E quando você sai do cinema e não sabe se gostou ou não do filme que você assistiu? É assim que eu me sinto, não sei se gostei ou não de Faroeste Caboclo.
Sei que não dá para transformar uma letra de música num filme sem colocar extras e adaptar imagens, mas não é isso, o filme traz a letra da música, tem a liberdade de mostrar de forma mais crua a realidade do tráfico, desnuda a pobreza dos bairros mais humildes das cidades satélites do Distrito Federal, enfim, monta um bom enredo em cima de uma letra inspirada e das mais cultuadas do Pop/Rock dos anos 1980.
A interpretação de um modo geral também não deixa a desejar, pelo menos três personagens se destacam pela interpretação de seus atores, Pablo (o peruano que vivia na Bolívia e era neto bastardo do bisavô de João), o Policial corrupto (aliado de Jeremias) e o próprio João de Santo Cristo. Maria Lúcia também não faz feio, já Jeremias parece mais exagerado e destoa um pouco, mas essa é a minha opinião.
Depois de muito pensar, cheguei à conclusão que o que mais me incomodou no filme foi seu ritmo. Não é para ser um filme de ação, mas achei que para o que conta a música, faltou movimento. O filme leva cerca de uns 15 minutos para decolar, seu começo é muito moroso, depois vai ganhando algum ritmo, mas toda hora esse ritmo acaba quebrando, há cenas que poderiam ser mais econômicas, sem prejudicar a história, há momentos que ficam subentendidos por que falta tempo para melhor explicação (tempo este que poderia ser aproveitados das cenas excessivas).
Ainda não sei se gostei do filme, mas ele cumpre bem seu papel, que é visitar uma história que foi contada numa música. Uma música que acompanhou o crescimento de uma geração, que foi cantada durante anos, vivendo no imaginário coletivo, sendo acalentada no âmago da juventude brasileira dos anos 1980.
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
Sempre Forte
Uma juventude ociosa, uma cidade com poucas opções noturnas, todas as novidades vindas da Europa e EUA chegando primeiro lá, por causa das embaixadas. Isso num tempo onde globalização não era nem sonhada pelos visionários.
Na Inglaterra o movimento punk que se revoltava contra a realeza e o sistema produzia sua própria música com os Sex Pistols e o The Clash entre outras bandas. Aquela atitude contestadora espelhou bastante na Capital brasileira, onde os jovens se encontravam em contato com o centro do poder da ditadura militar. Filhos de funcionários públicos, de professores universitários e de militares, até, começam a criar um underground punk em Brasília, com roupas que chocavam a sociedade, mas principalmente levantando sua voz através da música, tentando acordar os adultos de seu estado letárgico. Numa utópica luta pela liberdade de expressão (nada de ideologias políticas, apenas a liberdade de fazer o que quiser).
É nesse cenário que surge um dos movimentos musicais mais ricos da cultura brasileira, o Rock de Brasília. Bandas como Plebe Rude, Capital Inicial, Aborto Elétrico e Legião Urbana são bandeiras desse período, rico sonoramente, com seus riffs de guitarras e suas letras contundentes.
E essa é a história que “Somos Tão Jovens” conta, tudo através daquele que talvez seja o maior ícone de sua geração, cultuado até hoje, mesmo depois de quase 20 anos da sua morte, Renato Russo.
Acompanhamos sua trajetória dos tempos de adolescente, com sua saúde frágil, até a entrada no mundo adulto e seus conflitos, como professor de inglês e seu sonho de ser uma estrela do rock. Suas amizades, seus dilemas no campo amoroso, seus ídolos, enfim, toda sua personalidade sendo moldada.
Somos apresentados ao primórdio de tudo isso, com o Aborto Elétrico, onde suas primeiras composições ganham vida, os desafios dos primeiros ensaios e primeiros shows, a conflito de personalidade com seu amigo e companheiro de banda Fê Lemos, as idas e vindas como o Trovador Solitário, até a chegada da Legião Urbana. Tudo isso regado por músicas conhecidas e que trazem um gosto de nostalgia.
E todo esse percurso não é feito só por Renato, nomes conhecidos aparecem em todo momento, vemos na tela versões de Herbert Viana, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá, Fê e Flávio Lemos, Dinho Ouro-Preto e outros nomes do Rock de Brasília.
