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domingo, 30 de março de 2014

Revolução no Brasil?

Em 2020 uma guerra civil começa no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro. O motivo: Os Royalties do Petróleo. A guerra é breve a acaba dividindo a cidade maravilhosa em duas cidades, uma rica, dominada pelas corporações internacionais que controlam o local (chamada de Zona de Intervenção), e outra miserável, habitada pelos excluídos. É nesse cenário que chegamos a Rio 2054, Os Filhos Da Revolução.


A história conta as aventuras, dilemas e conflitos internos de Miguel, um rapaz que mora em Rio Beta (o lado miserável) e que para cumprir uma promessa acaba se unindo a um grupo de motoqueiros e participando de batalhas e intrigas que envolvem as corporações internacionais e um mistério.

A história é cheia de referências à cultura pop, de Blade Runner à Matrix, de Mad Max à Scanners, com personagens ricos e momentos de boa tensão, culminando em um desfecho no mínimo inesperado.

O livro de estreia de Jorge Lourenço, apesar de ter algumas pontas soltas, é bem estruturado e garante uma boa diversão, vale a pena a leitura.


domingo, 17 de novembro de 2013

O Rock visto por uma lista

Listas. Sempre listas. Nunca as listas são unânimes, não importa qual seja a sua relação.
Assim é com 50 Fatos Que Mudaram A História Do Rock, mas o próprio autor reconhece isso e fala que alguns fatos estão ali porque se representavam propriamente, outros eram escolhas dele e que o leitor tinha todo o direito de discordar.


Não vamos entrar em detalhes técnicos sobre o que é pop e o que é rock, pois há nomes na lista que num olhar mais crítico não deveriam estar ali, mas isso é outra discussão. O fato é que a listagem apresentada por Paolo Hewitt tem realmente fatos importantes que direcionaram a trajetória do rock, ou pelo menos do mundo musical que orbita o estilo.

A volta de Elvis do serviço militar, os Beatles, os Stones, The Who, estão lá, assim como a Motown, Michael Jackson, Marvin Gaye e James Brown, o punk dos Sex Pistols e do The Clash, o grunge do Nirvana, enfim, nomes que possuem seu espaço no palco multiestelar do Rock.

São fatos que vão do surgimento de uma banda, passando pelo lançamento de um determinado álbum, até a morte prematura (ou não) de artistas. Fatos que balançaram a mídia mundial ao longo de 54 anos (o período avaliado compreende entre 1956 até 2009). Alguns chegaram ao Brasil outros não, porque na época em que surgiram as comunicações intercontinentais apenas engatinhavam, além do que muitas vezes o período dos ‘anos de chumbo’ trazia consigo a famigerada censura à imprensa, o que fazia com que parte dessas notícias sobre um estilo de música e de vida que não condizia com o que o regime governante aceitava para a família brasileira.

Enfim, listas são listas, mas esta, particularmente, trás algumas histórias preciosas para se entender um pouco mais sobre o Rock and Roll.


domingo, 27 de outubro de 2013

Woodstock, os mitos e a história

Como a cultura pop une fatos e mitos, tornando tudo uma coisa única e verdadeira. Assim é o Festival de Música e Arte de Woodstock, um dos maiores (senão o maior) marcos culturais do século XX.

A verdade é que foi um grande festival, o maior realizado, com a presença de grandes nomes da música pop dos EUA e da Inglaterra. Nomes como Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Who marcaram presença e se apresentaram ao lado dos então desconhecidos Santana, Quill e a The Incredible String Band. Destes últimos, apenas a banda Santana (depois o fantástico guitarrista em carreira solo) decolou, em parte pela apresentação no palco do festival.

Sim, todos sabem que a multidão que compareceu ao festival superou em muito os números esperados, esse foi só o primeiro dos percalços que o festival enfrentou, também a ocorrência das chuvas (verdadeiras tempestades) de verão ajudaram a tumultuar o desenrolar do festival. Essas chuvas causaram problemas com o equipamento e isso prejudicou a apresentação de muitas das atrações.

Os números foram superlativos, fala-se que foi em torno de 500 mil pessoas, esse foi outro entrave, já que toda a logística foi calculada para no máximo a décima parte dessa população, com isso, a alimentação foi pouca, os banheiros químicos não atenderam às necessidades, enfim, tudo ficou aquém do esperado.

