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domingo, 22 de abril de 2012

De diários de viagem - a parte final

Vamos tentar fechar essa viagem, já que essa, que era para ser a melhor parte, não foi do meu contento.

Sábado iríamos viajar, então levantamos cedo, né?

Errado, pelo menos eu levantei, mas a indefinição da viagem criou um clima de marasmo, sei lá, de repente definiram.

Pega uma mochila de mão e só toalha, roupa de banho e mais nada, vai ser bate e volta.

Devo ter esquecido meu humor aqui, pois eu fiquei azedo até, eu queria passar dois ou três dias na praia, mesmo que não fosse a mais sossegada, só para relaxar.

Fomos e voltamos pela Rodovia dos Imigrantes, com seus túneis, curvas e paisagem bela.

Não me lembro de ter andado por túneis como andei ali, acho que me lembraria da cacofonia que é o barulho dos motores dos carros lá, a reverberação do som, os ecos, é tudo ensurdecedor.

O engraçado foi que me lembrei do filme Daylight, onde quase todo enredo se passa dentro de um túnel.

Guarujá é uma cidade praiana como outras, o diferencial foi a fama que angariou ao longo dos anos como cidade de veraneio dos bem nascidos.

De fato, os bairros dos “diferenciados” são atraentes, a Marina, onde ficam diversas embarcações caríssimas, é de se lembrar para sempre, não por ela em si, mas por algumas dessas embarcações.

Ali, no restaurante (onde qualquer mortal com uma cara-de-pau um pouco maior pode beber ou comer algo, mesmo não tendo embarcações ali aportadas), se você prestar um pouco de atenção, pega conversas jogadas ao vento falando de Europa, investimentos, ações e outras coisas que a maioria de nós sequer tem dimensão do que se trata.

O passeio por Guarujá foi isso, city-car, passeamos de carro pelas praias e paramos na Marina, nem vou comentar mais.

O único ponto bom desse dia foi que atravessamos a balsa e fomos para Santos, onde iriamos realmente almoçar.

Pegamos a avenida que beirava a orla e ela estava pra lá de congestionada.

Com esse problema, porque foi bom?

Era dia 14 de abril, e a data era o motivo da aglomeração.

Eu apesar de toda a conspiração contra, estava em Santos no dia do aniversário de cem anos do Santos Futebol Clube e estava passando em frente ao palco da festa.

Santos me pareceu ser igual às outras cidades, mas com um porte maior, muitos prédios na orla e me pareceu até que organizada para uma cidade que foi fundada no século XVI.

Mas, não sei se era o clima festivo, o fato de ser lar do clube, a praia, eu me senti em casa ali, acho que todos esses fatores me levaram a esse sentimento e, se eu puder, vou residir ali ainda.

Como eu disse, foi bate e volta, à noite estávamos em São Paulo de novo.

Domingo foi mais um bate e volta, dessa vez foi mais próximo.

Seríamos levados até um sítio na cidade de Suzano.

Tá, a viagem foi mais curta, seguimos pela Rodovia Anchieta, que também levaria ao destino do dia anterior, ela também tem um cenário bonito, só não sei se tem túneis, mas ela passa ao lado da Represa de Guarapiranga, uma das fontes de água potável da Grande São Paulo.

O sítio na verdade é um terreno grande numa área de zona rural da cidade de Suzano, uma região de serra onde a temperatura caiu bastante no final da tarde.

Lá haviam sido plantadas várias árvores frutíferas, havia uma piscina, a casa sede, a casa para o caseiro e um galpão que mais parecia uma varanda grande com quartos para hóspedes nos fundos.

Almoçamos lá, ficamos até o frio nos expulsar, então voltamos para a capital.

Como ninguém tinha nada planejado para a segunda-feira, acabaram nos levando para fazer compras de roupas e lembranças, isso numa loja enorme, de uns três andares, passamos lá bem entre uma hora e meia e duas horas.

Mais à noite voltamos a sair e ir passear em shopping, mais algumas compras.

