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domingo, 4 de novembro de 2012

De cavaleiros, andróides e monstros

Quando eu li o primeiro livro dessa série (provavelmente uma trilogia, já que até agora só foram lançados dois livros), eu fiquei bastante descrente sobre a sequência obra.

Achei o enredo do primeiro livro simples e com muitos momentos forçados, mesmo tendo diversas qualidades. Bem, confesso que o segundo livro me surpreendeu positivamente, afinal Crônicas dos Senhores de Castelo – Efeito Manticore mostrou boa evolução de trama e enredo.


Ainda deixa um pouco a desejar com diálogos, mas eles já não são tão superficiais, a forma como são feitas as viagens interplanetárias foi muito bem construída, os mistérios que envolvem a missão (que surge de forma inesperada) são condizentes, mas o principal, os grandes desafios que os esperam no desconhecido planeta Breasal são o trunfo da história.

Há um crossover no livro, com personagens do livro A Ira dos Dragões, livro que não conheço e nada posso falar a respeito, o que torna esse um fato até agora único, já que o cruzamento de personagens de várias publicações, que é algo relativamente normal nas Histórias em Quadrinho, aparentemente nunca aconteceu na literatura, mesmo na literatura de fantasia. O mais próximo que temos disso é a publicação As Aventuras da Liga Extraordinária, mas isso é história em quadrinhos e que, posteriormente, foi adaptada para o cinema.

Os personagens continuam carismáticos, destemidos e não vacilam em entrar em combate quando o perigo se avizinha. Seus poderes são melhor explicados e, em alguns casos, até evoluíram, tudo torna o livro fácil de ler. E o gancho para o terceiro livro é de tamanho gigantesco, devemos aguardar o, eu espero, breve lançamento das novas aventuras a serem narradas nas Crônicas dos Senhores de Castelo.

sábado, 11 de agosto de 2012

De cavaleiros, andróides e magia

Não sei se todo mundo conhece RPG (Rolling Play Game), trata-se de um jogo onde a interpretação do personagem é importante, ou seja, você não só movimenta o peão (normalmente uma pequena escultura em plástico ou metal representando o personagem) como tem que dar-lhe personalidade e demais características.

Bem, esse livro de fantasia é quase um RPG, já que o enredo coloca os personagens em situações onde o leitor pode bem se imaginar representando ou mesmo enfrentando o desafio.


Apesar da criatividade, dando origem a um universo (ou melhor, multiverso) totalmente novo, cheio de magia, personagens de carisma, animais fantásticos, seu enredo é mediano.

Talvez a minha escala de cobrança seja alta e eu esteja sendo severo demais, mas houve momentos em que eu senti falta de profundidade em situações ou diálogos, soluções frágeis para se sair de problemas, reviravoltas de enredo forçadas.

Ainda assim, existem momentos em que você torce para que tudo melhore, pois você vê o potencial da trama, dos personagens e sente que falta algo, que tudo fica aquém.


A mistura de magia, armas medievais e armas mais modernas (como revólveres), ver os protagonistas (o lado do bem) matar seus adversários, é incomum, ver personagens mudar de lado, já é mais usual, mas ainda assim, eu acredito que tudo poderia ser mais bem explorado.

Existe ainda um volume dois, vou dar mais uma chance para a série, mas confesso que estou descrente.