Um caminho cheio de lembranças para quem era adolescente nesse período e que, mesmo vivendo longe de Brasília, viveu a explosão do rock nacional dos anos 1980.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
E a briga pelo Academy Awards ganhou dois novos concorrentes
Ontem eu falei que três animações estavam indicadas ao Bafta e que possivelmente elas também estariam indicadas ao Academy Awards (o Oscar). Engraçado, eu não me lembrava de que hoje seriam divulgados os candidatos do mais conhecido prêmio de cinema do mundo.
Bem, as minhas apostas foram corretas, Valente, Frankenweenie e ParaNorman estão na lista, acrescidos de dois outros filmes. Curiosamente eu não os vi, não posso tentar adivinhar quem seria o favorito, ainda mais porque a maioria das pessoas que os assistiu fala que são dois excelentes filmes.
Façam suas apostas, eu vou ficar aguardando o envelope lacrado ser aberto, não arriscarei palpite dessa vez.
Eis os dois novos concorrentes:
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Melhor animação
E começa a temporada de cerimônias de premiações dos melhores do ano passado. Os prêmios mais conhecidos são o Globo de Ouro e o Oscar, mas na Europa existem outros prêmios importantes, alguns chegam a ser comparados com o Academy Awards (Oscar), entre eles está o inglês Bafta.
Normalmente o termômetro do Oscar é o Globo de Ouro, com poucas discrepâncias, os laureados no final de Janeiro voltam a ser premiados pela Academia.
Nunca acompanhei o Bafta, mas neste ano, ao ler os indicados, uma categoria me chamou a atenção, a de melhor animação longa metragem. Foram três os escolhidos, dos quais eu assisti dois.
Não sei qual o critério da escolha, mas acredito que envolva tudo, de técnicas de animação até o roteiro, o que seria o sensato.
Pelos comentários que ouvi sobre o filme que não vi, qualquer um seria bem escolhido, ele não tem uma história que empolgue, mas as técnicas de animação compensam a sessão de cinema, já os outros dois são muito bons e valem muito a ida ao cinema, se bem que eu sou suspeito para falar.
O certo é que no dia 10 de fevereiro o Bafta vai para:
sábado, 15 de dezembro de 2012
De Épico e Fantástico
Foi o filme mais esperado do ano, eu estava ansioso, fiz várias postagens sobre ele (não vou colocar links aqui, mas uma procura por O Hobbit vai mostrar inúmeros posts)…
Fica difícil falar, é muita empolgação e pode escorrer spoilers por todas as letras, falar dos Wargs, de ver novamente Elrond e Galadriel, Valfendas (Rivendell), rir com uma ou outra trapalhada dos anões, a indignação de Bilbo quando começa a receber visitas inesperadas, enfim, foi um banquete para os olhos e ouvidos…
Falaram que o filme é arrastado, quem falou isso deve gostar de novela, pelo amor de deus, o filme vem num ritmo constante e correto o tempo todo, desde o começo até seu ápice no final…
Peter Jackson também acertou ao colocar com introdução a história de Erebor (a cidade sob as montanhas), que no livro é contada ao longo da trajetória da companhia de Thorin Escudo de Carvalho, para que Bilbo venha conhecer um pouco da causa que originou essa aventura, no filme ele relata de forma resumida sobre a grande cidade dos anões e dessa forma o leigo também acaba entendendo algo mais da mitologia da Terra Média…
Falar da trilha sonora é impossível, agora, só de me lembrar dela, eu estou totalmente arrepiado, ela embala a jornada de forma fantástica.
Orcs e Trolls, os grandes vilões dessa parte da saga, é um trabalho de maquiagem e efeitos especiais perfeccionista, isso sem falar da técnica de captura de movimentos onde Andy Sirkis dá vida ao Gollum, aprimorado desde O Senhor dos Anéis…
Aliás, as Charadas no Escuro é um capítulo a parte, a tensão do momento, a dualidade presente na personalidade de Gollum, é difícil colocar em palavras…
Achei o filme tão épico que quase saí da sala no fim do filme e entrei na fila da bilheteria para comprar um novo ingresso e assistir novamente.
