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domingo, 19 de janeiro de 2014

A vida e o desconhecido

A delícia e beleza da vida é que ela pode ser comparada com um grande oceano, há dias de calmaria, dias de tempestade, grandes movimentos e o desconhecido.

O desconhecido sempre nos desperta o medo, a ansiedade, a insegurança, nesse momento você começa a pensar e pensar, mas quer se proteger, acaba sendo pessimista, olhando sempre pelo pior ângulo, esquecendo que muitas vezes o desconhecido nos trás a oportunidade de uma virada na vida para algo melhor.

No momento em que o oceano nos apresenta um novo mundo, desconhecido, por mais que o medo seja despertado, muitas vezes o melhor a fazer é aceitar o desafio, mergulhar nas águas que se oferecem, descobrir o novo que se descortina a sua frente, nunca é garantia, mas o que podemos encontrar ao final da jornada é o pote de ouro do final do arco-íris.

Sempre procure ver os desafios com otimismo e bons olhos, a vida lhe sorrirá de volta.




domingo, 18 de agosto de 2013

Hipóteses e variáveis



Faz algumas semanas, eu pensei numa possibilidade, e se determinado personagem histórico tivesse morrido antes da hora. Algo como uma década antes de sua morte real. Não importa se esse personagem fosse um agente do bem, criador de um tratamento médico revolucionário, ou um agente do mal, como um ditador sanguinário. O que isso mudaria no Mundo?

É um tema interessante, talvez, quando eu ficar menos preguiçoso, ou ter um pouco mais de tempo para realizar algumas pesquisas para fundamentar essa hipótese, quem sabe uma história a esse respeito não veja a luz, quem sabe.

Mas o curioso foi que hoje, lendo uma revista, vi uma matéria sobre dez personalidades que mudaram o rumo da humanidade para o bem ou para o mal. Eles eram presidentes, psiquiatras, pessoas que realmente são conhecidas em qualquer lugar do planeta. Para cada texto que falava sobre os motivos pelo qual aquela pessoa havia sido escolhida, havia um pequeno box onde se especulava como o Mundo estaria sem aquela pessoa e seus legados. Algo superficial, mas com um claro fundamento de estudiosos da história.

Lógico que isso é uma especulação, já que ninguém garante que se este ou aquele personagem não existisse, um outro personagem, com perfil similar, não assumiria as rédeas da história e realizaria feitos parecidos, deixando o trem da história seguir um caminho que se não for o mesmo, algo muito próximo.

Tudo muito teórico, ninguém pode garantir o que aconteceria. Mas realmente, é divertido ficar imaginado essas coisas.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Inverno

Já não me lembro mais quanto tempo que eu escuto sobre os fenômenos El Niño e La Niña, que acontecem no Oceano Pacífico e por deslocamento de correntes aéreas e massas de ar seco ou úmido, acabam influenciando o clima no centro-sul do país.

Neste ano, não sei o motivo, nenhum desses fenômenos foram observados por cientistas e meteorologistas, daí, no dia 21 de junho, quando começou o inverno por aqui, a notícia que ele seria um inverno normal. Eu comemorei com um tweet, falando disso e completei que não me lembrava da última vez que havia tido um clima normal durante o inverno.

De certa forma é verdade, faz alguns anos que o inverno aqui é seco, algumas vezes a temperatura mal cai, deixando uma sensação estranha. Não vou falar que isso tem a ver com aquecimento global, progresso ou algo parecido, por um motivo, eu não sei a origem desses fenômenos.

Eu me lembro da primeira vez que eu ouvi falarem de El Niño, foi nos anos 1980, no começo daquela década, quando o fenômeno causou um clima totalmente diferente do esperado no Nordeste do país, causando um quadro de flagelo. Eu me lembro de diversas iniciativas humanitárias para arrecadar donativos para os desabrigados.

De lá para cá, as notícias falavam dos fenômenos e de suas influências no clima nacional, quase sempre de forma negativa.

Bom, o fato é que neste inverno não há influências, estamos vendo o inverno como deveria ser sempre, ou pelo menos assim falam os especialistas.