Mas os lados positivos foram: a convivência pacífica nos três dias (não houve uma briga sequer na plateia), a cooperação comunal (todos dividindo o pouco que possuíam) e a própria música. Se bem que muitos artistas ficaram desgostosos com suas próprias apresentações (por causa da já citada chuva que afetou os equipamentos).

Todas essa histórias, acompanhadas de depoimentos de quem esteve lá (produtores, músicos e pessoas da plateia) detalham mais a saga do festival que mudou o mundo, no livro de Pete Fornatale, um rico trabalho de pesquisa e entrevistas que revisita o festival 40 anos depois, jogando novas luzes sobre a lama e a fumaça dos psicotrópicos ali consumidos.


Uma leitura interessante e atrativa para quem, como eu, gosta de música e tem curiosidade sobre os bastidores de grandes eventos.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Uma propaganda de 1969

Hoje eu comecei a ler Woodstock, livro de Pete Formatale que trás uma nova visão do festival, quarenta anos após sua realização.

Logo no começo, ainda na introdução, achei interessante o texto de propaganda que foi divulgado na rádio WNEW FM de Nova York, que já naquela época tinha sua temática toda voltada para o Rock. Motivo pelo qual resolvi reproduzi-lo aqui. Note não só a forma direta de elencar as atrações e os valores dos ingressos (que acabariam não sendo exigidos na entrada por que o público invadiu a área), mas os nomes de peso do Rock, Blues e Folk que estiveram presentes nesses três dias de Paz, Amor e Música.

“A Feira de Arte e Música de Woodstock é uma exposição aquariana em White Lake, na cidade de Bethel, Condado de Sullivan, Nova York. Na sexta-feira, 15 de agosto, vocês verão e ouvirão Joan Baez, Arlo Guthrie, Tim Hardin, Richie Havens, The Incredible String Band, Ravi Shankar e Sweetwater.

No sábado, 16 de agosto, tocam Canned Heat, Creedence Clearwater, Grateful Dead, Keef Hartley, Janis Joplin, Jefferson Airplane, Mountain, Santana e The Who – o grupo mais quente da cena atual.

No domingo, 17 de agosto, The Band, Jeff Beck, Blood, Sweet and Tears, Iron Butterfly, Joe Cocker, Crosby, Stills and Nash, Jimi Hendrix, The Moody Blues, Johnny Winter, e isso não é tudo. Ingressos à venda pelo correio ou na sua agência local de venda de ingressos a 7 dólares para qualquer dia, dois dias a 14 dólares, e 18 dólares para os três dias. Um passe especial de dois dias está disponível pelo correio a 13 dólares.

Para ingressos e informações, escreva para a Feira de Arte e Música de Woodstock, caixa postal 996, Radio City Station, Nova York, um-zero-zero-um-nove ou ligue para Murray Hill 7-0700. M-U-sete-zero-sete-zero-zero. Lembre-se: a Feira de Arte e Música de Woodstock será realizada em White Lake, na cidade de Bethel, Condado de Sullivan, Nova York.

Eles tiveram alguns problemas, mas parece que tudo vai ficar bem.”

Esse último parágrafo foi de improviso, já que os organizadores do festival tiveram diversos problemas de logística e organização, problemas estes que não impediram a realização e o sucesso daquele que seria o festival que mudou o Mundo.


domingo, 20 de outubro de 2013

Conflitos e Segredos

Anjos, demônios, seres fantásticos. A nova viagem ao universo criado por Eduardo Spohr nos mostra mais desses personagens fantásticos.
 
 
Desta vez a narrativa acompanha duas frentes, uma conta a história do anjo renegado Denyel, que desempenha uma função como Anjo da Morte, ao acompanhar in loco os conflitos que a raça humana deflagrou durante o Século XX, enquanto na segunda linha acompanhamos um coro tentando descobrir a localização de uma segunda cidade atlante que tenha sobrevivido ao dilúvio (a primeira nos foi apresentada em Herdeiros de Atlântida).
 
Num trabalho de pesquisa primoroso, Spohr faz uma ambientação fiel dos campos da II Guerra Mundial, no desembarque da Normandia (Dia D), nas Ardenas, acompanhados de elementos de seu universo, anjos que lutam ombro a ombro com humanos, ofanins que vem resgatar os mortos e novos elementos fantásticos, feras incansáveis e insaciáveis que podem matar até mesmo os seres angélicos.
 
