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domingo, 23 de outubro de 2011

Rock in Rio 1985 - Minhas Impressões Finais

Pois é, vamos admitir, eu forcei uns dois ou três nomes como sendo Rock, mas mesmo assim, o percentual de atrações com ligação ao ritmo é muito grande, na minha conta 22 contra 6 extraterrestres, o que dá um percentual de 78,5% de representantes de alguma vertente do Rock’n’Roll.

Esse foi o primeiro festival, o único que eu entendo como Rock in Rio mesmo.

Não tenho o line up dos outros festivais, mas acredito que para se conseguir um percentual superior a 50% de atrações de rock, eu teria que fazer coisas do arco da velha, por isso eu os batizo de Pop in Rio.

Agora o saudosismo bate, pensar que bandas como Queen, Yes, Whitesnake e outras dificilmente estarão novamente reunidos, seja com os integrantes originais ou não, faz eu ter ainda mais certeza que no Brasil, dificilmente haverá algum festival igual.

Tudo isso aconteceu em 1985 e quando o Yes encerrou o seu show, já na madrugada de 21 de janeiro, eu estava completando meus 15 anos.

Esses posts contam minhas memórias dos 10 dias de shows e magia daquele ano.

Saldo depois da décima noite

Rock - 22

Não Rock - 6

Rock in Rio 1985 - Décima Noite

Domingo 20 de janeiro

  • Barão Vermelho
  • Gilberto Gil
  • Blitz
  • Nina Hagen
  • B-52’s
  • Yes

Dentre as atrações nacionais, o Barão Vermelho foi a melhor, talvez no cenário brasileiro existissem algumas bandas que pudessem rivalizar em qualidade, mas no palco do Rock in Rio, eles foram o melhor que o rock nacional poderia mostrar, os poemas de Cazuza, a guitarra de Frejat, a cozinha da banda, era muito rock.
Barão Vermelho é Rock.



Se David Bowie é o camaleão do Rock, Gilberto Gil pode ser considerado o camaleão da MPB, trilhou diversos caminhos, com sucessos variados, acredito que sua incursão na política tenha sido seu fracasso.
Gilberto Gil é Rock.



A Blitz tinha formação mais teatral entre as bandas nacionais, alguns de seus componentes vieram da trupe Asdrubal Trouxe o Trombone, de relativo sucesso, com isso, seus shows tinham um atrativo visual forte, que aliado á música mais dançante trouxe o sucesso para a banda.
Blitz é Rock.



Nina Hagen foi um ser indefinido no festival, aliás ela continua sendo assim, pelo menos eu não consigo definir o que ela é, a comparação mais curiosa que já vi foi uma que chamaram-na de pré Lady Gaga, que ela foi um ensaio do que viria a ser a cantora que hoje em dia é sucesso mundial.
Nina Hagen é Rock.



A banda americana continua fazendo shows e álbuns, aboliu as perucas, mudaram alguns integrantes, mas suas músicas dançantes garantem seguidores fieis.
B-52’s é Rock.



Junte vários artistas talentosos, alguns com formação musical sólida, de liberdade para que eles brinquem com seus instrumentos, fazendo solos, essa foi a receita do Yes, foi sucesso, mas criou alguns atritos que resultaram em alta rotatividade entre seus integrantes, mesmo assim, o resultado médio de seu trabalho foi bom.


A banda foi bem escolhida para encerrar o Festival, que deixaria saudades e que para mim nunca se repetiria, apesar de outras tentativas feitas com o mesmo nome.

Essa é a história como eu me lembro do Rock in Rio.

Yes é Rock.



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Saldo após a nona noite

Rock - 22

Não Rock - 6

Rock in Rio 1985 - Nona Noite

Sábado 19 de janeiro

  • Baby/Pepeu
  • Erasmo Carlos
  • Whitesnake
  • Ozzy Osbourne
  • Scorpions
  • AC/DC

Uma observação aqui, depois de sua primeira apresentação, quando foi mal recebido, Erasmo Carlos não fez o segundo show, pois com as atrações internacionais ele seria massacrado, o setlist acima é o original, então cabe o asterisco aqui.

Baby e Pepeu seguraram o som nacional nesse dia, conforme falei Erasmo achou que não devia se apresentar, o casal, que não temos como classificar estilo, migrou tanto, do rock ao chorinho, do frevo ao samba, mas fizeram uma apresentação com galhardia, não ligando para o público que queria ver o som mais pesado das atrações da noite.
Baby/Pepeu são Rock.



