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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Desafios da guerra aérea

Ano passado eu falei de duas minisséries produzidas por Tom Hanks e Steven Spielberg sobre a segunda guerra mundial, Band of Brothers e The Pacific, que são excelentes narrativas sobre a II Guerra Mundial. Pois bem, a dupla está finalizando um acordo para realizar uma terceira minissérie sobre o grande conflito.

Dessa vez o objetivo é contar as missões que a oitava força aérea recebeu no teatro europeu da guerra. Não só as batalhas em si, mas também o dia a dia dos seus pilotos. Quem já viu as minisséries anteriores sabe que a carga dramática para essa nova minissérie promete, assim como o realismo, enfim, uma promessa de uma grande produção.

Master os The Air (Mestres do Ar, livre tradução), é baseado num livro homônimo escrito por Donald L. Miller. Se tudo der certo e a produção começar logo, no começo de 2014 ela será exibida no canal de assinatura HBO nos EUA e logo em seguida aqui no Brasil.

Aguardamos ansiosamente.



terça-feira, 8 de maio de 2012

De belicosidade e ignorância

Eu gosto muito do tema II Guerra Mundial, livros, filmes, revistas, sigo perfis no twitter que falam a respeito, enfim, busco informações sobre o assunto.

Mas outro dia, uma leitura me fez refletir sobre os anseios humanos que nos levam ao extremo da guerra.

Há muitas justificativas: defesa de sua soberania, necessidade de levar “civilização” aos povos incultos, busca de identidade nacional.

São inúmeras as guerras que a humanidade já causou, desde a pré-história até os dias atuais, da mesma forma são incontáveis as justificativas, mas se pararmos para pensar, tirarmos toda a fantasia retórica de seus líderes, nós chegaremos a um denominador comum, ganância.

Sim, por trás de todo conflito a mola mestra, aquela que movimenta tudo, é a sede de poder, de riqueza, aquela fome insaciável que o homem tem de sempre estar insatisfeito com o que possui e querer mais.

Seja terras, seja petróleo, seja riquezas, seja o que for sempre é assim, acha-se um pretexto, um bode expiatório, algo convincente que se justifique o uso da força e zás, lá estão exércitos pegando em armas, prontos para lutar por uma “justiça” que é fictícia.

Uma exibição de força, quem pode mais, quem tem mais resistência em rechaçar o adversário.

Na verdade, a guerra mostra toda a irracionalidade da espécie humana.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

De realismo bélico II

Aproveitar o feriado e tentar colocar leitura em dia, eu pensei nisso, mas aí olho para a estante acima da tv e…

Vários filmes e séries, e algumas eu só assisti no cinema ou quando foram exibidas a primeira vez na tv, por mais que eu goste de ler, acho que vou partir para uma maratona na frente da tv.

Afinal, pelo menos 10 horas de série eu tenho garantidas para ver.


Esse é o tempo para os dez episódios de The Pacific.

A série, assim como Band Of Brothers, também é uma produção da dupla Spielberg e Hanks e aborda a Segunda Guerra Mundial.

A diferença, como o nome já diz, é que ela mostra o cenário asiático da guerra, onde o Japão, praticamente sozinho, enfrentou os aliados.

Estamos mais habituados ao cenário europeu, com o grande inimigo alemão, então estranhamos um pouco essa série, mas a qualidade novamente supera qualquer estranheza.

Não sei o motivo, mas daria uma bela tese de pós-graduação, mas o fato é que as batalhas europeias são mais exploradas pelo cinema, talvez o mito de Hitler seja mais vivo, talvez porque a perseguição nazista aos judeus tenha grandes influências em Hollywood, já que boa parte dos seus engravatados é de judeus (quero deixar bem claro que considero o Holocausto um dos capítulos mais cruéis da humanidade), vai saber.

Mas as imagens que vemos nessa série mostram que as lutas foram tão ou mais encarniçadas que as que ocorreram na Europa, a tradicional determinação japonesa fez desse país um adversário tão ou mais terrível para os americanos que os alemães.


Vários momentos ao longo da série são marcantes, mas o que teve maior tensão para mim foi um que ocorre logo após um bombardeio de uma vila, navios americanos fazem uma barragem de fogos por vários minutos, deixando a vila em ruínas.