Terça-feira não havia muito o que fazer, arrumar as malas, guardar as compras, tomar café da manhã e ir para o aeroporto, embarque pouco depois do meio dia.

Novamente procedimentos habituais para quem viaja, voo tranquilo, até o momento do pouso, quando a aproximação já estava em andamento, uma informação veio da torre de comando juntamente com uma ordem, arremeta, aborte o pouso.

Logicamente os passageiros não souberam dessa comunicação no momento, apenas compreenderam que o piloto havia feito uma arremetida, aliás, foi a primeira vez que aconteceu comigo, depois de terminado o procedimento o piloto informou a todos, esclarecendo o motivo, outro avião estava na pista (não sei se ele havia atrasado a decolagem ou as manobras de pouso), portanto nós não poderíamos usa-la naquele momento.

Isso atrasou o pouso entre três e cinco minutos, nova aproximação e o pouso foi autorizado, dessa vez sem problemas.

Assim termina a saga dessas férias, algumas lições aprendidas, frustrações e alegrias, acho que no balanço não posso reclamar muito, vamos ver o que acontecerá na próxima.


sábado, 21 de abril de 2012

De diários de viagem - monumentos e shopping

Vamos voltar a falar das férias.

Eu estava relutando, mas por um bom motivo, a partir da sexta e comecei a passar um pouco de desconforto de humor (tentando ser educado ao falar).

Como eu disse antes, a anfitriã gosta de fazer o que ela quer, independente do planejamento dos outros, e ela queria mostrar tudo o que pudesse no período em que nós estivéssemos lá, como se eu não conhecesse São Paulo.

Mas vamos deixar de ser desagradável e tentar contar os fatos.

Como na quinta-feira eu tinha conseguido fazer tudo o que queria e precisava na capital, tinha um dia para que ela, a anfitriã, fizesse suas vontades.

Devido aos afazeres domésticos, na parte da manhã ficamos livres, como o Monumento da Independência era do lado, fomos conhecer de perto.

Não posso dizer o contrário, é interessante, saber que ali a História aconteceu, ali estava o Riacho Ipiranga (hoje bem poluído), ali tinha uma pira em homenagem à independência.

Uma rampa de asfalto leva ao Museu da Independência (não fui lá, não estava com paciência para beber tanta História, o que já estava vendo estava bom), como o parque é aberto, diversos skatistas estavam lá, praticando, mas tudo na boa, ninguém incomodava ninguém.

Do lado esquerdo da rampa (para quem está subindo) há uma pequena construção, bem modesta, não sei, mas provavelmente é uma réplica da casa onde a comitiva de D. Pedro I parou em sua jornada e onde, supostamente, foi dado o famoso Grito do Ipiranga.

No alto da rampa há uma pequena praça ornada com mastros de bandeira, todos os Estados e o Distrito Federal estão ali representados.

O Monumento em si é uma construção ladeada pelos quatro lados por diversas estátuas, as quais relembram diversos movimentos de independência e batalhas que se seguiram ao ato de D. Pedro I, batalhas na Bahia, Tiradentes, um lorde inglês que comandou a resistência contra os Portugueses em um estado (não vou me lembrar, nem do nome dele, nem de onde foi essa resistência), enfim, vários nomes que contribuíram para a construção do que hoje é o Brasil.

O lugar é legal, para quem estava com a manhã ociosa foi um bom passeio.

Após o almoço eu não sei o que aconteceu, também não seríamos levados para conhecer algum lugar, diante disso, aproveitando o cansaço que estava, dormi um pouco para me recuperar dos dois dias anteriores.

Ao final da tarde, sei lá, foi depois das 18 horas, finalmente nos chamaram para sair.

Fomos a um shopping, não vou saber dizer o nome, pois eles falaram em ir a três ou quatro shoppings diferentes, até que finalmente decidiram-se por um.

Sem ser chato, quem conhece um shopping conhece todos, há poucas variações na estrutura deles, o que muda, na verdade, são as lojas.

Mas lá fomos nós, passei no quiosque de revistas e comprei algo para ler lá, enquanto eles olhavam vitrines e um ou outro produto, vai entender.

