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sábado, 14 de dezembro de 2013

A desolação de Smaug

Hoje fui ver o segundo filme de O Hobbit, A Desolação de Smaug. Já esperava enxertos que Peter Jackson faria no filme, principalmente usando os apêndices de O Senhor dos Anéis, dando explicações à ausência de Gandalf em parte da aventura de Bilbo. Por isso já adianto aqui, não espere fidelidade à obra de Tolkien e não fique revoltado com isso.


Ainda sou partidário que dois filmes cobririam o livro com tranquilidade, mas reconheço que a ação deste segundo filme prende o expectador na poltrona do cinema. Assim como As Duas Torres, este filme apresenta diversas mudanças que, aos olhos dos fãs, ficam parecendo aberrações. Fica até difícil falar sem escancarar os spoilers, mas o certo é que as cenas funcionaram, tanto no rio que deságua no lago onde fica a Cidade do Lago, onde encontram-se com Bard, quanto em Erebor.

Bard, aliás, está muito bem caracterizado, o homem que ajuda os anões, descendente do antigo Senhor da Cidade e é o melhor arqueiro entre os seus. Já Beorn, o troca-peles, em sua forma animal ficou muito boa, já na forma humana pareceu um pouco uma caricatura de pessoa. Confesso que teria que reler a descrição que Tolkien fez do personagem para uma comparação melhor.

A passagem na Floresta Negra ficou curta, dado o tempo do filme (cerca de 3 horas), poderia ser mais explorada, apesar de toda a situação claustrofóbica e do grande perigo que ali os anões enfrentam. O tempo entre os elfos da floresta também pareceu abreviado e pouco explorado.

Sabia que Jackson iria trazer Legolas para a trama, além de incluir uma personagem feminina entre os elfos, ambos ficaram desnecessários, dando uma impressão de que ambos foram fundamentais para que os anões cumprissem parte da jornada, talvez esse seja o maior pecado da adaptação.

Finalizando, Benedict Cuberbatch dá vida de forma esplendorosa a Smaug, com uma personalidade afiada, muito similar ao que Tolkien trás no livro. Talvez o grande nome, ao lado de Richard Armitage, deste filme.

São quase três horas de filme, mas vale a pena assistir na tela grande do cinema.


domingo, 25 de agosto de 2013

Uma aventura atemporal

Normalmente o que vemos é um livro ter sua história adaptada e levada para as telas do cinema, não importa se o livro tem muitas páginas ou menos de cem, se é de língua inglesa, portuguesa ou chinesa, se é best-seller ou cult, quase sempre um diretor ou produtor torna-se fã da publicação e resolve comprar os direitos para transformá-lo em filme.



Este é um caso que a obra segue o sentido contrário, ela sai das telas e vai para as páginas (240 para ser exato) de um livro leve e fácil de ser lido. O escritor James Kahn consegue transpor para as páginas a agilidade e alegria que o filme conta, conseguindo reconstruir a aventura dos garotos que moravam em Docas Goon e, num sonho desesperado, saem em busca de um lendário tesouro de piratas que estaria escondido nos subterrâneos de sua cidade.

O escritor se apoia não só no filme, mas encaixa cenas descartadas (uma versão do diretor seria interessante) e também utiliza o próprio roteiro do filme, que trás detalhes das personalidades dos personagens, além de uma leve e picante passagem que não foi gravada (para a ingenuidade da época, a cena seria exagerada).



Uma aventura para ler e, se você viveu nos loucos anos 1980, reviver sua adolescência, muito bem representada pelos Goonies, não é, Willie Caolho?


sábado, 3 de agosto de 2013

Cerveja Amanteigada

Outro dia, estava olhando a internet e surgiu essa receita, é curioso, mas como ela está ligada a uma série de livros muito famosa (série essa que foi adaptada para o cinema), achei interessante mostra-la aqui.
 