Esperar um ano para a continuação (se o mundo não acabar) vai ser uma tortura.
sábado, 1 de dezembro de 2012
De lendas e desafios
E dezembro começou melhor que a expectativa…
Eu sabia que The Rise Of The Guardians (A Origem dos Guardiões) tinha tudo para ser um excelente filme, mas ele superou toda e qualquer ideia que eu tinha…
Uma animação sobre lendas, a maioria de domínio mundial, mas mais que isso, uma animação sobre fé e confiança. Uma tocante história de preservar a inocência e a alegria, superar medos e desafios.
Difícil falar mais sem spoilers, mas o filme tem muito tempero com piadas no momento certo, aventura e ação em quantidades incríveis e suavidade para temperar tudo. Jack Frost é escolhido para se unir a Papai Noel, Fada dos Dentes, Coelho da Páscoa e Sandman (mais conhecido nos países de língua inglesa, ele é responsável pelos sonhos de todos) quando surge uma grande ameaça a todas as crianças do mundo. Depois de relutar em aceitar o convite, Jack começa a se conhecer melhor e entende que ele faz parte de tudo aquilo e muito mais…
Dezembro é o mês do Natal, mês em que se espera que a paz e a fraternidade entre as pessoas ressoem, esse filme é uma bela semente para que esses aflorem frondosamente neste ano. Vale a pena ir.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
De contagem regressiva para a Terra Média
Pouco mais de duas semanas para a estreia do filme mais aguardado do ano…
Esqueçam Batman, Vingadores, 007, todos filmes de grande bilheteria, mas pouco trouxeram de expectativa se comparados à volta das aventuras na Terra Média. Desta vez não é a demanda para destruir o Um Anel, apesar de que os principais personagens daquela trilogia aparecerem nesta nova série de três filmes, desta vez a aventura é diferente…
Desta vez acompanharemos Bilbo Baggins e a companhia de anões, liderados por Torin Escudo-de-Carvalho, buscarem recuperar o reino dos anões, há muito tomado por um dragão (Smaug).
Esta aventura é anterior aos acontecimentos de Senhor dos Anéis, sendo que para muitos é nesta história que o Um Anel aparece pela primeira vez, bem como Gollum, eterno apaixonado pelo seu precioso.
Chega logo 14 de dezembro!!!
terça-feira, 27 de novembro de 2012
De guerra e romance
E esse 26 de novembro foi bem movimentado…
Além do aniversário de Charles Schulz, o cinema comemora os 70 anos da primeira exibição de um dos seus maiores clássicos, Casablanca…
Em plena 2ª Guerra Mundial, um drama, um romance, uma comédia, tudo num só filme, assim podemos definir Casablanca…
A história do cínico Rick Blaine (Humphrey Bogart), dono de um bar na cidade africana, onde os alemães nazistas contam com o apoio dos franceses de Vichy, para controlar o local (rota de fuga de refugiados para as Américas).
Nesse ambiente hostil, Rick recebe o líder da resistência tcheca, que é caçado pelos alemães, Victor Lazlo (Paul Henreid) e sua esposa, Ilsa (Ingrid Bergman), antigo romance de Rick. Isso trás recordações ao americano e serve de pano de fundo para uma trama que prende a atenção do começo ao fim.
Cenas memoráveis, frases eternas e um momento único num aeroporto, tudo regado pela trilha sonora e pelo piano de Sam, funcionário fiel do bar.
Dizem as lendas que a frase “Play It Again, Sam!” não é dita no filme mas, assim como Casablanca, ela é imortal.
Portanto, para encerrar por hoje, play it again, Sam!
sábado, 10 de novembro de 2012
De cachorro revivido
Foi no começo do século XIX que veio ao mundo a obra Frankenstein ou o Moderno Prometeu, que consagrou Mary Shelley. A história conta a saga do doutor Victor Frankenstein e como ele, contra todos os tabus, acaba trazendo de volta à vida um cadáver (ou melhor, uma colcha de retalhos de diversos cadáveres) e como esse Monstro reage à sua real situação.