Eu sei que ficamos lá até às 22 horas, pois na hora em que saímos o shopping estava fechando.

Detalhe, apesar da praça de alimentação, nós não havíamos jantado, fui descobrir o porque assim que saímos do estacionamento do lugar.

Um telefonema rápido e nós seguíamos para a cidade de Santo André, íamos até a casa de um filho da anfitriã, comer pizza lá.

Passamos por São Caetano no caminho, vou ser sincero, eu não conheço o lugar, se o anfitrião não me fala que estávamos nesta ou naquela cidade, eu não saberia diferenciar, as cidades da Grande São Paulo cresceram tanto que a fusão entre elas engana quem não as conhece, ainda mais durante a noite.

Não posso reclamar, pois o fim de noite foi agradável, o casal que nos recebeu era agradável e tinham bons assuntos para se conversar, a pizza estava boa e lá tinha cachorros, hehehe.

Voltamos para o Ipiranga, pois no dia seguinte pegaríamos estrada e meu humor se escoaria mais rápido ainda, mas deixa para depois, aliás, vou tentar condensar os três últimos dias num post para tentar não transparecer tanto minha “felicidade”.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

De diários de viagem - Velhas Virgens Indie Rockin' Beer

Como eu disse no último post, voltamos para a casa dos anfitriões de taxi por ameaça de chuva.

E choveu, alagou diversas ruas e bairros em São Paulo.

Mas eu tinha um último compromisso, deveria ir ou não?

Era a data do lançamento da cerveja artesanal das Velhas Virgens, não seria a única oportunidade, eles virão aqui no mês de Junho, mas eu havia levado um peso extra na bagagem só para aproveitar a data.

Tinha levado um livro que já li só para pegar um autógrafo do autor, o vocalista da banda, o Paulão de Carvalho.

Ir ou não ir, fiquei com a dúvida similar a de Hamlet por alguns minutos, então decidi, iria sim.

Banho tomado, eu teria que me virar, o anfitrião havia ido para Santo André, um compromisso o levara até lá, ficaria muito chato eu esperar ele voltar para me dar uma carona até o Shopping Center Norte.

E ainda bem que era no Center Norte, Shopping que eu conheço desde o final dos anos 1980, assim eu sabia como chegar lá sem grandes dificuldades.

O que eu fiz?

Simples, devido ao horário já avançado (a cerveja seria lançada às 17 horas), eu não teria como pegar um ônibus, fui até um ponto de táxi, duas ou três quadras de onde eu estava hospedado.

Por causa da chuva, o taxista não quis enfrentar a Marginal Tietê, seria um congestionamento que não valeria o esforço, então ele me levou até a estação de metrô mais próxima, Estação Altos do Ipiranga (linha verde).

Segui até a Estação Paraíso, onde fiz a baldeação para a linha azul, seguindo até a Estação Portuguesa-Tietê, no terminal rodoviário do Tietê, que fica ao lado do Shopping.

Lá peguei outro táxi (estava chovendo ainda) até o Shopping.

Cheguei lá, fui até a Cervejaria Munique, que eu já conhecia de outras idas a São Paulo, o pessoal da banda estava lá, cumprimentei e peguei o autógrafo do Paulão e fiquei esperando vagar uma mesa, isso demorou alguns minutos.

Depois de instalado, eu pedi uma cerveja, uma porção de fritas e apreciei o sabor forte e encorpado da “Velhas Virgens Indie Rockin’ Beer”.

Não sou nenhum especialista, aliás, bebo pouco, mas sei quando uma bebida merece atenção especial e essa não é uma cerveja comum, não sei explicar o que a diferencia, como disse não sou expert, mas posso dizer que foi um momento ímpar.

Só lamento não ter encontrado o pessoal do Staff do Buteco do Paulão, do twitter, eu sei que os que moram em São Paulo estiveram lá, queria conhece-los pessoalmente, já que toda sexta-feira participo da brincadeira do buteco, onde por uma hora o povo faz uma bebedeira virtual no twitter, de forma bem sadia e com alto astral.