Cerveja Amanteigada

Ingredientes

  • 470 ml de sorvete de baunilha
  • 4 colheres de sopa de manteiga
  • 200 gramas de açúcar mascavo
  • 2 colheres rasas de canela
  • 1/2 colher rasa de noz moscada moída
  • 1/4 colher rasa de cravos moídos
  • 600 ml de cidra de maçã

Como fazer

Junte todos os ingredientes, menos a cidra, misture bem e leve ao refrigerador até gelar bem. Aqueça a cidra por 3 minutos (para retirar o álcool). Coloque a mistura gelada em um copo e derrame a cidra por cima, sirva em seguida.


sábado, 29 de junho de 2013

Os filmes essenciais da Ficção Científica

Lendo uma revista (edição especial) sobre Ficção Científica, me deparei com algumas listagens que são consideradas essenciais para se entender o tema, são filmes, livros e séries de tv que trouxeram conceitos e ideias que fizeram a base para todas as criações sobre esse ramo do entretenimento.

Como são três listas, eu as dividirei em três posts (sem tecer comentários e nem posso dizer que concordo com todos os listados, mas já diz a grande máxima da internet, “lista, cada um faz a sua”).

Não existe nenhum grau de importância, a lista é ordenada sempre por cronologia de lançamento.

Então vamos lá, os 10 filmes essenciais da Ficção Científica são:

  • 2001: Uma Odisseia No Espaço (Stanley Kubrik, 1968)
  • Star Wars – A New Hope (George Lucas, 1977)
  • Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Steven Spielberg, 1977)

  • Alien- O Oitavo Passageiro (Ridley Scott, 1979)
  • Blade Runner (Ridley Scott, 1982)
  • O Exterminador Do Futuro (James Cameron, 1984)
  • Matrix (Irmãos Wachowski, 1999)
  • Ster Trek (J. J. Abrams, 2009)
  • A Origem (Christopher Nolan, 2010)
  • Prometheus (Ridley Scott, 2012)

terça-feira, 11 de junho de 2013

1° Trailer de O Hobbit - A Desolação de Smaug divulgado

Nesta semana foi divulgado o primeiro cartaz do filme O Hobbit, A Desolação De Smaug, o segundo filme da saga baseada no livro de mesmo nome escrito por J. R. R. Tolkien.

Hoje, para trazer ainda mais ansiedade aos fãs da obra do criador de O Senhor dos Anéis, Peter Jackson e a Warner divulgaram o primeiro trailer do filme.

Eu não podia deixar de colocar esse trailer aqui, afinal, eu estou roendo os cotovelos à espera do filme. E dá para dizer, se o trailer mostra a grandiosidade da obra, O Hobbit será cósmico.

Chega logo dezembro.

domingo, 9 de junho de 2013

A Desolação de Smaug

Eu não estava pensando em postar mais nada hoje, mas não tive alternativas.

Peter Jackson divulgou hoje no seu perfil do facebook o primeiro pôster da segunda parte de O Hobbit, A Desolação de Smaug.

Eu só posso dizer uma coisa, chega logo dezembro.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A história de João de Santo Cristo

E quando você sai do cinema e não sabe se gostou ou não do filme que você assistiu? É assim que eu me sinto, não sei se gostei ou não de Faroeste Caboclo.


Sei que não dá para transformar uma letra de música num filme sem colocar extras e adaptar imagens, mas não é isso, o filme traz a letra da música, tem a liberdade de mostrar de forma mais crua a realidade do tráfico, desnuda a pobreza dos bairros mais humildes das cidades satélites do Distrito Federal, enfim, monta um bom enredo em cima de uma letra inspirada e das mais cultuadas do Pop/Rock dos anos 1980.

A interpretação de um modo geral também não deixa a desejar, pelo menos três personagens se destacam pela interpretação de seus atores, Pablo (o peruano que vivia na Bolívia e era neto bastardo do bisavô de João), o Policial corrupto (aliado de Jeremias) e o próprio João de Santo Cristo. Maria Lúcia também não faz feio, já Jeremias parece mais exagerado e destoa um pouco, mas essa é a minha opinião.

