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terça-feira, 24 de abril de 2012

De torneio olímpico de futebol

Vamos falar de esportes.

Estamos a menos de 100 dias para as Olimpíadas de Londres.

Hoje saiu o sorteio das chaves do torneio olímpico de futebol, tanto no masculino quanto no feminino.

Algumas pequenas observações:

  • Vendo os Estádios que abrigarão o torneio fiquei besta, Anfield Road (Liverpool) não terá nenhum mísero jogo.
  • Torço muito para que as meninas se deem bem, pois aqui o esporte é considerado mambembe pela CBF, elas não têm nenhum apoio e são cobradas como os profissionais do masculino.
  • Não acredito no time masculino (posso queimar a língua como em 1994, mas não acredito), apesar de nomes como Lucas, Neymar, Ganso, Leandro Damião, não temos um técnico que dê segurança e tranquilidade, tanto ao time quanto à torcida, acredito que conforme for o desempenho da equipe, em agosto ou setembro teremos um novo nome no banco de reservas.

Eis os sete grupos, quatro do torneio masculino (A – D) e três do feminino (E – G).

Grupo A

  • Grã Bretanha
  • Senegal
  • Emirados Árabes
  • Uruguai

Grupo B

  • México
  • Coreia do Sul
  • Gabão
  • Suiça

Grupo C

  • Brasil
  • Egito
  • Bielorrússia
  • Nova Zelândia

Grupo D

  • Espanha
  • Japão
  • Honduras
  • Marrocos

Grupo E

  • Grã Bretanha
  • Nova Zelândia
  • Camarões
  • Brasil

Grupo F

  • Japão
  • Suécia
  • África do Sul
  • Canadá

Grupo G

  • Estados Unidos
  • França
  • Colômbia
  • Coreia do Norte


domingo, 11 de março de 2012

De feitos e heroismo

Você conhece canoagem?

Eu não tenho a mínima ideia de como se dá uma competição desse esporte.

Pesquisando na internet a gente sabe que ela se divide em duas categorias, caiaque e canoa (propriamente) canadense.

A segunda é aquela tradicional, que a gente vê algumas vezes em filmes ou seriados ou em outros lugares, onde a disputa se dá num rio ou lago, com águas aparentemente calmas, com raias demarcadas com boias e as embarcações seguem como numa corrida.

Já a primeira é disputada em corredeiras, quanto mais agitadas melhor, com um circuito sinuoso, onde você tem gates (portões) para passar, conforme a cor das boias de demarcação você passa pelo gate no sentido da correnteza, ou no sentido contrário, e tem que fazer o percurso no menor tempo possível, pois quem for o mais rápido é o vencedor.

Confesso que não tenho a menor curiosidade em ver nenhuma das duas modalidades, envolveu água, se eu não estiver molhado, para mim não vale.

Esse esporte praticamente não existe no Brasil, não que não tenhamos competidores, abnegados e esforçados, não é isso, temos sim.

O que acontece é que para os meios de comunicação ele não tem a menor atratividade, portanto é ignorado solenemente, e um esporte sem visibilidade tem muitas dificuldades em atrair apoio financeiro de patrocinadores.

Com todos esses problemas, o país ainda tem alguns nomes bons, que dentro da nossa realidade são grandes atletas, lógico, se tivessem todo o apoio que outros esportes recebem, talvez eles fossem conhecidos e ganhadores de medalhas e campeonatos, a culpa não é deles, que isso fique bem claro.

Sebastian Cuattrin talvez tenha sido o nome mais conhecido recentemente, mas existem outros.

Mas ontem uma atleta virou notícia nacional.

Aos 15 anos de idade, Ana Sátila conquistou a vaga olímpica vencendo a prova da categoria K1 no Pan-Americano de Canoagem Slalom.

Independente do que ela apresentar em Londres/12, ela é campeã e tem que ser comemorada muito, uma verdadeira heroína.



domingo, 2 de outubro de 2011

Londres/12 - As Meninas também vão.

Nesta noite, na Colômbia, a seleção feminina de basquete também garantiu sua vaga para Londres/12.

Minha empolgação é a mesma da classificação da equipe masculina, mas existe uma diferença básica:

Desde Atlanta/96 as mulheres estiveram em TODAS as edições dos Jogos Olímpicos, as grandes referências do time, Paula, Hortência, Janeth, se aposentaram e ainda assim, com todas as dificuldades, a seleção sempre conseguiu a vaga.

Talvez isso também se deva ao nível deplorável que os demais países americanos possuem na categoria, somente os EUA conseguem ser melhores que nossas valorosas garotas, mas o fato é que elas, nessa década e meia, mantiveram o foco, a seriedade, deixaram de lado a vaidade e cumpriram seu papel.

O maior exemplo é dado pela pivô Erika, que abriu mão de disputar a final de conferência da WNBA, com seu time, e fez todo o esforço possível para defender seu país, chegando em Neiva menos de 24 horas antes da estreia da seleção, frente ao Paraguai, hoje ainda ela deverá pegar um avião e voltar para Atlanta, onde defenderá o Dream nos jogos da grande final da Liga.

Não vou falar de administrações, de brigas internas e outros possíveis motivos, nem vou me enrolar em uma bandeira e bradar amor eterno à nação, cada um sabe o que faz, portanto agradeço à Erika pelo seu invejável esforço e a todas as demais meninas pela classificação, vocês são LINDAS.

Volei

Ah, toda essa torcida pelo basquete nacional que eu tenho não será vista pelos times de vôlei (masculino e feminino), a explicação é simples, desde que começaram a adaptar as regras do esporte para que ele se adequasse às transmissões televisivas, eu passei a achar um esporte chato, maçante e desinteressante, temos três medalhas olímpicas douradas, é verdade, mas para mim não quer dizer nada, tenho saudades do tempo em que existiam as vantagens e outras regras que foram abolidas ou modificadas, lembro dos jogos históricos de 1982 e nada se compara a eles.

sábado, 10 de setembro de 2011

Seleção Brasileira de Basquete é Olímpica. Muito Obrigado.

Estou emocionado, algumas lágrimas furtivas apareceram quando o Professor Wlamir Marques comentou a vitória brasileira, palavras ao final do jogo, transmitido por várias emissoras de televisão pagas, entre elas a ESPN Brasil.

O importante, a SELEÇÃO BRASILEIRA MASCULINA DE BASQUETE está de volta a uma Olimpíada, desde Atlanta/96 o basquete masculino estava ausente, muito tempo, uma geração de jogadores não soube o que era jogar uma competição desse calibre.

Quem teve a chance de ver o time de Oscar, Marquinhos, Marcel e outros gigantes eternos ganhar dos EUA dentro de Indianápolis/87, levando a medalha de ouro dos Jogos Pan Americanos, quem assistiu essa geração brilhar sabe a falta que o Brasil fez nesse período.

O jogo do Pan de 87 foi uma pedra fundamental na história do basquete profissional masculino, pois aquela vitória verde-amarela foi fundamental para que os americanos passassem a usar os profissionais da NBA em competições mundiais.

O Brasil continuou bem até Atlanta/96, quando os principais nomes se aposentaram, a geração seguinte, com bons nomes disputaram Campeonatos Mundiais, que são importantes, lógico, mas não tem o mesmo encanto místico de uma competição olímpica, e sempre faltava um detalhe, um algo inexplicável, e a classificação escorria entre os dedos.

Mas hoje foi diferente, o time jogou sério e soube superar o detalhe, batendo a boa equipe da República Dominicana e garantindo a vaga olímpica.

Obrigado Rubén Magnano. Obrigado todos os jogadores. Estou feliz hoje.