Tim Burton é um cineasta conhecido por sua estética própria e muitas vezes pouco convencional, usando elementos pouco comuns em seus filmes. E essa genialidade do diretor já trouxe vários filmes que são cultuados.
Frankenweenie não foge à regra, a animação stop motion em preto e branco é uma peça única, baseada livremente no clássico de Mary Shelley, mas adaptado de forma lúdica, onde são mesclados o humor e o terror, sem cair na vala comum dos filmes de terrir.
O filme nos brinda com um personagem tímido e introspectivo, Victor Frankenstein, que como todo adolescente frequenta uma escola, tem um bicho de estimação como mascote e, bem, não dá para chamar seus colegas de amigos, mas, vá lá, são mais que conhecidos.
Seu grande amigo é seu cachorro Sparky que quase sempre está ao seu lado, participando de todas suas brincadeiras, somente quando Victor vai à escola é que o cão tem tempo para fazer suas artes caninas, quase sempre restritas ao quintal da casa da família.
Porém um acidente acaba ceifando a vida de Sparky, que é enterrado no cemitério de animais da cidade, o desolado Victor sofre muito com isso, mas ele tem uma ideia quando seu professor de ciências fala sobre a bio eletricidade e como esta é parte da força motriz dos organismos.
Com muita engenhosidade, Victor consegue catalisar os raios de uma tempestade para reanimar seu amigo, porém ele não imagina o quanto isso se transformará em uma confusão envolvendo toda a cidade.
Eu assisti a esse filme hoje e achei excelente, mas o mais curioso foi que, por eu ter assistido a versão legendada, a sala estava vazia, somente eu estava lá, um cinema todo para mim, acho que nunca mais conseguirei tal feito.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
De uma nova trilogia
Tem uma semana que a grande notícia do mundo do cinema foi a compra da Lucas Filmes pela Disney, ou seja, o universo Star Wars passou para as mãos da empresa do Mickey e o anúncio de uma nova trilogia.
Muita gente achou ruim por acreditar que a saga será infantilizada, associando a Disney às produções infantis, isso virou mêmes na websfera, inclusive eu me diverti muito com isso. Mas ainda assim eu não tenho uma opinião sobre o futuro da saga.
Quer queira ou não, a Disney é competente no que faz, pelo menos a grande maioria de suas produções são bem sucedidas. E agora eles têm todo o império tecnológico que George Lucas criou ao longo dessas três décadas.
Mas o que me motivou a escrever sobre isso é uma notícia que já está circulando no mundo Nerd, fontes não divulgadas já falam que não será uma, mas sim duas trilogias, e que o título provisório do primeiro filme já teria sido definido, seria Star Wars VII – A New Dawn (numa tradução literal Guerra nas Estrelas VII – Um Novo Amanhecer).
Agora, resta aguardar a confirmação ou não dessas notícias.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
De orientações especiais de voo
Todo mundo que já viajou de avião pelo menos uma vez já ouviu aquela ladainha das orientações de voo. Apertem os cintos, desliguem os celulares, computadores e qualquer coisa elétrica, etc.
Os procedimentos são importantes e essenciais para a segurança durante o voo, mas não deixa de ser uma chatice, já que quase nunca varia o discurso, não importando qual a companhia aérea que você esteja (eu já viajei por três companhias aéreas diferentes).
Quer dizer, era tudo igual, agora existe uma que é diferente.
A Air New Zealand fez um acordo com Peter Jackson e com a produtora da trilogia O Hobbit e agora exibe um filme de orientações com os funcionários e passageiros caracterizados como personagens da Terra Média.
Realmente, a parte de propaganda e marketing do filme está dando uma aula atrás da outra de como se deve promover um filme. Chega logo dezembro.
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
De cinema e tango
Numa conversa que tive hoje sobre filmes, o assunto recaiu sobre Perfume de Mulher, sendo que a pessoa com quem conversava falou que não havia assistido a esse filme.
Esse é o filme onde Al Pacino dá um show de interpretação no papel de Frank Slade. Ele é um tenente-coronel dos exército dos EUA que é obrigado a ir para a reserva por ficar cego, isso o deixa amargurado. Chris O’Donnell é Charlie Simms, um universitário que é contratado para tomar conta de Slade durante um feriado de ação de graças enquanto os familiares do velho militar viajam.