Depois de muito pensar, cheguei à conclusão que o que mais me incomodou no filme foi seu ritmo. Não é para ser um filme de ação, mas achei que para o que conta a música, faltou movimento. O filme leva cerca de uns 15 minutos para decolar, seu começo é muito moroso, depois vai ganhando algum ritmo, mas toda hora esse ritmo acaba quebrando, há cenas que poderiam ser mais econômicas, sem prejudicar a história, há momentos que ficam subentendidos por que falta tempo para melhor explicação (tempo este que poderia ser aproveitados das cenas excessivas).

Ainda não sei se gostei do filme, mas ele cumpre bem seu papel, que é visitar uma história que foi contada numa música. Uma música que acompanhou o crescimento de uma geração, que foi cantada durante anos, vivendo no imaginário coletivo, sendo acalentada no âmago da juventude brasileira dos anos 1980.

domingo, 5 de maio de 2013

Sempre Forte

Uma juventude ociosa, uma cidade com poucas opções noturnas, todas as novidades vindas da Europa e EUA chegando primeiro lá, por causa das embaixadas. Isso num tempo onde globalização não era nem sonhada pelos visionários.

Na Inglaterra o movimento punk que se revoltava contra a realeza e o sistema produzia sua própria música com os Sex Pistols e o The Clash entre outras bandas. Aquela atitude contestadora espelhou bastante na Capital brasileira, onde os jovens se encontravam em contato com o centro do poder da ditadura militar. Filhos de funcionários públicos, de professores universitários e de militares, até, começam a criar um underground punk em Brasília, com roupas que chocavam a sociedade, mas principalmente levantando sua voz através da música, tentando acordar os adultos de seu estado letárgico. Numa utópica luta pela liberdade de expressão (nada de ideologias políticas, apenas a liberdade de fazer o que quiser).

É nesse cenário que surge um dos movimentos musicais mais ricos da cultura brasileira, o Rock de Brasília. Bandas como Plebe Rude, Capital Inicial, Aborto Elétrico e Legião Urbana são bandeiras desse período, rico sonoramente, com seus riffs de guitarras e suas letras contundentes.

E essa é a história que “Somos Tão Jovens” conta, tudo através daquele que talvez seja o maior ícone de sua geração, cultuado até hoje, mesmo depois de quase 20 anos da sua morte, Renato Russo.

Acompanhamos sua trajetória dos tempos de adolescente, com sua saúde frágil, até a entrada no mundo adulto e seus conflitos, como professor de inglês e seu sonho de ser uma estrela do rock. Suas amizades, seus dilemas no campo amoroso, seus ídolos, enfim, toda sua personalidade sendo moldada.

Somos apresentados ao primórdio de tudo isso, com o Aborto Elétrico, onde suas primeiras composições ganham vida, os desafios dos primeiros ensaios e primeiros shows, a conflito de personalidade com seu amigo e companheiro de banda Fê Lemos, as idas e vindas como o Trovador Solitário, até a chegada da Legião Urbana. Tudo isso regado por músicas conhecidas e que trazem um gosto de nostalgia.

E todo esse percurso não é feito só por Renato, nomes conhecidos aparecem em todo momento, vemos na tela versões de Herbert Viana, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá, Fê e Flávio Lemos, Dinho Ouro-Preto e outros nomes do Rock de Brasília.

Um caminho cheio de lembranças para quem era adolescente nesse período e que, mesmo vivendo longe de Brasília, viveu a explosão do rock nacional dos anos 1980.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Eis o Faroeste da Legião Urbana

Cinema brasileiro é sempre uma incógnita. Grandes premissas e roteiros, bons atores e diretores, mas na hora de juntar tudo, fica faltando alguma coisa. E não estou comparando com as megaproduções dos EUA, aí seria covardia, pois lá mesmo com um ator canastrão você tem sucesso, já que o poder financeiro dos grandes estúdios ajuda. Tá certo que existem alguns fracassos retumbantes, mas no geral eles quase sempre saem no lucro.

Já nossa produção é complicada, falta de incentivo privado, muitas vezes falta divulgação, alguns casos onde o diretor entra num projeto de fazer um filme conceitual, enfim, existem vários motivos para se naufragar uma boa história.

