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sexta-feira, 25 de maio de 2012

De homenagem a Douglas Adams (dia da toalha)

Calma, não entre em pânico!

A primeira coisa que você tem que ter certeza é se tem uma toalha à mão.

Sim, uma toalha, afinal, ela é um item precioso segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, todo mochileiro deve ter uma sempre à mão.

Isso não é uma transcrição do texto do livro, mas é baseado nele sim, pois hoje é o Dia da Toalha.

Não tenho a mínima ideia porque hoje foi o dia escolhido para essa comemoração, mas o fato é que hoje, todo mundo que leu e gosta da série de livros que Douglas Adams escreveu, anda paramentado com uma toalha, seja como peça de vestuário, seja amarrado na cintura, na mochila ou bolsa, não importa, todo “mochileiro” hoje usa ostensivamente a toalha.

Eu carregarei uma, e você?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Pelo Amor de Bob

Universos múltiplos, diversas realidades, tudo parece histórias em quadrinhos, mas não é.

Na verdade o último livro da série O Guia do Mochileiro das Galáxias é a mais completa viagem alucinógena que Douglas Adams produziu.

Acompanhamos os personagens em diversas realidades, algumas alternativas, em diversos planetas, lugares improváveis e se não prestarmos muita atenção na leitura acabaremos por perder totalmente o sentido do livro.

Apesar de tudo isso, algo fica intacto, o humor que permeia as páginas de Praticamente Inofensiva.

Doações de material biológico (na verdade venda) por dinheiro, inseminações artificiais que geram um novo personagem, um grande nome da música mundial reaparece nas páginas de uma forma única, uma nave perdida no espaço, muitos detalhes, muitas gargalhadas.

Ah, também há uma lição para se fazer sanduíches usando quatro facas e carne de uma Besta Perfeitamente Normal.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Voando literalmente

E se aquilo que você acreditava estar irremediavelmente perdido, não estivesse?

E se você pudesse retomar tudo do ponto onde parou?

E se você encontrasse pessoas que se lembram daquilo que aparentemente não aconteceu?

É, situações estranhas, personagens conhecidos ou novos, tramas em um cenário diferente.

Douglas Adams voltou a decolar com a trama neste volume, leitura fácil, divertida e curiosa, usa o exercício de imaginação aos limites para continuar as aventuras do último terráqueo (será mesmo?) da Galáxia.

Mas o principal, como proceder ao saber que a pergunta fundamental havia sido encontrada segundos antes dos Vogons aniquilarem tudo e apagarem as chances dela ser divulgada?

Lembrar, esquecer, como fica isso?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Festa e Criquete

Engraçado, quando a gente enfileira uma série de três ou mais livros do mesmo autor, invariavelmente acabamos por comparar mais do que o conteúdo.

Olha o ritmo da história, compara enredo, outras coisas.

Estou terminando o terceiro livro da série “O Guia do Mochileiro das Galáxias” e estou considerando o mais fraco deles.

Não que faltem piadas, situações psicodélicas, nada disso, mas a história não fluiu para mim, pelo menos uns três capítulos se arrastaram lentamente, não sei se meu ânimo influenciou (teve um post apagado que explicaria, mas ele vai ficar apagado), eu sei que foi a primeira vez nessa série que eu tive que voltar páginas para reler e entender o que acontecia e, sinceramente, não me convenci que tenha entendido tudo.

Vamos ao legal do livro, sim eu gostei de algumas coisas.

Uma aula de voo para pessoas, sem equipamento algum, nada de jatos, asas ou similares, muito curiosa a teoria, mas não vou testar não.

Um uso peculiar para um sofá vermelho.

Multiassassinatos de uma única vítima, se é que isso é possível.

Vocês achavam que festa de 15 anos de português não existia, leia o livro.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Boa refeição

Imagine você estar num restaurante gigantesco, em formato de estrela do mar, onde o salão de refeições tem espaço para mais de mil mesas com pelo menos quatro cadeiras por mesa.