Posteriormente acompanhamos o anjo exilado na Califórnia, num autêntico trabalho que lembra ações dos mafiosos de Don Corleone, para depois ele ser jogado nas selvas tropicais da Ásia, mais precisamente no Vietnam dias antes da Ofensiva do Teth, outra pesquisa de ambientação bem realizada. A forma como as supostas pesquisas em parapsicologia que a KGB realizou durante a Guerra Fria é bem encaixada na trama, assim como ruínas históricas da região e a tensão das potências atômicas que andavam sobre um fio para evitar um conflito nuclear.
 
Finalmente vemos conflitos menos conhecidos dos livros de história, acontecidos em países africanos que se libertaram do jugo colonialista europeu e no Líbano, onde uma guerra civil praticamente destruiu o país. Em todos esses cenários Denyel esteve presente, como combatente ou para desempenhar ações pontuais e cirúrgicas, que foram as peças de um quebra-cabeças que, depois de montado, nos desvenda parte da personalidade do exilado, os motivos de seu cinismo e sarcasmo, o desdém aparente por sua própria vida, enfim, segredos que ele sempre guardou a sete chaves para sua própria segurança.
 
Paralelamente a isso, Kaira e seu coro, composto pelos anjos Urakim e Ismael, seguem nos dias atuais atrás de pistas que os levem até Egnias, a cidade atlante que teria sobrevivido ao Diluvio. Eles seguem às cegas atrás de pistas que os levam a atravessar o globo terrestre, passando por lugares mundanos e paisagens quase que lunares, para terminar em uma luta de vida e morte, enfrentando adversários sobre-humanos.
 
Um atrativo maior à trama é o fato de Spohr pontear toda a trajetória do exilado por músicas populares que faziam sucesso na época em que os fatos se desenrolam, um pequeno detalhe que acaba conferindo mais sabor ao texto, que vale muito ser lido.
 
 

domingo, 25 de agosto de 2013

Uma aventura atemporal

Normalmente o que vemos é um livro ter sua história adaptada e levada para as telas do cinema, não importa se o livro tem muitas páginas ou menos de cem, se é de língua inglesa, portuguesa ou chinesa, se é best-seller ou cult, quase sempre um diretor ou produtor torna-se fã da publicação e resolve comprar os direitos para transformá-lo em filme.



Este é um caso que a obra segue o sentido contrário, ela sai das telas e vai para as páginas (240 para ser exato) de um livro leve e fácil de ser lido. O escritor James Kahn consegue transpor para as páginas a agilidade e alegria que o filme conta, conseguindo reconstruir a aventura dos garotos que moravam em Docas Goon e, num sonho desesperado, saem em busca de um lendário tesouro de piratas que estaria escondido nos subterrâneos de sua cidade.

O escritor se apoia não só no filme, mas encaixa cenas descartadas (uma versão do diretor seria interessante) e também utiliza o próprio roteiro do filme, que trás detalhes das personalidades dos personagens, além de uma leve e picante passagem que não foi gravada (para a ingenuidade da época, a cena seria exagerada).



Uma aventura para ler e, se você viveu nos loucos anos 1980, reviver sua adolescência, muito bem representada pelos Goonies, não é, Willie Caolho?


sábado, 3 de agosto de 2013

Cerveja Amanteigada

Outro dia, estava olhando a internet e surgiu essa receita, é curioso, mas como ela está ligada a uma série de livros muito famosa (série essa que foi adaptada para o cinema), achei interessante mostra-la aqui.
 
Cerveja Amanteigada

Ingredientes

  • 470 ml de sorvete de baunilha
  • 4 colheres de sopa de manteiga
  • 200 gramas de açúcar mascavo
  • 2 colheres rasas de canela
  • 1/2 colher rasa de noz moscada moída
  • 1/4 colher rasa de cravos moídos
  • 600 ml de cidra de maçã

Como fazer

Junte todos os ingredientes, menos a cidra, misture bem e leve ao refrigerador até gelar bem. Aqueça a cidra por 3 minutos (para retirar o álcool). Coloque a mistura gelada em um copo e derrame a cidra por cima, sirva em seguida.


Escreva (8 Dicas)

Lendo sobre Neil Gaiman, um dos escritores e roteiristas de histórias em quadrinhos mais respeitados da atualidade, encontrei uma série de conselhos que lhe é atribuida.

Acho que vale a pena reproduzi-los aqui.