Já tem alguns anos que os fãs da Legião Urbana e de Renato Russo estão aguardando pelas adaptações de duas de suas músicas para o cinema, Eduardo e Mônica (eu não sei com está o andamento desta produção) e Faroeste Caboclo. Este último está já em fase de divulgação, com trailer final que foi lançado a cerca de dois dias.

Não posso dizer muito, não sou fã da banda nem de seu falecido líder, mas ainda assim existem várias músicas deles que eu gosto e Faroeste Caboclo é uma dessas músicas. E assistindo ao trailer (que é o maior sucesso nacional dos últimos anos, com mais de 2 milhões de views no Youtube desde seu lançamento) fiquei com uma grande vontade de assistir.

Temos que aguardar até o dia 30 de Maio, quando chega aos cinemas, até lá, muita coisa vai se especular na internet sobre o filme, coisa que ainda não foi falado, pois, como eu disse, há tempos que esse filme é esperado por seus fãs e estes já falam dele desde antes da produção ganhar contornos.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

E a briga pelo Academy Awards ganhou dois novos concorrentes

Ontem eu falei que três animações estavam indicadas ao Bafta e que possivelmente elas também estariam indicadas ao Academy Awards (o Oscar). Engraçado, eu não me lembrava de que hoje seriam divulgados os candidatos do mais conhecido prêmio de cinema do mundo.

Bem, as minhas apostas foram corretas, Valente, Frankenweenie e ParaNorman estão na lista, acrescidos de dois outros filmes. Curiosamente eu não os vi, não posso tentar adivinhar quem seria o favorito, ainda mais porque a maioria das pessoas que os assistiu fala que são dois excelentes filmes.

Façam suas apostas, eu vou ficar aguardando o envelope lacrado ser aberto, não arriscarei palpite dessa vez.

Eis os dois novos concorrentes:



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Melhor animação

E começa a temporada de cerimônias de premiações dos melhores do ano passado. Os prêmios mais conhecidos são o Globo de Ouro e o Oscar, mas na Europa existem outros prêmios importantes, alguns chegam a ser comparados com o Academy Awards (Oscar), entre eles está o inglês Bafta.

Normalmente o termômetro do Oscar é o Globo de Ouro, com poucas discrepâncias, os laureados no final de Janeiro voltam a ser premiados pela Academia.

Nunca acompanhei o Bafta, mas neste ano, ao ler os indicados, uma categoria me chamou a atenção, a de melhor animação longa metragem. Foram três os escolhidos, dos quais eu assisti dois.

Não sei qual o critério da escolha, mas acredito que envolva tudo, de técnicas de animação até o roteiro, o que seria o sensato.

Pelos comentários que ouvi sobre o filme que não vi, qualquer um seria bem escolhido, ele não tem uma história que empolgue, mas as técnicas de animação compensam a sessão de cinema, já os outros dois são muito bons e valem muito a ida ao cinema, se bem que eu sou suspeito para falar.

O certo é que no dia 10 de fevereiro o Bafta vai para:




sábado, 15 de dezembro de 2012

De Épico e Fantástico

Foi o filme mais esperado do ano, eu estava ansioso, fiz várias postagens sobre ele (não vou colocar links aqui, mas uma procura por O Hobbit vai mostrar inúmeros posts)…

Fica difícil falar, é muita empolgação e pode escorrer spoilers por todas as letras, falar dos Wargs, de ver novamente Elrond e Galadriel, Valfendas (Rivendell), rir com uma ou outra trapalhada dos anões, a indignação de Bilbo quando começa a receber visitas inesperadas, enfim, foi um banquete para os olhos e ouvidos…

Falaram que o filme é arrastado, quem falou isso deve gostar de novela, pelo amor de deus, o filme vem num ritmo constante e correto o tempo todo, desde o começo até seu ápice no final…

Peter Jackson também acertou ao colocar com introdução a história de Erebor (a cidade sob as montanhas), que no livro é contada ao longo da trajetória da companhia de Thorin Escudo de Carvalho, para que Bilbo venha conhecer um pouco da causa que originou essa aventura, no filme ele relata de forma resumida sobre a grande cidade dos anões e dessa forma o leigo também acaba entendendo algo mais da mitologia da Terra Média…

Falar da trilha sonora é impossível, agora, só de me lembrar dela, eu estou totalmente arrepiado, ela embala a jornada de forma fantástica.