Slade convence Simms a viajarem também, para Nova York, aonde o universitário aprende valiosas lições de vida com o veterano, entre elas que no Tango não tem erro, numa das cenas mais antológicas que o cinema já viu.
E é ela que vale esse post.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
De tempo da jornada
E o filme mais aguardado do ano tem novidades…
Todo mundo sabe que ele já está em fase de pós-produção, ou seja, as filmagens já acabaram e agora Peter Jackson e as equipes técnicas estão trabalhando na montagem final do filme, é nesse momento que, por exemplo, Gollum adquire seus contornos finais.
Havia muita especulação sobre a duração do filme, falavam em duas horas, duas horas e quinze minutos, mas na última entrevista coletiva Jackson desfez o mistério.
Quer dizer, desfez em partes, ele falou que até o presente momento ele tem em mãos cerca de duas horas e quarenta minutos de material, isso mesmo 160 minutos de cenas, trabalhadas ou não, e, segundo ele, ainda não foram inseridos os créditos finais e outros detalhes. Isso quer dizer que Uma Jornada Inesperada é o filme das franquias relacionadas à obra de Tolkien que terá a menor duração.
A pergunta: ‘E isso importa?’
Não, pelas imagens já apresentadas em trailers e fotografias podemos ver que o filme vai ser outro show de adaptação. Chega logo dezembro.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
De últimas aquisições
Nestas últimas semanas eu fiz muitas compras, mas não foi surto consumista… tá, até que foi um pouco sim. Mas apesar disso não vou me enforcar financeiramente por isso, é que quando há um pouco de planejamento, chega uma hora que o dinheiro sobra para as extravagâncias.
Além disso, eu tenho um faro apurado para descontos e promoções, 30, 40 e, muitas vezes, 50% de descontos nas compras, essas coisas. Pensando bem, talvez o meu gosto seja um pouco diferente do geral, então eu acabo achando o que quero mais em conta, por não ter uma procura tão grande. Aulinha básica de economia, Lei da Oferta e da Procura, quanto menos pessoas estão dispostas a comprar determinado produto, este sobra no mercado e a oferta acaba diminuindo o seu valor.
Vamos à lista (incompleta) de compras:
Livros:
A Bússola de Ouro
A Faca Sutil
A Luneta Ambar
Band Of Brothers
Fahrenheit 451
Marley e Eu
1984
A revolução dos Bichos
Jogos Vorazes
Em Chamas
A Esperança
Faltam sete livros chegarem (eu não atualizarei o post)
DVDs:
Fantasia (duplo)
Batman Begins
Batman O Cavaleiro das Trevas
Carros 2
Procurando Nemo
Lillo e Stitch
Ratatouille
A Paixão de Cristo
Minha Amada Imortal
Primeira temporada de Sherlock Holmes (da BBC)
Primeira temporada de Torchwood (da BBC)
CDs:
Guarabyra – Lembranças do Futuro
Alceu Valença – Ao Vivo do Marco Zero
Joe Sartriani – Super Colossal
Lynyrd Skynyrd – Nuthin’ Fancy
Faltam chegar dois CDs importados dos EUA (eu não atualizarei o post).
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sábado, 29 de setembro de 2012
De hotel monstruoso
Acredito que tenha sido uma pré-estreia, pois a programação do cinema indicava que somente hoje e amanhã, em dois horários específicos, esse filme seria exibido.
Um filme cujo trailer já sacaneia com o Conde Drácula não poderia deixar de ser aquela comédia, e realmente era…
A ideia de que Drácula fundou um hotel num castelo na Transilvânia, para receber outros monstros e proteger a filha do mundo humano não parece ser muito original, mas a forma como isso é abordado torna o filme numa deliciosa diversão.
Ter a perspectiva dos monstros, com medo exagerado dos humanos, sua forma distorcida de festa animada, as suas famílias, o sistema de comunicação do hotel, tudo é bem divertido e foi criado com feliz criatividade.
E tudo reina feliz (ou infeliz) naquele castelo até que um humano chega para acabar com toda a harmonia, pelo menos na ótica de seu proprietário, já que os hóspedes são facilmente enganados e acham que se trata de apenas mais um monstro que está convivendo entre eles.