  1. Escreva.
  2. Escreva uma palavra depois da outra. Encontre a palavra certa escreva-a.
  3. Termine o que você está escrevendo. Faça o que for preciso para terminar e termine.
  4. Coloque o texto de lado. Leia fingindo que você nunca leu antes. Mostre-o a amigos cuja opinião você respeita e gostem daquele tipo de coisa.
  5. Lembre-se: quando as pessoas dizem que algo está errado ou não funciona para elas, estão quase sempre certas. Quando dizem exatamente o que você está fazendo de errado e como corrigir, estão quase sempre erradas.
  6. Corrija. Lembre-se que, mais cedo ou mais tarde, antes que o texto fique perfeito, você precisa seguir em frente e começar a escrever a próxima coisa. Perfeição é como perseguir o horizonte. Continue escrevendo.
  7. Ria de suas próprias piadas.
  8. A principal regra da escrita é que, se escrever com confiança e segurança suficientes, você pode fazer o que quiser (essa é uma regra para a vida, assim como para a escrita). Então, escreva a sua história como ela precisa ser escrita. Escreva-a com honestidade e conte-a da melhor forma que você puder. Eu não sei se existem outras regras. Pelo menos não as que importem.



sábado, 29 de junho de 2013

Os livros essenciais da Ficção Científica

Muito antes da televisão e do cinema, a literatura era a principal forma de entretenimento da humanidade, livros nos acompanham desde a Idade Antiga, evoluindo ao longo dos séculos.

Sem tecer comentários e nem posso dizer que concordo com todos os listados, mas já diz a grande máxima da internet, “lista, cada um faz a sua”, não existe nenhum grau de importância, a lista é ordenada sempre por cronologia de publicação.

Então vamos lá, os 10 livros essenciais da Ficção Científica são:

  • A Máquina do Tempo (H. G. Wells, 1895)
  • Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley, 1932)
  • Eu, Robô (Isaac Asimov, 1939)
  • 1984 (George Orwell, 1948)
  • As Crônicas Marcianas (Ray Bradbury, 1950)
     
  • O Fim da Infância (Arthur C. Clark, 1953)
  • Estrelas, O Meu Destino (Alfred Bester, 1956)
  • O Caçador de Androides (Philip K. Dick, 1968)
  • O Guia do Mochileiro das Galáxias, 1979)
  • Neuromancer (William Gibson, 1984)

terça-feira, 11 de junho de 2013

1° Trailer de O Hobbit - A Desolação de Smaug divulgado

Nesta semana foi divulgado o primeiro cartaz do filme O Hobbit, A Desolação De Smaug, o segundo filme da saga baseada no livro de mesmo nome escrito por J. R. R. Tolkien.

Hoje, para trazer ainda mais ansiedade aos fãs da obra do criador de O Senhor dos Anéis, Peter Jackson e a Warner divulgaram o primeiro trailer do filme.

Eu não podia deixar de colocar esse trailer aqui, afinal, eu estou roendo os cotovelos à espera do filme. E dá para dizer, se o trailer mostra a grandiosidade da obra, O Hobbit será cósmico.

Chega logo dezembro.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Estar preparado é sobreviver

Ano passado eu li um livro de sobrevivência numa possível invasão alienígena. Ele dava ideias de como sobreviver e organizar a resistência.


Agora o livro é para um possível apocalipse zumbi. E ele mostra que não há como enfrentar e vencer o adversário, dessa forma, você deve se preparar para fugir e sobreviver.


Descarte os excessos e o improvável (ou pouco provável), assim você terá um livro com algumas dicas interessantes, práticas para ter em casa para emergências. Falo de kit de primeiros socorros, noções de comportamento para o caso de um blackout, enfim, dicas realmente úteis para diversas situações.

Conhecimentos assim sempre ajudam, pois estar preparado é sobreviver. Portanto é um livro que deve sempre se estar a mão para eventualidades.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Você é normal?

Cerca de um ano atrás eu estava lendo um livro chamado Protocolo Bluehand: Alienígenas, um livro que trás indicações para como agir no caso de uma invasão de extraterrestres. No final de 2012 a editora desse livro, a Nerdbooks, lançou um novo livro: Protocolo Bluehand: Zumbis, o qual eu estou lendo agora.

Enquanto o primeiro buscava algumas teorias sobre contatos extraterrestres, este fala de uma paranoia sobre mortos-vivos, sobre o que poderia causar o advento de zumbis no meio da humanidade. O fato é que as cerca de 90 páginas que já li renderam muitas e boas gargalhadas.

