares atacados pelos bebedores de sangue, porém como para a sociedade o Vampiro é uma lenda, estas pessoas são ridicularizadas e desacreditadas.

É nesse panorama que conhecemos os protagonistas, dois irmãos que ficam órfãos de pai e descobrem que este era um caçador de vampiros. No começo eles se recusam a acreditar, como todo mundo, depois, ao sofrerem ataques à suas vidas, eles começam a receber ajuda de antigos aliados de seu pai, encaixando as peças do quebra-cabeça que ele deixou e assim entendendo sua importância nessa luta.

O livro vai bem até o terço final, quando uma sucessão de reviravoltas faz o enredo se perder, tornar-se óbvio e fútil.

Vale por tentar trazer de volta o mito do vampiro que recentemente foi ridicularizado, mas é uma leitura descartável.

sábado, 15 de setembro de 2012

De planos de emergência

Esqueça o rigor histórico.

Esqueça a seriedade que reflete o personagem real.

Divirta-se com uma realidade paralela onde tudo pode acontecer, seres sobrenaturais cruéis e sanguinários, um homem em busca de vingança, um grande segredo.

Tudo isso você encontra em Abraham Lincoln Caçador de Vampiros, um tipo de filme que tende a virar febre em Hollywood.

Como assim? Personagens reais ou histórias clássicas sendo recontadas com um pouco de terror, o filme é adaptado de um livro homônimo que segue esses moldes e existem já outras publicações no gênero, portanto, em breve, poderemos ter novas obras similares.


Neste filme em questão, o presidente americano perde, ainda na infância, sua mãe, vítima de um sugador de sangue, o, então, garoto presencia a cena e jura vingança.

Sem conhecer os segredos dos terríveis seres, ele tenta usar os métodos tradicionais para “eliminar” o assassino de sua mãe, sendo que seus planos dão errados e ele é salvo por um homem misterioso que lhe oferece ajuda e treino para cumprir sua promessa.

Assim começa a saga de Abe, um homem normal durante o dia e um caçador de vampiros à noite.

Enquanto a história se desenrola levando o caçador à presidência, seus rivais se organizam de forma que sua organização seja perpetuada, com fortes raízes no sul dos EUA.

O ápice do confronto se dá quando irrompe a Guerra Civil, com os seres das trevas apoiando os confederados.

Traições, ação, sangue e segredos fazem o filme ágil e interessante.

Afinal, “a História prefere lendas a homens”.