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quinta-feira, 15 de março de 2012

De memórias de férias

Vamos passear pelas memórias de Ubatuba mais um pouco.


Atualmente estou sem carro, mas mesmo quando tinha, quando a viagem era muito distante, com muitos quilômetros a serem cobertos, eu preferia viajar de ônibus ou avião e no local de destino alugar um carro.

Foi assim com Ubatuba, desde a primeira vez que a gente foi lá.

Nos instalamos no Hotel e seguimos para a locadora de veículos, que fica junto ao aeroporto da cidade, fizemos o cadastro, conversamos com o funcionário, que se mostrou simpático.

Eu estava com um aparelhinho de mp4, escutando meu rock básico, ele falou que era músico e tocava rock, a banda dele chamava-se Blackout, e que eles iam se apresentar na festa do divino, que estava acontecendo na Praça da Igreja da Matriz.


Com ele colhemos algumas indicações de onde ir na cidade.

Devidamente motorizados, passeamos muito pela cidade, mas a noite, tínhamos que escolher onde jantar, o hotel havia dado uma cortesia de meia pensão, ou seja, o café da manhã e a janta estavam garantidos, mas a gente queria conhecer outros lugares, afinal cidade nova, tudo novo.

A gente já havia perambulado pela cidade, visto alguns lugares, mas indicaram um restaurante/pizzaria que era bastante frequentado e um restaurante a la carte, que ficava na Avenida Iperoig, de frente para o mar.

Um aparte, a praia de Iperoig fica bem no centro da cidade, não é frequentada, e somente o calçadão ao longo dela tem algum atrativo.

Passamos no primeiro, achamos meio sofisticado demais para quem estava de férias, mas depois chegamos a ir lá e não gostamos do prato servido.

Naquela noite fomos ao restaurante da avenida da praia, O Marinheiro.


O importante é o atendimento, lógico, boa comida também é influente, e ali fomos muito bem atendidos.

A comida era a la carte, com pratos a base de peixe, carne ou frutos do mar.

Escolhemos peixe, mas em outras oportunidades comemos carne também.

Um fato chamou a nossa atenção, como não estávamos no período de férias, de segunda a quarta o restaurante tinha pouco movimento, então o proprietário reunia alguns amigos e, numa mesa reservada, faziam um jogo amistoso de pôquer.

Nas paredes do restaurante haviam algumas fotos do dono com clientes vips, personalidades que já haviam comido no local, um dos orgulhos da casa.

Uma curiosidade, cerca de duas quadras desse restaurante, na mesma avenida, ficava um outro restaurante que nunca conseguimos ver funcionando, do lado de fora da porta ficava uma placa oferecendo a especialidade da casa, o que mais nos aguçou a curiosidade, “File à Borboleta”, uma curiosidade que nunca desfizemos, pois não conseguimos achar esse restaurante aberto.

O fato é que todas as vezes que voltávamos a Ubatuba, íamos ao Marinheiro, e a qualidade da comida e do atendimento sempre foi muito boa.

Tá, e sobre o atendente da locadora, porque você contou sobre ele?

Ah, tá, quando entregamos o carro, voltamos a conversar com ele, lamentamos que não pudéssemos tê-lo visto com a banda, conversamos um pouco mais sobre música, e fomos embora.

No ano seguinte, quando voltamos lá, ele estava de férias, mas soubemos que continuava com a banda e trabalhando naquela locadora.

Calhou de irmos a Ubatuba na época da tão falada Festa do Divino, resolvemos então ir à Praça, para ver qual era a da festividade.

Comemos alguma coisa e fomos ver quem se apresentava no palco, eu pelo menos não me lembrava do nome da banda do cara da locadora, mas era ela quem se apresentava.

Nos posicionamos bem próximos ao palco para ver a apresentação.

Num momento, entre uma música e outra, ele parou para conversar com a plateia, agradecer a audiência.