Orcs e Trolls, os grandes vilões dessa parte da saga, é um trabalho de maquiagem e efeitos especiais perfeccionista, isso sem falar da técnica de captura de movimentos onde Andy Sirkis dá vida ao Gollum, aprimorado desde O Senhor dos Anéis…

Aliás, as Charadas no Escuro é um capítulo a parte, a tensão do momento, a dualidade presente na personalidade de Gollum, é difícil colocar em palavras…

Achei o filme tão épico que quase saí da sala no fim do filme e entrei na fila da bilheteria para comprar um novo ingresso e assistir novamente.

Esperar um ano para a continuação (se o mundo não acabar) vai ser uma tortura.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

De contagem regressiva para a Terra Média

Pouco mais de duas semanas para a estreia do filme mais aguardado do ano…

Esqueçam Batman, Vingadores, 007, todos filmes de grande bilheteria, mas pouco trouxeram de expectativa se comparados à volta das aventuras na Terra Média. Desta vez não é a demanda para destruir o Um Anel, apesar de que os principais personagens daquela trilogia aparecerem nesta nova série de três filmes, desta vez a aventura é diferente…

Desta vez acompanharemos Bilbo Baggins e a companhia de anões, liderados por Torin Escudo-de-Carvalho, buscarem recuperar o reino dos anões, há muito tomado por um dragão (Smaug).

Esta aventura é anterior aos acontecimentos de Senhor dos Anéis, sendo que para muitos é nesta história que o Um Anel aparece pela primeira vez, bem como Gollum, eterno apaixonado pelo seu precioso.

Chega logo 14 de dezembro!!!





sábado, 10 de novembro de 2012

De cachorro revivido

Foi no começo do século XIX que veio ao mundo a obra Frankenstein ou o Moderno Prometeu, que consagrou Mary Shelley. A história conta a saga do doutor Victor Frankenstein e como ele, contra todos os tabus, acaba trazendo de volta à vida um cadáver (ou melhor, uma colcha de retalhos de diversos cadáveres) e como esse Monstro reage à sua real situação.

Tim Burton é um cineasta conhecido por sua estética própria e muitas vezes pouco convencional, usando elementos pouco comuns em seus filmes. E essa genialidade do diretor já trouxe vários filmes que são cultuados.

Frankenweenie não foge à regra, a animação stop motion em preto e branco é uma peça única, baseada livremente no clássico de Mary Shelley, mas adaptado de forma lúdica, onde são mesclados o humor e o terror, sem cair na vala comum dos filmes de terrir.

O filme nos brinda com um personagem tímido e introspectivo, Victor Frankenstein, que como todo adolescente frequenta uma escola, tem um bicho de estimação como mascote e, bem, não dá para chamar seus colegas de amigos, mas, vá lá, são mais que conhecidos.

Seu grande amigo é seu cachorro Sparky que quase sempre está ao seu lado, participando de todas suas brincadeiras, somente quando Victor vai à escola é que o cão tem tempo para fazer suas artes caninas, quase sempre restritas ao quintal da casa da família.

Porém um acidente acaba ceifando a vida de Sparky, que é enterrado no cemitério de animais da cidade, o desolado Victor sofre muito com isso, mas ele tem uma ideia quando seu professor de ciências fala sobre a bio eletricidade e como esta é parte da força motriz dos organismos.

Com muita engenhosidade, Victor consegue catalisar os raios de uma tempestade para reanimar seu amigo, porém ele não imagina o quanto isso se transformará em uma confusão envolvendo toda a cidade.