Feito isso, voltei pelo mesmo itinerário, e antes das 21 horas já estava na casa dos anfitriões, são e salvo.


De diários de viagem - febre nerd

Vamos continuar a caminhada pela Alameda Santos.

Seguimos por ela até chegarmos na Rua da Consolação, dobramos a esquina para a esquerda e andamos uma quadra até a Alameda Jaú, dobramos a esquina para a direita e andamos cerca de meia quadra.

Ali meu sangue nerd ferve afinal eu estava na frente de uma das mais conhecidas lojas especializadas em Histórias em Quadrinhos do país, a Comix.

Bom, eu leio HQs desde que me conheço por gente, não só Turma da Mônica, Disney e outras mais infantis, mas também quadrinhos de super-heróis e quadrinhos com temáticas mais adultas (da linha Vertigo e Marvel Max) americanas ou europeias.

Em uma ou outra edição havia a propaganda de uma loja especializada nesse tipo de publicação, a Comix, contendo endereço eletrônico e endereço físico.

Em uma das minhas muitas idas a São Paulo eu anotei o bendito endereço e descobri que ficava fácil de chegar lá, afinal ela fica a duas quadras da Avenida Paulista.

Passar vontade não espelha o que um nerd fã de quadrinhos passa lá dentro, é pouco.

Pois o lugar não possui em exposição apenas revistas, mas tem também diversas miniaturas e memorabílias relacionadas aos personagens, DVDs e outras mídias, enfim, tudo relacionado direta ou indiretamente aos quadrinhos.

Lá já comprei raridades como a edição “Showcase Jonah Hex”, uma edição especial de Watchmen, além de outras publicações menos raras, mas ainda assim importantes.

Como eu disse, estava sem verbas, só passei lá para ver as miniaturas expostas, alguma coisa a mais, mas tudo muito rápido.

Porque a rapidez?

Simples, quando cruzei a Avenida Paulista, para os lados do Paraíso, diversas nuvens pesadas de chuva estavam se formando, no dia anterior uma chuva já havia fechado a pista de Congonhas, não queria ser colhido na rua por outro aguaceiro (se bem que no próximo post contarei que eu encarei essa chuva).

Como estávamos a pé, pegamos um taxi e fomos para o Ipiranga, para a casa dos nossos anfitriões.


De diários de viagem - memórias gustativas

Na verdade, depois da ida à Compact Blues eu deveria ir para a casa dos anfitriões, não por compromissos, mas por que quase todos os recursos que eu havia separado para gastar em São Paulo haviam sido consumidos com os CDs, mas eu tinha que passar em dois lugares, por memória afetiva (se posso usar o termo), mesmo não entrando eu tinha me prometido passar em frente, vai entender as loucuras.

Bom, saímos da Compact Blues e seguimos pela Rua Augusta de volta até a Avenida Paulista, atravessamos a avenida que é o centro financeiro do país, passando no Conjunto Nacional.

Não, foi só mesmo passagem, apesar de ali estar a maior loja da Livraria Cultura, não tinha nenhum compromisso ali dentro (sim, eu sou louco por livros, mas não faço questão de pisar na Cultura, eu sei que passaria muita vontade ali, então evito).

Seguimos pela Alameda Santos no sentido da Rua da Consolação, para passar em frente ao Boteco Brasil, que fica na esquina dessa Alameda com a Rua Bela Cintra.

Esse estabelecimento era um dos meus objetivos da caminhada.

Vamos apelar para as recordações, afinal dessa vez só passei vontade ao passar em frente ao Boteco.

Apesar do nome, ele não é um desses barzinhos onde você vê bêbados ou tem suspeita da procedência dos produtos ali comercializados, ele é um point para o pessoal que trabalha próximo curtir um Happy Hour esperando o horário do rodízio de carros acabar, o lugar também é bom para almoçar, afinal a comida é muito boa.

Na época eu namorava a Luciana, a gente descobriu o Boteco por acaso, havíamos saído para comer e paramos num fast food de massas, já havíamos comido ali antes e gostado do lugar, mas naquela noite, não sei por que motivo, o atendimento não havia sido legal e, não sei se o pessoal da cozinha tinha gente novata ou qual foi o motivo, os pratos haviam passado do ponto.