Nesta semana tivemos boas amostras do que sempre teríamos: chuvas constantes, regulares, temperaturas entre 15 e 19 graus. Um quadro que, involuntariamente, eu guardava na memória. Não sei quantas vezes eu me peguei relembrando de um quadro assim, dia cinzento, temperaturas amenas e chuva, exatamente como hoje. Uma sensação de deja vu, algo que me deleitou, enfim, parece que eu hoje vivi numa dobra espaço-temporal que por algum motivo sempre acalentei e sonhava reviver.

Não importa o quanto a vida lhe mostre a sua face dura, você sempre se maravilha com coisas mínimas que ela lhe oferece, basta você ter a sensibilidade de aproveita-las quando elas se apresentam.

domingo, 26 de maio de 2013

A fronteira final

O espaço, a fronteira final… desde que o homem olhou para o céu noturno e viu as estrelas, ele sonha em conquista-lo. Foi assim que surgiram os deuses, foi assim que se desenvolveram ciências, foi assim que se criou a ficção.

Nomes como Galileu, Júlio Verne, Méliès, entre outros, todos, a seu modo, sonharam com o céu estrelado.

E esse sonho ganhou contornos mais nítidos à medida que a tecnologia de filmagens permitia filmes e séries como Jornada nas Estrelas, Perdidos no Espaço, Guerra nas Estrelas, E. T. e tantos clássicos. Mas essa é só a parte lúdica da conquista espacial, o sonho da ficção. Ficção esta que vai cada vez mais ganhando massa e se tornando palpável.

Talvez uma viagem ao espaço ainda demore a ser feita, por causa dos custos envolvidos e pela necessidade de se conseguir a manutenção da vida humana, já que as distâncias são incomensuráveis e não existe uma tecnologia que atinja e supere a velocidade da luz para cobrir as mesmas. Mas hoje em dia sondas espaciais já se encontram no limiar do sistema solar conhecido e ainda seguirão além, mandando dados para a Terra enquanto suas baterias tiverem cargas, depois elas rumarão ao desconhecido, solitárias e mudas, desbravando o desconhecido e instigando novos sonhos à já fértil imaginação humana.

Telescópios cada vez mais potentes e das mais diferentes tecnologias vasculham os confins do céu, capturando imagens inéditas, descobrindo galáxias novas, dando mais nitidez aos astros já conhecidos.

Talvez o espaço seja a fronteira inalcançável e o homem nunca ultrapasse a distância da Lua, mas com os desenvolvimentos científicos da humanidade, seu imaginário já ultrapassou todos os seus limites.

domingo, 1 de janeiro de 2012

De sonhos

Eu nunca gostei de impessoalidade, sempre que tenho condições, prefiro falar pessoalmente do que por telefone, mas isso quando é na mesma cidade.

Quando a gente mora em cidades diferentes como fica?

Ainda mais com a facilidade que a revolução cibernética trouxe para nós, com e-mails, aplicativos de bate-papo e redes sociais?

Tudo bem, isso é uma facilidade, prático, mas muito frio.

Você não consegue saber o que se passa do outro lado, as palavras escritas não exprimem o sentimento, a interpretação cabe ao interlocutor, muitas vezes ela falha.

Depende do seu próprio estado de espírito, da capacidade de absorver a mensagem escrita e, às vezes, de interpretar mesmo o texto.

Também depende de quem escreve, tentar ser o mais claro possível, evitar mentiras (acho que a maior piada que existe depois que o computador ficou acessível é aquela do marmanjo que se passa por uma linda mulher num chat) e tentar não deixar espaço para dupla interpretação.

O problema é que não existe uma ética a ser seguida, cada um faz o que acha certo.

Nessas horas talvez o telefone seja a solução, já que não existe a possibilidade de poder estar diretamente com o interlocutor, mas aí depende dos dois lados estarem dispostos a isso.

Bom, tudo isso é divagação e sonhos, mas o que posso fazer, tenho de formação de berço adotar sempre a sinceridade e a franqueza.