Nesse momento ele nos viu, reconheceu e falou: “Vocês vieram de novo, não acredito!”

Contou que éramos de fora e mais alguma coisa que não me lembro, daí dedicou uma música para nós, era da banda Creedence Clearwater Revival.

Terminado o show, chegamos junto ao palco e conversamos um pouco, foi uma lembrança legal.

Com este eu fecho as lembranças do Litoral Norte Paulista, voltaremos com a programação normal a partir de amanhã.

quarta-feira, 14 de março de 2012

De praias, quiosques e memórias

Para quem não sabe, Ubatuba é a última cidade do litoral norte paulista, indo para o norte você vai atravessar a divisa de estados e chegará ao estado do Rio de Janeiro.
E por ali você vai transitar pela Rio-Santos, cheia de curvas.
Não sei como se distribui a área do município, nunca tive curiosidade, mas suas praias se espalham ao longo da rodovia, desde o limite divisório com a cidade de Caraguatatuba, até a divisa com o Rio.
Não sei como é em alta temporada, mas quando ia lá, foram algumas vezes, a gente achava de tudo, de praias movimentadas, quase sempre com turistas (Praia Grande), praia de surfista (Praia Vermelha), praias desertas (Ubatumirim), quase todas às margens da rodovia.
Convenhamos, é chato você ali, sentado na areia (numa cadeira de praia, tá?) e atrás de você um trânsito constante de veículos, parece que você não tem privacidade, sei lá.
Na primeira vez que estivemos lá não conhecíamos nada, então acabamos andando como baratas tontas, andando para cima e para baixo, cada dia numa praia diferente, nenhuma nos agradavam.
No último dia, chuvoso inclusive (fazendo jus ao nome: Ubachuva), resolvemos ir para o sul da cidade, passamos Praia Grande (muitos farofeiros) e chegamos numa área onde a rodovia não ladeava o mar, tinha várias construções que impediam a visão da praia.

Ali nós achamos uma entrada com uma escultura de dois golfinhos da espécie Toninha, enveredamos por ali com o carro, mas estávamos sem roupas de banho, afinal estava feio o tempo.
Andamos na areia, corremos da chuva, paramos num barzinho que estava fechado, depois num outro onde nos abrigamos dos pingos grossos e não lembro se bebemos ou comemos algo, mas gastamos algum dinheiro ali, depois fomos embora com os pés cheios de areia.
Eu não tinha a intensão de voltar tão cedo à cidade, mas por diversos motivos voltamos algumas vezes, e já que estávamos lá, resolvemos voltar à Praia de Toninhas, aquela que nós mais tínhamos gostado.
Um pouco mais de exploração, agora atrás de um quiosque que tivesse preços justos, paramos num, pedimos uma porção de batata (acho que era isso, pelo menos pelos preços não arriscamos a porção de peixe), comemos e fomos a busca de outro.
Não lembro agora se era o quiosque vizinho ao que paramos ou um logo em seguida, mas vimos numa mesinha uma porção de peixe generosa, arriscamos parar ali, fomos atendidos, os preços eram bons, resolvemos ficar.
Atendimento bom, os donos (dois irmãos) atenciosos, os garçons (acho que dá para chama-los assim) eram rápidos, resolvemos que sempre que frequentássemos aquela praia ficaríamos ali, no Quiosque Tô Bebinho.
Estou escrevendo sobre essas memórias porque no mês que vem estarei saindo de férias de novo, irei para a praia, mas outra cidade, não sei, mudar um pouco os ares, mas fica aquela vontade de pelo menos ter um quiosque à disposição no estilo daquele, com atendimento rápido e cortes, não sei se acharei, mas preciso mudar um pouco.
Ah, meu desktop está no técnico, as fotos aqui não foram tiradas por mim, elas estão no HD do desktop e eu não tenho backup, paciência, não ia esperar ele voltar para publicar este texto, então ele vai com fotos da internet mesmo, mas com certeza são todas referentes ao texto.