Após isso, alguns fuzileiros (os famosos Mariners) entram na terra arrasada, para localizar sobreviventes, um dos personagens protagonistas está entre eles.

Com cobertura, ele entra em um casebre semidestruído, lá dentro uma asiática gravemente ferida geme de dor, minutos tensos se passam com o soldado encarando a mulher, sem saber que ela tem oculta nas mãos uma granada, pronta para ser detonada ao menor movimento hostil que o soldado faça.

Nessa hora a humanidade falou mais alto, esquecendo que o perigo (ela é japonesa), ele se compadece de seu estado, coloca de lado sua arma, pega um medicamento (provavelmente sulfa, muito usada na época) e tenta amenizar as dores da mulher.

Ela morre, sem detonar a granada, a qual o soldado não desconfia da existência.

Só lembrando que a série foi baseada em dois livros escritos por sobreviventes do conflito, portanto, mesmo que houvesse algum exagero heroico na cena, algo semelhante aconteceu, mostrando que mesmo na guerra ainda existe humanidade e compaixão em todos nós.

Mais uma série que vale a pena ver.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

De realismo bélico

O que esperar quando dois nomes consagrados do Cinema se juntam para contar uma boa história?

Duas horas não seriam o suficiente para isso, né?

Bem, coloque então 11 horas e 45 minutos, está de bom tamanho?

Sim, não é um filme, mas uma minissérie.


10 capítulos contando ou acompanhando uma companhia de paraquedistas durante a Segunda Guerra Mundial, começando com seu treinamento, passando pela grande batalha do Dia D, além de outras batalhas, até chegar à rendição alemã, em 1945.

Tudo isso aconteceu, não a guerra, isso todo mundo sabe, mas a minissérie, simplesmente Tom Hanks e Steven Spielberg se uniram no projeto de captar em tela o livro Band Of Brothers, de Stephen E. Ambrose.

O projeto surgiu ainda nos anos 1990, quando os dois se uniram para contar a história O Resgate do Soldado Ryan, vindo à luz no ano de 2001, sendo exibido pela rede de televisão HBO.

Com ambos como produtores, Hanks ainda faz uma ponta no primeiro episódio e dirige o quinto, o trabalho foi esmerado para reproduzir com fidelidade todo o ambiente bélico.

Contou com armas verdadeiras, veículos e tanques originais do período, além de ter mais de 10 mil atores e figurantes em toda a série.

Além disso, eles contaram com a colaboração e consultoria de veteranos da Easy Company (Companhia E), que orientaram em muitos detalhes como as cenas deveriam ser gravadas.

Aliás, o charme da série é justamente o depoimento dos veteranos ao final de cada episódio, relembrando das dificuldades, dos amigos mortos, das diversas histórias que passaram, deixando um legado pacifista ao projeto.

Band Of Brothers, uma aula sobre eventos decisivos da Segunda Grande Guerra, vale a pena.

sábado, 15 de outubro de 2011

O maravilhoso mundo da informática

O que aconteceria se a tecnologia de comunicação que temos hoje existisse no final da década de 1930?

Se soubéssemos os passos do III Reich de Hitler quase que instantaneamente?

Se existisse o Twitter naquela época?

Agora dá para tentar imaginar.

Em Setembro deste ano, foi lançado um perfil no Twitter que narra os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial como se estivessem acontecendo em tempo real.

Não sei se é uma única pessoa ou um grupo de aficionados pelo tema, mas o fato é que o perfil, desde 1° de Setembro, vem postando informações do campo de batalha e dos bastidores, política e estratégia, como se estivesse acontecendo agora.

Citações de discursos, com fotos, quando estas existem, decisões de governantes, movimento de tropas, bombardeios, tudo que é relacionado ao tema é narrado, na data em que os fatos ocorreram, há 72 anos atrás, com precisão histórica.

No primeiro dia que segui o perfil, acompanhei com interesse um submarino alemão em manobra na costa inglesa, torpedeando um navio de bandeira britânica, foi uma experiência interessante.

O aviso, todas as postagens são em inglês.

A dica veio do blog do Jovem Nerd e quem se interessar em seguir o perfil, a arroba é: @RealTimeWWII.