Eu assisti a esse filme hoje e achei excelente, mas o mais curioso foi que, por eu ter assistido a versão legendada, a sala estava vazia, somente eu estava lá, um cinema todo para mim, acho que nunca mais conseguirei tal feito.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

De uma nova trilogia

Tem uma semana que a grande notícia do mundo do cinema foi a compra da Lucas Filmes pela Disney, ou seja, o universo Star Wars passou para as mãos da empresa do Mickey e o anúncio de uma nova trilogia.

Muita gente achou ruim por acreditar que a saga será infantilizada, associando a Disney às produções infantis, isso virou mêmes na websfera, inclusive eu me diverti muito com isso. Mas ainda assim eu não tenho uma opinião sobre o futuro da saga.

Quer queira ou não, a Disney é competente no que faz, pelo menos a grande maioria de suas produções são bem sucedidas. E agora eles têm todo o império tecnológico que George Lucas criou ao longo dessas três décadas.

Mas o que me motivou a escrever sobre isso é uma notícia que já está circulando no mundo Nerd, fontes não divulgadas já falam que não será uma, mas sim duas trilogias, e que o título provisório do primeiro filme já teria sido definido, seria Star Wars VII – A New Dawn (numa tradução literal Guerra nas Estrelas VII – Um Novo Amanhecer).

Agora, resta aguardar a confirmação ou não dessas notícias.

sábado, 29 de setembro de 2012

De hotel monstruoso

Acredito que tenha sido uma pré-estreia, pois a programação do cinema indicava que somente hoje e amanhã, em dois horários específicos, esse filme seria exibido.


Um filme cujo trailer já sacaneia com o Conde Drácula não poderia deixar de ser aquela comédia, e realmente era…

A ideia de que Drácula fundou um hotel num castelo na Transilvânia, para receber outros monstros e proteger a filha do mundo humano não parece ser muito original, mas a forma como isso é abordado torna o filme numa deliciosa diversão.

Ter a perspectiva dos monstros, com medo exagerado dos humanos, sua forma distorcida de festa animada, as suas famílias, o sistema de comunicação do hotel, tudo é bem divertido e foi criado com feliz criatividade.

E tudo reina feliz (ou infeliz) naquele castelo até que um humano chega para acabar com toda a harmonia, pelo menos na ótica de seu proprietário, já que os hóspedes são facilmente enganados e acham que se trata de apenas mais um monstro que está convivendo entre eles.

Mil peripécias, desencontros, olhares e uma cena que ficou historicamente escatológica (as lentes de contato), uma diversão que vale a pena.

sábado, 30 de junho de 2012

De continuação da série

Desde que vi o trailer de A Era do Gelo 4 eu estava esperando por sua estreia nas telonas.

Deve fazer um ano que foi divulgado o primeiro trailer do filme, com Scrat simplesmente demolindo Pangea, quando sua noz cai numa fenda e para no centro da terra e ele vai atrás, bagunçando o continente com suas andanças no centro magnético da terra (até aí não há spoiler, quem viu o trailer sabe do que falo).

Hoje eu fui assistir A Era do Gelo 4 em 3D, e valeu a pena.


Rever personagens carismáticos como Scrat, Manny, Diego e Sid, além da família desajustada que eles formaram ao longo da série.

Situações engraçadas surgem com a divisão dos continentes, novos personagens, um vilão à altura da trama e uma revelação improvável valem muitas risadas.

Não vou falar mais para evitar contar o filme, mas a diversão é garantida.

domingo, 24 de junho de 2012

De homenagem à 7ª arte

Faz tempo que eu não leio tão rápido um livro, talvez a última vez que eu tenha devorado um tenha sido antes da estreia de O Senhor dos Anéis no cinema, quando li a trilogia em um mês, mas entre quinta-feira e ontem eu li um livro com mais de 500 páginas.

Tá certo, quase metade delas era de belíssimos desenhos que fazem parte da história, mas ainda assim, a parte de texto é deliciosa, vai te envolvendo, faz com que você não queira parar de ler e o casamento do texto com os desenhos ficou bem entrosada.

Assim é A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick.