Mil peripécias, desencontros, olhares e uma cena que ficou historicamente escatológica (as lentes de contato), uma diversão que vale a pena.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
De documentário emocionante
Estou até agora sem palavras, depois que assisti a esse filme eu estou enrolando para falar algo sobre ele (já escrevi outros 13 posts e postergava este).
Não dá mais para fugir.
É difícil falar, pelo menos para mim, afinal Raul foi um dos primeiros nomes na música que me chamaram a atenção, foi uma música dele que eu, com quatro anos, comecei a gostar dessa parada.
Nunca virei músico, nem mesmo sei tocar algum instrumento, mas ela me move.
Ver esse filme (assisti o DVD numa quinta ou sexta à noite), foi legal, me emocionei um bocado com as lembranças que contavam dele, os amigos, os parentes, os parceiros de música e loucuras, eu bebia da fonte, ficava imaginando as coisas e cantava junto as músicas (eu sei quase todas).
É difícil falar, palavras são insuficientes para descrever, o Maluco Beleza era de outra dimensão, um ser fantástico que se fez entre nós para divulgar sua música e suas ideias.
Eu sei que vou assistir novamente a esse filme, mas antes eu preciso de fôlego, tenho que estar preparado, para quem é fã dele, “Raul, O Início, O Fim E O Meio” fala profundamente.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
De polêmicas e brilhantismo
Uma sessão diferente…
Imagens em preto e branco, com tons sépia, trilha sonora totalmente retrô, com jazz, bolero e tango.
Não, eu não assisti nenhum filme clássico, na verdade foi um filme lançado neste ano, mas todo ambientado da forma acima descrita, para dar um ambiente melhor ao personagem, afinal foi uma cinebiografia.
Um dos maiores nomes da primeira metade do século XX no futebol brasileiro, se não foi o maior. Pelo menos ele sabia como atrair a atenção da mídia na época, com seu jeito explosivo, polêmico e futebol refinado.
Se dentro de campo ele era assim, fora dos gramados não era diferente, noitadas, mulheres, cigarros e outras coisas (que na época não eram tão policiadas para os esportistas) faziam parte do seu dia-a-dia.
O filme conta todo esse glamour de seu auge de carreira, mas intercala com seu final melancólico, internado ainda jovem num sanatório em Barbacena, resultado de sua vida desregrada e da sífilis contraída e não tratada.
Essa é a trajetória de Heleno de Freitas, contada por José Henrique Fonseca, que conta com a boa e eficiente interpretação do personagem principal realizada por Rodrigo Santoro. Um filme que faz justiça ao personagem enquanto jogador de futebol e sincero ao homem enquanto mostra sua falência pessoal e clínica.
Duas horas de bom entretenimento.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
De trailer novo e elenco
Hoje, aliás, agora a pouco, foi lançado um novo trailer de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada.
O lançamento faz parte da semana Tolkien, comemorando o autor do universo da Terra Média, que vem sendo comemorada pela American Tolkien Society desde 1978.
Essa iniciativa foi para comemorar não só o Dia do Hobbit, comemorado dia 22 de setembro, considerado a data de aniversário dos dois Hobbits mais conhecidos da Literatura, Bilbo e Frodo Baggins, mas toda uma semana de festivais e outras comemorações.
Mas o restante do Mundo só veio a conhecer e “comemorar” essa semana após o lançamento e sucesso da trilogia Senhor dos Anéis, já que antes era um evento mais restrito aos fãs da Terra Média.