Eles haviam conseguido chamuscar um prato de gnocchi quando foram gratinar o queijo e ainda assim a massa parecia encruada, estava muito pesada.

Contrariados comemos e saímos sem sorvete ou qualquer outra sobremesa.

Não vou falar o nome desse local, mas era próximo ao Boteco, pois um pouco depois passamos em frente ao Boteco e, como ele ainda estava aberto e atendendo, entramos para pedir um café ou algo para tirar o gosto ruim do chamuscado da boca.

Não lembro bem o que comemos, mas acho que foi uma porção de fritas e bebemos algo, mas estou especulando se afirmar que foi isso.

Atendimento legal, eu sempre fui assim, o lugar pode ser um moquifo (não era o caso), mas se tiver um atendimento diferenciado, eu volto.

Foi o que aconteceu, alguns meses depois voltamos lá para jantar como se deveria fazer.

Depois de olhar cardápio, pedimos filé de picanha na chapa (da forma como veio a picanha não dá para chamar de outro jeito), eu com molho de alho (ou alho e óleo) e a Luciana com molho de alcaparras (acho que era isso, mas de novo não tenho certeza), quando os pratos chegaram quase caímos de costa.

Toda a superfície do filé de picanha estava coberta com alho frito (no meu caso) e com alcaparras (no caso dela).

Podem pensar que então os pratos estariam com sabor excessivo e forte, enganam-se, estavam bem temperados e saborosos, tanto que nem lembro o que tinha de acompanhamento, mas deveria ser o habitual, arroz, fritas e salada, talvez um feijãozinho também.

Sim, isso é recordação afetiva, hahaha (#vaigordinho).

Bom o fato é que o lugar é muito bom e eu só não fui lá porque havia almoçado havia pouco tempo, passei lá por volta de 15 horas, mas é um lugar que pretendo voltar quando for novamente a São Paulo, vale a pena.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

De diários de viagem - tentações musicais

Continuando, fomos até a Estação São Bento do Metrô, na Ladeira do Porto Geral, ali seguimos em sentido à Estação Paraíso, tudo isso na linha azul, na Estação Paraíso nós fizemos baldeação para a linha verde, no sentido da Estação Consolação, onde descemos na Avenida Paulista.

É engraçado, pois a Estação Consolação fica na Avenida Paulista, já a Estação Avenida Paulista fica na Rua da Consolação, vai entender a lógica.

Subimos as escadas próximas à Rua Augusta (é, aquela da música da época da Jovem Guarda), no lado que temos acesso ao centro, só um parêntese, de um lado da Avenida Paulista temos os bairros dos Jardins e de Perdizes, do outro acesso para a região central da cidade.

Seguimos pela Rua Augusta, no sentido centro, por três quadras até uma galeria onde está instalada a loja Compact Blues, que vende CDs e DVDs nacionais e importados.

Tem uns seis ou sete anos que eu compro lá, sempre que vou a São Paulo, acabei ficando conhecido do dono, que já importou para mim alguns CDs da Europa e EUA, aliás, lá você consegue comprar CDs importados mais baratos que os nacionais (lógico, dependendo do câmbio comercial).

Como eu disse, tem tempo que eu compro nessa loja e nesse período ela já mudou de endereço duas vezes, não me recordo onde ela estava localizada quando fiz a primeira compra, depois eles tiveram que se mudar para uma galeria que ficava a meia quadra da Avenida Paulista, sempre na Rua Augusta, onde ficaram até o final de 2010.

Essa foi a primeira vez que fui à nova sede, aliás, a loja é uma sociedade de irmãos, tendo mais duas lojas, só que nessa onde eu vou, o dono tem um atendimento mais individualizado, algo que fez com que eu ficasse freguês habitual.

Ali eu tenho que me policiar, senão fico horas escolhendo CDs, vendo suas capas, sonhando, procuro ficar pouco tempo, aliás, não deixavam que eu ficasse muito tempo lá, haha.