Nos braços dessa estrela do mar temos a cozinha, um open bar para quem está aguardando vagar uma mesa, os mecanismos de ambiência do restaurante, como maquinas de ar condicionado ou similares, o estacionamento e um mecanismo especial.

Agora imagine que esse restaurante não está na Terra, mas em um planeta no limiar do universo, num ponto de onde você vê todo o cosmo e percebe que ele está entrando em processo de explosão final, é, o fim do mundo.

Bem, os mecanismos de ambiência, no caso, não são simples aparelhos de ar condicionado, mas maquinas processadoras de atmosfera, um mecanismo de propulsão, para deslocar o planeta para um lugar seguro, longe das explosões preliminares do fim do mundo e o mecanismo especial é uma "máquina do tempo", que desloca o planeta no tempo, para fugir do momento final do universo.

Bem, esse é o Restaurante do Fim do Universo, o segundo livro da série do Guia do Mochileiro das Galáxias, lógico que ele não se passa apenas no cenário do restaurante, seria muito monótono, ainda não terminei o livro, mas o restaurante não aparece em pelo menos metade dele, ainda assim, a cena surreal que li (e que merece este post) acontece ali.

Depois de toda essa sanha imaginativa dos primeiros parágrafos, vamos imaginar mais ainda.

Os quatro personagens, dois terráqueos e dois alienígenas, estão sentados em uma mesa, sendo atendidos pelo garçom, ele pergunta se querem o cardápio ou se querem CONHECER o prato principal.

É, gente, conhecer, o verbo está certinho.

Bem, depois de alguns segundos, minutos talvez, chega feliz da vida, rebolando e mugindo, uma vaca, com cara feliz, e começa a conversar com os famintos clientes do restaurante, se apresentando como O PRATO PRINCIPAL da noite e mais animada ainda pergunta se eles não aceitariam um pedaço de ombro refogado num guisado, logo em seguida oferece sua alcatra, para a confecção de outro prato.

Apesar de todos os personagens serem onívoros, comerem de tudo, as reações são as mais variadas, de espanto e surpresa a naturalidade, por fim, o pedido foi de quatro belos e grandes bifes mal passados, o que ela aceitou com regozijo.

A explicação foi de que a raça desse animal extraterrestre (fique bem claro) foi desenvolvida para quando chegasse a uma determinada idade, tivesse um único desejo, ser morta (de uma forma humana, se podemos falar assim) e servir de refeição para outras formas de vida.

Em resumo, mais non sense impossível.

Hoje me valeram boas risadas, o que eu já esperava desse livro e espero ainda mais, já que falta pelo menos um terço dele para eu termina-lo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Não entre em pânico

Seriam os ratos os seres mais inteligentes da Terra?

Os golfinhos abandonarão o planeta antes do fim do mundo?

Seria a Terra um moderno supercomputador destinado a definir qual a pergunta fundamental do Universo?

Existem extraterrestres entre nós?

Essas perguntas e outras saíram da cabeça de um britânico criativo, que imaginou uma saga cósmica recheada com muito senso de humor.

Aliás, o que não faltava a Douglas Noel Adams era humor, esse inglês foi nome importante dentro do refinado (e estranho) humor inglês, integrava o corpo de roteiristas do programa de televisão do grupo Monty Python, a Monty Pithon’s Flying Circus, além de criar o programa de rádio que deu origem jogos e a série de cinco livros encabeçados pelo Guia do Mochileiro das Galáxias.

As perguntas do início deste são respondidas (ou não) nesse que é o primeiro livro da saga de Arthur Dent pelo Universo, depois que seres conhecidos como Vogons destroem a Terra, para que uma via interespacial pudesse ser construída, passando pela órbita do planeta.

Conheça os confins do Universo, o sistema presidencial do Império Galáctico, o segredo dos fiordes noruegueses e mais.