Uma bela ficção que homenageia Georges Méliès, um dos pioneiros do cinema, com suas ideias fantásticas e seus filmes extraordinários.

Hugo é um garoto que perde o pai e vai morar com o tio na estação de trens de Paris, onde trabalha na manutenção dos relógios do lugar.

Mas o garoto tem um segredo e um dom, ele tem facilidades de consertar mecanismos e está empenhado em fazer funcionar um autômato que liga sua memória ao falecido pai.

Encontros, desencontros, sonhos e finalmente ele consegue fazer a máquina funcionar, ela confecciona um desenho do filme A Viagem À Lua, de Méliès, o que o leva até o cineasta, suas criações e sua história.

Uma história modesta, uma homenagem tocante, um conto de fadas moderno, vale a pena ler de novo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

De magia muda

Estreou neste final de semana no circuito nacional de cinema o filme O Artista, um filme francês que é uma homenagem ao cinema mudo.

Infelizmente aqui ele ainda não está sendo exibido.

Mas numa reportagem do caderno de cultura de O Globo foi feita uma lista com aqueles que são considerados os 10 melhores filmes do cinema mudo.

Entre eles temos filmes de Chaplin, de Buster Keaton, o impressionismo alemão está representado com três películas, Luis Buñuel e sua obra prima (O Cão Andaluz), Einsenstein e o Encouraçado Pontemkin, um filme sobre Joana D’arc, um filme do ganhador do primeiro Oscar de melhor filme, D. W. Griffith, estes são nove dos listados.

Fiquei surpreso que um filme nacional estivesse presente, Limite, de Mário Peixoto, não conheço o filme, nada posso falar sobre ele, mas a reportagem o considera um dos melhores filmes já feitos em território nacional.

Eu sou fã de filmes dessa época e fiquei muito alegre, afinal, vendo a lista constatei que assisti metade dela.

Luzes da Cidade (Charles Chaplin), A General (Buster Keaton), Nosferatu (F. W. Murnau), O Gabinete do Dr. Caligari (Robert Wiene) e Metrópolis (Fritz Lang), estes três últimos expoentes do impressionismo alemão.

Fica difícil descrever como a magia que o cinema mudo (e consequentemente em preto e branco) me envolve, é arte pura, não temos falas, apenas expressões faciais e corporais, tudo com uma trilha sonora incidental ao fundo, você imagina os diálogos (que depois aparecem em letreiros que geralmente interrompem a ação), tem a liberdade de sonhar com a tonalidade das vozes dos atores, a impostação de fala, parece um livro em movimento, para mim, como disse antes, é algo mágico.

Não desprezo, nem desgosto, os filmes falados (que começaram sua trilha com outra obra prima, O Cantor De Jazz), existem filmes incríveis, verdadeiras obras de arte, mas assistir um filme mudo é entrar numa máquina do tempo e viajar para algum lugar congelado no passado, com toda sua fantasia.

Imagem do filme Metrópolis de Fritz Lang

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

De imagens do filme

E vamos falar daquele filme que eu estou me roendo todo para assistir.

O Hobbit teve nova fotografia divulgada.


Nela vemos quatro anões e o hobbit, ainda na Toca do Condado, antes da grande aventura, nela são identificados (da esquerda para a direita): Bifur (Willian Kircher), Dwálin (Graham McTavish), Bilbo (Martin Freeman), Bofur (James Nesbitt) e Óin (John Callen).

Sabemos que o filme será dividido em duas partes (nada caça-níqueis, né?), mas ainda não há, para os fãs, uma divisão clara dos filmes, especula-se que a primeira parte vá até a chegada dos aventureiros às Montanhas Nebulosas, onde Bilbo acaba ganhando o Um Anel de Gollum, ao vencer uma competição de adivinhação (pois o asqueroso e amado personagem está presente no trailer do filme), sendo que paralelamente a essa ação veremos o combate de personagens famosos (que tem participação na trilogia do Senhor dos Anéis) contra o Necromante, o principal agente do mal no período da história, mas isso ainda é especulação.