Não sei quanto tempo fiquei lá dentro, mas saí com alguns CDs interessantes, para variar, aumentando minha coleção.

Esse era um post que eu tinha dívida, já devia ter falado há mais tempo dessa loja, agora resgato a dívida e indico, o lugar vale a pena.

De diários de viagem - Mercado Municipal SP

Quinta-feira começou bem, eu ia ser rebelde, ia fazer o que havia programado e ninguém ia impedir (vai render este e mais quatro posts).

Eu realmente havia separado um dia para comprar minhas coisas, como ir a São Paulo e não comprar CDs, Revistas e outros mimos para mim mesmo?

Acordamos, havia café da manhã com pão fresquinho, frios, suco, café e leite, melhor que muito hotel por aí, como eu disse, os anfitriões fizeram de tudo para nos tratar bem.

Terminada a refeição, recebemos uma carona até o Mercado Municipal, orgia alimentícia, como dizem no twitter, #vaigordinho.

Quem é de São Paulo ou já foi lá sabe como é, vou tentar passar o esquema para quem nunca pisou lá, sei que não vou conseguir, afinal é uma experiência rica demais para ser colocada em palavras, mas vamos tentar.

Havia mais de dois anos que eu tinha ido lá pela última vez, algumas coisas mudaram devido a vigilância sanitária, mas no geral, tá tudo bom do mesmo jeito.

Bom, a carona nos deixou perto da Rua 25 de Março, centro de sacoleiros que vão à cidade comprar roupas de baixo custo, até estranhei, da última vez que havia me aventurado ali o movimento era muito maior, será a época ou a crise?

Uma caminhada pequena e entramos no Mercado por uma porta lateral, caindo direto no setor de frutas.

Para quem não conhece, o lugar é ótimo, você passa pelos boxes e em muitos um ou outro vendedor te chama à atenção, oferecendo pequenas fatias de frutas ou queijos ou qualquer outro produto alimentício, você praticamente faz uma refeição ali, só com essas amostras.

Foi assim, experimentamos diversas frutas nacionais e importadas, morango, uma espécie de pinha, uma mistura de maçã e pêra oriunda do Japão, maracujá colombiano, tâmaras israelenses, fora os queijos e pastas à base de queijo.

Só entre os boxes ficamos mais de duas horas andando, não só para experimentar as coisas, mas a festa colorida para os olhos é algo inexplicável, você realmente perde toda noção de tempo ali.

Há boxes de carnes, de peixes, só retiraram os boxes de flores, segundo um funcionário de um box, parece que as flores atraíam muitos insetos e a vigilância sanitária solicitou que esses boxes fossem colocados no lado externo do Mercado.

Foi a primeira vez que eu vi um box que comercializava suvenires (há foto no tumblr).

Subimos para o mezanino, para comer, afinal ir ao Mercado Municipal e não comer o pastel de bacalhau ou o sanduíche de mortadela significa que você não foi lá.

Pedidos os pastéis, comemos sem pressa, aproveitamos para ver os vitrais clássicos do Mercado, ter uma visão “aérea” dos boxes e descansar um pouco, afinal estávamos andando havia duas horas.

Terminada a refeição, descemos as escadas e fomos comer uma sobremesa, salada de frutas com sorvete, e que sorvete, ele era artesanal, muito saboroso.

Depois passamos por uma lanchonete no térreo, esqueci o nome, o que é uma pena, onde há uma bela homenagem a um dos músicos mais carismáticos da cidade, Adoniran Barbosa, valeu uma foto.

Fizemos compras de queijos e frutas e falamos tchau para o Mercado.

Voltamos à Rua 25, até a Ladeira do Porto Geral, onde pegamos o metrô com destino à Av. Paulista, mas isso é outro post.


De diários de viagem - a residência e primeira noite

Sempre que eu fui a São Paulo, eu me hospedava na Zona Norte, primeiro, na época de universidade era em Santana, depois, na Lapa, e por último, na Freguesia do Ó, dessa vez foi em um lugar diferente, fiquei nos Altos do Ipiranga, bem pertinho do Museu da Independência e do parque do Ipiranga (acho que é isso, aliás, vai ter post sobre o parque).