Mais tarde eu falo sobre o livro, agora vou colocar aqui um pequeno teste para você saber se você já está infectado com o vetor da zumbificação, se num momento de estresse a doença pode tomar as rédeas de sua vida e você virará um zumbi e ameaçar a humanidade.

Vamos lá, são apenas 5 perguntas.

1. Nos últimos 36 meses, fez uso de algum antibiótico, em especial, mas não se limitando a pirimetamina e sulfadiazina?

( )sim ( )não

2. Tem fascinação por imagens com ciclos rápidos e repetitivos, como gifs animados?

( )sim ( )não

3. As pessoas costumam reclamar que você fala sempre dos mesmos assuntos?

( )sim ( )não

4. Alguém já teve que se explicar para você depois de dizer uma ironia?

( )sim ( )não

5. Costuma se irritar facilmente?

( )sim ( )não

Se você respondeu sim ao menos a 3 das 5 perguntas acima, é normal que esteja disfarçando seu medo com uma risadinha nervosa, mas você sabe exatamente o que isso quer dizer, você provavelmente já está infectado e poderá se transformar em um Zumbi em breve.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Arte esportiva

Leitura curiosa, pois ela reúne um pouco de heráldica, um pouco de história geral e esportiva e muita criatividade. Os Distintivos de Futebol Mais Curiosos do Mundo é tudo isso.


Vamos lá, a heráldica é o estudo dos escudos e brasões de família, hoje em dia um pouco relegada, já que as tradições de se ter brasões familiares tem pouca popularidade (principalmente em países republicanos, nos monárquicos ainda existe alguns). Ainda assim existem histórias interessantíssimas sobre a forma como se compõem um escudo, os elementos, a forma, as divisões e cores, tudo tem seu motivo.

História, porque ela está envolvida nisso? Muitos clubes (principalmente na Europa) são muito ligados à cidade onde foram fundados e têm suas sedes, daí, para homenageá-las, elementos representativos destas são incorporados aos seus distintivos, uma torre, um palácio, um determinado herói, enfim, os mais variados elementos.

História esportiva, bem, por si só o livro explica tudo.

Criatividade basta olhar para as imagens e tudo está bem à vista, reunindo elementos de heráldica, históricos e clubísticos, de forma única, que identifique de forma exclusiva um único time.

É uma leitura fácil, mas dirigida para pessoas que gostam de futebol.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Adaptando o condado a sua realidade

É interessante, como um evento pode trazer diversos outros pequenos eventos paralelos. Esse é o caso do filme O Hobbit que antes e depois de seu lançamento em 14 de dezembro alavancou diversos lançamentos dos mais diversos, de brinquedos a livros.

E é sobre um livro que este post comenta. A Sabedoria do Condado foi lançado no Brasil em novembro de 2012, na carona da expectativa do Blockbuster, aproveitando a massiva propaganda deste para ter seu lugar ao sol.


Caça-moedas a parte, o livro é bastante interessante por sua forma como ele aborda o assunto. Ele é declaradamente um livro de autoajuda, mas com o diferencial de que aborda o tema de viver bem através dos olhos de um fã dos livros de J. R. R. Tolkien.

Cada tema é voltado para os comportamentos de seus personagens, principalmente dos hobbits, quando encaram uma determinada situação, seja dormir, comida, problemas, não importa qual, há sempre um paralelo entre a fantasia e a realidade, com muita coerência, devo dizer.

A forma como o livro aborda os tópicos de amizade, amor (não só o romântico, mas em geral), alegria de viver, faz você parar alguns segundos e refletir. Como esse é o objetivo central de todo e qualquer livro de autoajuda, posso dizer que o livro cumpre seu objetivo.

A pesquisa realizada pelo autor (fã declarado da obra de Tolkien) é boa, mas apresenta algumas lacunas e pequenas falhas, um ou outro detalhe que pode passar batido, uma ou outra confusão com personagens de O Silmarillion, por exemplo, mas nada que interfira na leitura. As traduções também apresentam alguma dissonância, como a editora não é a mesma que publica os livros de Tolkien no Brasil, há uma ou outra tradução (nomes de personagens) que acaba ficando na língua original, mas isso também não atrapalha o conjunto como um todo.

O livro vale a pena para se conhecer uma abordagem diferente da obra, não a pura fantasia que inspirou milhares de fãs ao longo de décadas, mas uma forma de procurar transformar o leitor numa pessoa diferente, para que ele viva de uma forma mais hobbit, amando mais a vida, a natureza e todos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Um ano de muita leitura

Para quem já visitou o blog e reparou, na lateral eu tinha uma lista de livros que eu li ano passado. Ela começou tímida e foi crescendo, se agigantando, até os números finais (vou ser sincero, nem sei quantos livros foram).

