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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Desafios da guerra aérea

Ano passado eu falei de duas minisséries produzidas por Tom Hanks e Steven Spielberg sobre a segunda guerra mundial, Band of Brothers e The Pacific, que são excelentes narrativas sobre a II Guerra Mundial. Pois bem, a dupla está finalizando um acordo para realizar uma terceira minissérie sobre o grande conflito.

Dessa vez o objetivo é contar as missões que a oitava força aérea recebeu no teatro europeu da guerra. Não só as batalhas em si, mas também o dia a dia dos seus pilotos. Quem já viu as minisséries anteriores sabe que a carga dramática para essa nova minissérie promete, assim como o realismo, enfim, uma promessa de uma grande produção.

Master os The Air (Mestres do Ar, livre tradução), é baseado num livro homônimo escrito por Donald L. Miller. Se tudo der certo e a produção começar logo, no começo de 2014 ela será exibida no canal de assinatura HBO nos EUA e logo em seguida aqui no Brasil.

Aguardamos ansiosamente.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Uma rixa familiar

Curioso quando a realidade e a ficção se unem para contar uma história. Assim é a minissérie Hatfields & McCoys, exibida no Brasil pelo canal de assinatura Space.


A história é baseada na guerra particular entre as duas famílias, vizinhas, que durou quase quatro décadas, tendo se iniciado no final da Guerra Civil Americana e praticamente terminada nos anos 1890. Não vou pesquisar a história em si para saber as origens do confronto, mas os Hatfields (moradores de West Virginia) e os McCoys (habitantes do Kentucky) viveram numa fronteira próxima da loucura bélica.

Acredito que a disputa tenha sido bem documentada, principalmente depois de envolver os governadores dos dois estados e a Justiça Federal dos EUA, mas ainda assim a série apresenta alguma coisa de ficcional. Pode ser impressão minha, ou mesmo direcionado, não sei, mas parece que a série privilegia o lado Hatfield da contenda. Não os tornando os mocinhos ou vítimas, mas porque o nome principal do elenco, Kevin Costner, interpretava o patriarca Willian Anderson “Anse Devil” Hatfield, seu antagonista Randolph “Ole Ranl” McCoy era interpretado por Bill Paxton.

Aparentemente (pura impressão minha) os atos da família Hatfield são mais acompanhados pelas câmeras, dando um quê de protagonistas a estes, em detrimento dos McCoys. Mesmo sabendo que nenhum dos lados tinha razão, há momentos em que você se deixa envolver pela história e começa a torcer para que o ‘time’ de Kevin Costner.

Uma trágica história de orgulho, arrogância e vingança, a verdade é que podemos reduzir a história a essas três palavras.

Colocando esses fatos de lado podemos dizer que o trabalho da equipe de produção é muito bem feito. Posso dizer que fazia muito tempo que eu não assistia um western de tão boa qualidade.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

De últimas aquisições

Nestas últimas semanas eu fiz muitas compras, mas não foi surto consumista… tá, até que foi um pouco sim. Mas apesar disso não vou me enforcar financeiramente por isso, é que quando há um pouco de planejamento, chega uma hora que o dinheiro sobra para as extravagâncias.

Além disso, eu tenho um faro apurado para descontos e promoções, 30, 40 e, muitas vezes, 50% de descontos nas compras, essas coisas. Pensando bem, talvez o meu gosto seja um pouco diferente do geral, então eu acabo achando o que quero mais em conta, por não ter uma procura tão grande. Aulinha básica de economia, Lei da Oferta e da Procura, quanto menos pessoas estão dispostas a comprar determinado produto, este sobra no mercado e a oferta acaba diminuindo o seu valor.

Vamos à lista (incompleta) de compras:

Livros:

A Bússola de Ouro
A Faca Sutil
A Luneta Ambar

Band Of Brothers

Fahrenheit 451

Marley e Eu

1984

A revolução dos Bichos

Jogos Vorazes
Em Chamas
A Esperança


Faltam sete livros chegarem (eu não atualizarei o post)

DVDs:

Fantasia (duplo)

Batman Begins

Batman O Cavaleiro das Trevas

Carros 2

Procurando Nemo

Lillo e Stitch

Ratatouille

A Paixão de Cristo

Minha Amada Imortal

Primeira temporada de Sherlock Holmes (da BBC)

Primeira temporada de Torchwood (da BBC)


CDs:

Guarabyra – Lembranças do Futuro

Alceu Valença – Ao Vivo do Marco Zero

Joe Sartriani – Super Colossal

Lynyrd Skynyrd – Nuthin’ Fancy


Faltam chegar dois CDs importados dos EUA (eu não atualizarei o post).

domingo, 19 de fevereiro de 2012

De realismo bélico II

Aproveitar o feriado e tentar colocar leitura em dia, eu pensei nisso, mas aí olho para a estante acima da tv e…

Vários filmes e séries, e algumas eu só assisti no cinema ou quando foram exibidas a primeira vez na tv, por mais que eu goste de ler, acho que vou partir para uma maratona na frente da tv.