Eis o elenco que participará dos filmes da trilogia O Hobbit:
- Martin Freeman – Bilbo Baggins
- Ian McKellen - Gandalf
- Andy Serkis - Sméagol
A companhia dos Anões:
- James Nesbitt – Bofur
- Adam Brown – Ori
- Richard Armitage – Thorin Escudo de Carvalho
- Aidan Turner – Kili
- Dean O’Gorman – Fili
- Graham McTavish – Dwalin
- John Callen – Oin
- Stephen Hunter – Bombur
- Mark Hadlow – Dori
- Peter Hambleton – Gloin
- Ken Stott – Balin
- Jed Brophy – Nori
- William Kircher – Bifur
Outros personagens:
- Jeffrey Thomas – Thror
- Mike Mizrahi – Thrain
- Cate Blanchett – Galadriel
- Hugo Weaving – Elrond
- Elijah Wood – Frodo
- Orlando Bloom – Legolas
- Mikael Persbrandt – Beorn
- Sylvester McCoy – Radagast, o Castanho
- Lee Pace – Thraduil
- Bret McKenzie – Lindir
- Stephen Fry – Esgaroth
- Evangeline Lilly – Tauriel
- Barry Humphries – rei dos Orcs
- Luke Evans – Bard
- Benedict Cumberbatch – Smaug
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
De adaptação incompleta
Hoje fui ao cinema com uma boa expectativa, afinal, até hoje, todos os filmes que eu havia assistido que tinham a temática Espírita foram bem adaptados para as telonas.
Sim, até hoje, eu achei que E A Vida Continua ficou devendo.
Confesso que não li o livro, existem tantos livros para ler que ele ainda está na fila de espera, mas isso não influenciou negativamente.
O enredo é fácil de entender, ele é leve, mas ainda assim, não sei explicar direito, o filme demora a decolar.
O início demora um pouco para deslanchar no começo, é necessário para caracterizar bem os dois personagens principais, que são os fios condutores de toda a trama, em seguida os acontecimentos fluem bem, talvez até um pouco rápido demais, mas o tempo usado no detalhismo inicial cobra sua conta no final.
Sei que a obra é extensa, detalhada e conta uma linda história de redenção e amor fraternal, a película reflete isso bem, mas o final acaba atropelando a história, ou melhor, a falta de tempo atropela tudo.
Pequenas informações, sobre como determinados personagens desencarnados aceitam o que lhes aconteceu e a bela opção da reencarnação que lhes é oferecida ficou subentendida, quem conhece a doutrina compreende que essa lição preciosa foi suprimida da história, quem não teve contato com os ensinamentos kardecistas fica sem compreender os fatos.
Isso fez com que o filme ficasse incompleto, sei que uma obra dessas é muito cara, mas a opção seria dividi-la em duas partes, para melhor explorar suas nuances, porém, como não é um filme de ação, achar um gancho para dividi-la em duas partes torna-se inviável, esse é o impasse.
Esse dilema tem que ser melhor trabalhado num próximo trabalho de adaptação, afinal são histórias belas e riquíssimas que tem grande potencial para serem adaptadas ao cinema e divulgar mais a bela obra de Kardec e seus discípulos.
sábado, 15 de setembro de 2012
De planos de emergência
Esqueça o rigor histórico.
Esqueça a seriedade que reflete o personagem real.
Divirta-se com uma realidade paralela onde tudo pode acontecer, seres sobrenaturais cruéis e sanguinários, um homem em busca de vingança, um grande segredo.
Tudo isso você encontra em Abraham Lincoln Caçador de Vampiros, um tipo de filme que tende a virar febre em Hollywood.
Como assim? Personagens reais ou histórias clássicas sendo recontadas com um pouco de terror, o filme é adaptado de um livro homônimo que segue esses moldes e existem já outras publicações no gênero, portanto, em breve, poderemos ter novas obras similares.
Neste filme em questão, o presidente americano perde, ainda na infância, sua mãe, vítima de um sugador de sangue, o, então, garoto presencia a cena e jura vingança.
Sem conhecer os segredos dos terríveis seres, ele tenta usar os métodos tradicionais para “eliminar” o assassino de sua mãe, sendo que seus planos dão errados e ele é salvo por um homem misterioso que lhe oferece ajuda e treino para cumprir sua promessa.
Assim começa a saga de Abe, um homem normal durante o dia e um caçador de vampiros à noite.
Enquanto a história se desenrola levando o caçador à presidência, seus rivais se organizam de forma que sua organização seja perpetuada, com fortes raízes no sul dos EUA.
O ápice do confronto se dá quando irrompe a Guerra Civil, com os seres das trevas apoiando os confederados.
Traições, ação, sangue e segredos fazem o filme ágil e interessante.
Afinal, “a História prefere lendas a homens”.
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