Com a virada do ano, não tem justificativa ela ficar aqui, então, para não perder a lista, vou deixa-los aqui. Não repetirei a pratica neste ano, se alguém quiser acompanhar a contagem literária, basta me adicionar no Skoob, onde todo e qualquer livro que eu ler será marcado por lá.

Eis a pequena viagem que eu fiz neste ano que passou:

  1. 90 Livros Clássicos Para Apressadinhos (Janeiro)
  2. Protocolo Bluehand: Alienígenas (Janeiro)
  3. As Melhores Histórias de Sherlock Holmes (Janeiro)
  4. O Silmarillion (Janeiro)
  5. Evangelho de Judas e Outros Mistérios (Janeiro)
  6. Assassin's Creed - Renascença (Fevereiro)
  7. Teatro Moderno - Auto da Compadecida (Fevereiro)
  8. Gol de Padre e Outras Crônicas (Fevereiro)
  9. Stonehenge (Fevereiro)
  10. 99 Filmes Clássicos para Apressadinhos (Fevereiro)
  11. Blade Runner - O Caçador de Andróides (Fevereiro)
  12. Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil (Março)
  13. Na Terra das Mulheres sem Bunda (Março)
  14. O Natal de Poirot (Março)
  15. A Batalha do Apocalipse (Abril)
  16. Patas na Europa (Maio)
  17. O Time do Meu Coração - Santos Futebol Clube (Maio)
  18. O Barqueiro de Paraty (Maio)
  19. Aventuras Inéditas de Sherlock Holmes (Junho)
  20. O Retrato de Dorian Gray (Junho)
  21. A Invenção de Hugo Cabret (Junho)
  22. Assassin's Creed - Irmandade (Julho)
  23. O Hobbit (Julho)
  24. O Caso de Charles Dexter Ward (Agosto)
  25. Crônicas dos Senhores de Castelo (Livro 1) - O Poder Verdadeiro (Agosto)
  26. Branca dos Mortos e os 7 Zumbis (Agosto)
  27. Assassinato no Expresso do Oriente (Agosto)
  28. Filhos do Éden - Herdeiros de Atlântida (Setembro)
  29. Independência ou Mortos! (Setembro)
  30. Coisas Frágeis (Setembro)
  31. Coisas Frágeis 2 (Setembro)
  32. A Bússola de Ouro (Outubro)
  33. A Faca Sutil (Outubro)
  34. As Grandes Histórias da Mitologia Greco-Romana (Outubro)
  35. A Luneta Âmbar (Outubro)
  36. Os Incríveis Anos 60 e 70... e Eu Estava Lá (Outubro)
  37. As Aventuras de Tom Bombadil (Outubro)
  38. Crônicas dos Senhores de Castelo (Livro 2) - Efeito Manticore (Novembro)
  39. A Oxford de Lyra (Novembro)
  40. A Revolução dos Bichos (Novembro)
  41. Assassin's Creed - A Cruzada Secreta (Novembro)
  42. Band Of Brothers - Companhia de Heróis (Dezembro)
  43. O Horror em Red Hook (Dezembro)
  44. Marley & Eu (Dezembro)
  45. Conspiração (Dezembro)
 

domingo, 23 de dezembro de 2012

De vampiros conspiradores

Nessa onda de vampiro bonzinho, que brilha feito purpurina, que só morde bichinho… enfim, que só faz coisas ridículas, eu comprei esse livro achando que ele traria um pouco da verdadeira aura dos sugadores de sangue.

Afinal, vampiro é vulnerável à luz, não tem nenhuma outra preocupação a não ser consigo mesmo, e essa história de que estão preocupados com a paz mundial é balela.


De certa forma o livro trouxe de volta o vampiro sanguinário e astuto. Com algumas pequenas alterações, como o fato de poder andar em plena luz do dia, mas de uma forma lógica, já que ficam totalmente vulneráveis e quase humanos, eles não temem a cruz (na verdade isso foi uma adaptação da Europa Medieval Cristã, pois desde as mais antigas lendas, o vampiro nunca evitou a cruz) e passaram a ter, durante a noite, força sobre humana. A forma de morte não é a estaca no coração, mas a decapitação.