Afinal, pelo menos 10 horas de série eu tenho garantidas para ver.


Esse é o tempo para os dez episódios de The Pacific.

A série, assim como Band Of Brothers, também é uma produção da dupla Spielberg e Hanks e aborda a Segunda Guerra Mundial.

A diferença, como o nome já diz, é que ela mostra o cenário asiático da guerra, onde o Japão, praticamente sozinho, enfrentou os aliados.

Estamos mais habituados ao cenário europeu, com o grande inimigo alemão, então estranhamos um pouco essa série, mas a qualidade novamente supera qualquer estranheza.

Não sei o motivo, mas daria uma bela tese de pós-graduação, mas o fato é que as batalhas europeias são mais exploradas pelo cinema, talvez o mito de Hitler seja mais vivo, talvez porque a perseguição nazista aos judeus tenha grandes influências em Hollywood, já que boa parte dos seus engravatados é de judeus (quero deixar bem claro que considero o Holocausto um dos capítulos mais cruéis da humanidade), vai saber.

Mas as imagens que vemos nessa série mostram que as lutas foram tão ou mais encarniçadas que as que ocorreram na Europa, a tradicional determinação japonesa fez desse país um adversário tão ou mais terrível para os americanos que os alemães.


Vários momentos ao longo da série são marcantes, mas o que teve maior tensão para mim foi um que ocorre logo após um bombardeio de uma vila, navios americanos fazem uma barragem de fogos por vários minutos, deixando a vila em ruínas.

Após isso, alguns fuzileiros (os famosos Mariners) entram na terra arrasada, para localizar sobreviventes, um dos personagens protagonistas está entre eles.

Com cobertura, ele entra em um casebre semidestruído, lá dentro uma asiática gravemente ferida geme de dor, minutos tensos se passam com o soldado encarando a mulher, sem saber que ela tem oculta nas mãos uma granada, pronta para ser detonada ao menor movimento hostil que o soldado faça.

Nessa hora a humanidade falou mais alto, esquecendo que o perigo (ela é japonesa), ele se compadece de seu estado, coloca de lado sua arma, pega um medicamento (provavelmente sulfa, muito usada na época) e tenta amenizar as dores da mulher.

Ela morre, sem detonar a granada, a qual o soldado não desconfia da existência.

Só lembrando que a série foi baseada em dois livros escritos por sobreviventes do conflito, portanto, mesmo que houvesse algum exagero heroico na cena, algo semelhante aconteceu, mostrando que mesmo na guerra ainda existe humanidade e compaixão em todos nós.

Mais uma série que vale a pena ver.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

De realismo bélico

O que esperar quando dois nomes consagrados do Cinema se juntam para contar uma boa história?

Duas horas não seriam o suficiente para isso, né?

Bem, coloque então 11 horas e 45 minutos, está de bom tamanho?

Sim, não é um filme, mas uma minissérie.


10 capítulos contando ou acompanhando uma companhia de paraquedistas durante a Segunda Guerra Mundial, começando com seu treinamento, passando pela grande batalha do Dia D, além de outras batalhas, até chegar à rendição alemã, em 1945.

Tudo isso aconteceu, não a guerra, isso todo mundo sabe, mas a minissérie, simplesmente Tom Hanks e Steven Spielberg se uniram no projeto de captar em tela o livro Band Of Brothers, de Stephen E. Ambrose.

O projeto surgiu ainda nos anos 1990, quando os dois se uniram para contar a história O Resgate do Soldado Ryan, vindo à luz no ano de 2001, sendo exibido pela rede de televisão HBO.

Com ambos como produtores, Hanks ainda faz uma ponta no primeiro episódio e dirige o quinto, o trabalho foi esmerado para reproduzir com fidelidade todo o ambiente bélico.

Contou com armas verdadeiras, veículos e tanques originais do período, além de ter mais de 10 mil atores e figurantes em toda a série.

Além disso, eles contaram com a colaboração e consultoria de veteranos da Easy Company (Companhia E), que orientaram em muitos detalhes como as cenas deveriam ser gravadas.

Aliás, o charme da série é justamente o depoimento dos veteranos ao final de cada episódio, relembrando das dificuldades, dos amigos mortos, das diversas histórias que passaram, deixando um legado pacifista ao projeto.

Band Of Brothers, uma aula sobre eventos decisivos da Segunda Grande Guerra, vale a pena.