Aliás, dos fundos da casa onde fiquei dava para ver uma das estátuas do Monumento da Independência.

O casal anfitrião foi muito simpático e atencioso conosco, sendo que ele foi nos buscar no aeroporto, por causa da chuva que havia fechado o aeroporto, ele ficou preso no trânsito e tivemos que esperar cerca de uma hora depois do desembarque até que ele chegasse lá, mas tudo bem, um dos lugares onde eu mais me sinto em casa em São Paulo é no Aeroporto de Congonhas.

O trânsito estava complicado, mesmo sendo relativamente perto do aeroporto, segundo o anfitrião sem a chuva nós chegaríamos mais rápido na casa deles, para mim, como o local era novo, estava tudo dentro dos conformes.

Não vou lembrar o endereço da rua, nem tem importância, mas a casa onde ficamos é muito boa, dois andares (comecei a repensar a ideia de morar numa casa assim depois dessa estadia, quando você chega cansado da rua, subir escadas não é nada agradável, mas ali estava de férias, valia tudo).

No térreo, uma sala espaçosa, um átrio e uma copa conjugada com a cozinha, depois uma varanda no fundo com barzinho e churrasqueira, e uma pequena área com direito a piscina.

No andar superior, quatro quartos (uma suíte) e banheiro, tudo muito espaçoso.

Depois de deixar as malas nos quartos, a anfitriã nos convidou para jantar fora, mas curiosamente não foi em restaurante, foi numa padaria.

Eu sei que a padaria em São Paulo é uma instituição, mas desconhecia que além do café da manhã e de almoços, os paulistanos também jantavam nas padocas.

Como cada bairro tem sua identidade em Sampa, no caso as padarias grandes e luxuosas, até, com diversos serviços além do tradicional pãozinho diário.

Ali comprei uma lembrancinha para uma pessoa, hehehe, eu só mandarei para ela em maio.

Feita a refeição, voltamos para a casa, lá percebi que meus planejamentos iriam por água abaixo, é que eles queriam nos mostrar tudo o que fosse possível naqueles dias em que estaríamos lá.

Eram mais de dez da noite e saímos de novo, fomos até um Ceasa, não sei se o termo no caso é correto, é um mercado atacadista em frente ao Mercado Municipal, onde eles recebem as mercadorias para serem negociadas no dia seguinte.

Quase uma hora e meia andando entre os boxes, muita fruta comprada e cansaço da viagem batendo, voltamos para finalmente dormir, isso já quase uma da manhã.

Assim terminou o primeiro dia da saga, abaixo uma visão da varanda da casa onde ficamos.

De diários de viagem - a ida

Tô de volta.

Passei uma semana sem atualizar o blog, estou de férias, 15 dias só, mas deu tempo para viajar.

Só não atualizei o blog em viagem porque não consegui conexão pelo notebook, mas tudo bem.

Vou tentar começar uma pequena série de diário de viagem, contando curiosidades, afinal ir a São Paulo é corriqueiro para mim, então vou tentar mostrar algumas coisas diferentes ou incomuns que aconteceram dessa vez, além de pagar uma “dívida” com alguns temas que precisam ser escritos aqui.

Primeiro tema é a viagem de ida.

Para quem já viajou de avião não há muita novidade, afinal, é sempre a mesma coisa, embarcar, guardar as bagagens de mão, ouvir as instruções para emergência, tudo normal.

Mas, quando faltavam uns 10 ou 15 minutos para a aterrisagem veio uma informação da cabine:

“Chuva forte em São Paulo, a pista de pouso em Congonhas (aliás, o aeroporto) estava fechada, teremos que sobrevoar Araraquara por um tempo, até as condições climáticas melhorarem.”

É, isso resultou em meia hora de atraso na viagem, mas nada de tensão ou atropelos, abaixo fica uma imagem do céu poucos minutos antes da aterrisagem, com as nuvens já dispersas.