Até aí, Conspiração tem boa premissa. A história envolve uma conspiração para se colocar elementos dentuços em postos chaves da sociedade, tanto como políticos quanto como profissionais respeitáveis, que passariam a controlar o destino da humanidade, existindo poucas pessoas a fazer-lhes oposição.

Essas pessoas presenciaram sua ação, quando perdem familiares atacados pelos bebedores de sangue, porém como para a sociedade o Vampiro é uma lenda, estas pessoas são ridicularizadas e desacreditadas.

É nesse panorama que conhecemos os protagonistas, dois irmãos que ficam órfãos de pai e descobrem que este era um caçador de vampiros. No começo eles se recusam a acreditar, como todo mundo, depois, ao sofrerem ataques à suas vidas, eles começam a receber ajuda de antigos aliados de seu pai, encaixando as peças do quebra-cabeça que ele deixou e assim entendendo sua importância nessa luta.

O livro vai bem até o terço final, quando uma sucessão de reviravoltas faz o enredo se perder, tornar-se óbvio e fútil.

Vale por tentar trazer de volta o mito do vampiro que recentemente foi ridicularizado, mas é uma leitura descartável.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

De 50 quilos de encrenca, diversão, fidelidade e amor

Nem me lembro de quando eu queria ler esse livro, mas o fato é que eu olhava o preço dele e optava por outro que tinha custo benefício melhor, às vezes pagando mais caro por um livro que eu julgava ter mais diversão e imaginação, e ele sempre ficava relegado.

Até que veio a última Black Friday e eu achei que o preço estava interessante.


Eu já havia assistido ao filme que havia se originado da história e gostei, sabia que não era um filme para concorrer a prêmios, era só uma comédia despretensiosa que narrava àquela história verídica.

Uma história de como uma família passou momentos de confusão e amor por um animal totalmente destrambelhado. Um animal voluntarioso que tinha pouca ou nenhuma noção de sua força, tamanho e disposição. Um animal que foi fiel aos seus ‘pais’ humanos até o final da vida.

Para quem gosta de cachorros é praticamente impossível não ter empatia por esse livro e seu protagonista, esse labrador atrapalhado e encrenqueiro que, descrito por John Grogan, acaba abocanhando o coração do leitor que nunca o conheceu.

A narrativa é simples, fácil e muito bem humorada, gerando muitos momentos de risos e gargalhadas incontidas, mas vai ganhando contornos de drama quando Marley vai chegando ao ocaso da vida, quando começa a sofrer e enfrentar os desafios da idade, quando começa a ceder ao peso dos anos.

Eu deveria ter escrito sobre ele desde terça-feira, quando terminei o livro, mas esse é daqueles que a gente tem que digerir bem o que leu antes de falar dele, e posso dizer que o sorriso no canto da boca ao me lembrar de passagens do livro me garante que é um livro para reler, principalmente quando você precisar levantar o astral.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

De narrativas sobre o horror

Eu sei que foi quando eu terminei de ler O Caso de Charles Dexter Ward, só não me lembro se foi no próprio livro ou em alguma página da internet que eu li algo sobre a biografia de H. P. Lovecraft.

Ali eu soube que ele afirmava que suas histórias eram extraídas de sonhos que ele tinha e que era essa a sua principal fonte de inspiração para seus contos. Fossem seus sonhos recorrentes ou não, depois de ler esse livrinho fino que reúne três contos dele, só posso achar que Lovecraft era um caso de tratamento psiquiátrico.


Os três contos, O Horror em Red Hook (também título do livro), Ele e A Tumba (um de seus contos mais famosos), têm uma estrutura similar, muita descrição dos ambientes e dos fatos, além de flertarem com o sobrenatural, não aquele sobrenatural que estamos acostumados (principalmente depois que o cinema de Hollywood inundou as telas com filmes sanguinolentos), mas o sobrenatural alinhavado com o terror psicológico. Onde os elementos que causam o terror ou não são descritos ou tem uma descrição bastante leve, deixando que o leitor delineie suas formas e feições.

Outro ponto em comum é que todos estes contos são narrados em flashback, mostrando sempre a história pelo ponto de vista de um único narrador, que brinca sempre com a forma de descrever as ações.

Um livro para ler com calma e deixar a imaginação trabalhar.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

De histórias e curiosidades musicais

O Rock sempre teve um quinhão muito grande de malucos, malucos em todos os sentidos, tanto os malucos belezas que só fazem algum tipo de micagem quanto os malucos de pedra que deixam qualquer um de boca aberta com suas façanhas.

Existem algumas publicações internacionais que listam boa parte desse tipo especial de músico, aqueles que se tornam mitos, ou então de acontecimentos que acabam mistificando ainda mais a banda para seus fãs, um incêndio num teatro, um animal morto no palco, essas coisas, mas este é o primeiro livro que além dos malucos internacionais, lista façanhas dos tupiniquins também e existem muitas histórias em terra brasilis de pouca divulgação.


As Loucuras do Rock é um trabalho de pesquisa e conhecimento de Paulão de Carvalho, o líder e vocalista da banda Velhas Virgens. Ele usando sua veia escrachada transformou a leitura numa experiência muito prazerosa e divertida.

Uma leitura legal que vale a pena consultar sempre.

domingo, 2 de dezembro de 2012

De toda a crueza da II Guerra Mundial

Sempre gostei do tema da II Guerra Mundial, isso talvez se deva aos filmes e seriados que proliferavam na minha infância e adolescência, quase sempre mostrando os americanos como protagonistas (raras vezes outras nacionalidades dos aliados) e as forças do eixo como vilãs (principalmente alemães e japoneses). Acho que uma das poucas exceções é A Cruz de Ferro, a história da batalha de Stalingrado entre alemães e russos, tendo como protagonistas os alemães. Tá, mais recentemente foi lançado um excelente filme tendo como cenário esse conflito, mas O Círculo de Fogo já faz parte da minha história adulta.

O teatro europeu de operações sempre teve um apelo maior para mim, as ações em terra e ar sempre foram mais intensas que as de mar (predominância do teatro do Pacífico) no meu ponto de vista. Então é de se imaginar que o Dia D é uma espécie de prato principal desse assunto.

Algum tempo atrás a HBO lançou uma minissérie sobre a II Guerra Mundial, que cobria todo o percurso de uma companhia de paraquedistas americanos, desde seu treinamento, ainda em continente americano, até o Dia da Vitória, o final do conflito na Europa. Eu assisti avidamente essa série, com muito interesse.

Na sinopse dessa série e no início e final de cada capítulo os produtores sempre citavam que a minissérie era uma adaptação da obra homônima de Stephen E. Ambrose. Eu fiquei com isso no inconsciente, até que recentemente uma pessoa que sigo no twitter citou o livro (ele é escritor e está preparando um livro de fantasia que tem parte da ação na II Guerra Mundial e estava usando o livro como fonte de pesquisa), isso reavivou minha curiosidade e eu comprei o livro Band Of Brothers (Companhia de Heróis).


Eu tenho uma lista considerável de livros para ler (fora os que já li, os deste ano estão numa lista na lateral do blog), mas acabei pulando a ordem para ler essa obra e viajei pelos campos de Toccoa (Currahee), passando pela praia de Utah na Normandia, Bastogne e outros cenários do conflito.

Como eu esperava, a obra desmistifica muito do glamour que o cinema e a televisão trouxeram para o conflito, mas ainda assim fica impossível não admirar os atos que são narrados ali, não pela violência e carnificina, mas pela forma como aquela companhia (a Companhia Easy) acabou por firmar fortes laços de amizade entre seus componentes. Não sei ao certo, mas é muito citado no livro que esses laços são considerados os mais fortes e duradouros de toda a história bélica do mundo moderno, sem equivalente em qualquer nação do mundo.

Exagero? Não sei. Mas o fato é que muito do que é narrado transmite essa ligação entre os combatentes, sejam eles oficiais, graduados ou praças, de forma indistinta.

Cabe ressaltar que esses laços são mais palpáveis entre os componentes originais, que passaram por todo o treinamento em Toccoa e outros centros do exército dos EUA, e que também foi estendido a muitos dos substitutos que chegaram ao longo da guerra, mas não a todos.

A obra, originada de uma série de entrevistas com os combatentes que estavam vivos no começo dos anos 1990, busca ter uma fidedignidade grande, mostrando os medos, dificuldades e superações que os entrevistados passaram à época, lembrando que ela só não é mais completa por causa das falhas de memórias que os combatentes, já em idade avançada, apresentaram e por falta de outros que faleceram antes do começo do projeto, seja em terras europeias ou posteriormente.

Uma obra que não valoriza a guerra, mas a descreve de forma realista com todos os seus nuances. Vale a pena ler inúmeras vezes.