O Whitesnake foi um dos diversos filhotes que a banda Deep Purple deixou, quando resolveu dar um tempo na carreira, foram integrantes do Deep Purple e depos do Whitesnake, David Coverdale, Jon Lord e Ian Paice, o que dava alguma similaridade ao som das duas bandas, isso facilitou a aceitação da banda pelos fãs.
Whitesnake é Rock.



Ozzy Osbourne parece ter nascido num manicômio, além das histórias da carreira solo, como ter tirado a cabeça de um morcego com a boca (contei no outro post com show dele), temos histórias de antes dele se juntar ao Black Sabbath e já na banda, histórias como a que ele andava pelas ruas de Birmingham (cidade natal da banda Black Sabbath) arrastando uma botina amarrada a uma corda, como se fosse um animal de estimação, sem dúvida, Ozzy é figura única num mundo cheio de malucos.
Ozzy Osbourne é Rock.



A banda alemã Scorpions tem uma longa estrada, mas está acabando, eles já anunciaram para o final deste ano e começo do ano que vem sua última grande turnê, se despedindo do mundo dos espetáculos, banda de altos e baixos, alternando álbuns de grande sucessos com outros mais modestos, é um dos dinossauros que está se aposentado, nesse cenário fará falta.
Scorpions é Rock.

Os australianos do AC/DC continuam na ativa, com seu som destruidor, fizeram a trilha sonora do filme Homem de Ferro II, estiveram no país em 2009, ainda liderados pelos irmãos Young, que parecem não sentir o peso da idade.
AC/DC é Rock.



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Saldo após a oitava noite

Rock - 22

Não Rock - 6

Rock in Rio 1985 - oitava noite

Sexta-feira 18 de janeiro
  • Kid Abelha
  • Eduardo Dusek
  • Lulu Santos
  • Gogo’s
  • B-52’s
  • Queen

Combinação do dia foi tranquila, leve e pop, com um mega show para fechar a noite, esse foi o resultado da oitava noite.

Kid Abelha e os Abóboras Selvagens era um representante do legítimo pop/rock nacional, a banda interagia bem com outros integrantes do cenário cultural da época, como Léo Jaime e Paralamas do Sucesso, trocando músicas com ambos e trazendo sempre boas colheitas.
Kid Abelha, sim, é Rock.



Continuo intrigado com Eduardo Dusek, lembro de ter visto recentemente uma entrevista onde ele conta de sua juventude, de idas à praia de Saquarema, mas não sei, ele surgiu no meio ao movimento do Pop/Rock dos anos 1980, com a banda de apoio João Penca e seus Miquinhos Amestrados, gravou alguns sucessos e caiu no imaginário do povo.
Ainda com uma interrogação sem tamanho, eu classifiquei Eduardo Dusek como Rock, e mantenho.



Lulu Santos pode ser chamado do representante da Surf Music Brasileira, não tem nada a ver com a Surf Music dos anos 1960, mas seu estilo visual, seu som mais “hang loose”, seus temas voltados para a praia e o mar, ele era o autêntico “menino do Rio”.
Lulu Santos é Rock.



O que posso falar das Gogo’s? Nem mesmo foi a primeira banda formada exclusivamente por integrantes mulheres e não chegou atingir o sucesso aqui no país, uma incógnita para mim.
Gogo’s foi associada ao Rock por causa da “onda New Wave”.



Rock new wave, dançante, figurinos cheios de cor, grandes perucas e um integrante que estava se despedindo (ninguém na banda sabia, mas Ricky Wilson estava com câncer linfático, em virtude da AIDS, o Rock in Rio foi sua última apresentação).

B-52’s é Rock.



Falar o que da banda que trouxe o showbizz para o Rock in Rio, não só pelos shows memoráveis, mas pelo que fizeram fora, como a entrevista onde Freddie Mercury detona Glória Maria, as histórias que aconteceram no hotel e muito mais, mas o que importa mesmo foi o show, que foi fantástico, a bandeira costurada Brasil/Reino Unido, as luzes e fumaças, o som, tudo, foi um show grandioso.
Queen, é mais Rock do que nunca.



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Saldo após a sétima noite

Rock - 21

Não Rock - 6

Rock in Rio 1985 - sétima noite

Quinta-feira 17 de janeiro
  • Alceu Valença
  • Elba Ramalho
  • Al Jarreau
  • Yes
Bom, Alceu Valença abriu esta noite com a energia de sempre, o cantor fez seu show tradicional, levantando o público, e aproveitou bem a noite que não teve bandas de rock pesado.

Alceu Valença, eu já disse, não é Rock.



Elba Ramalho, com simpatia e energia não deixou o pique do público cair, mais um show cheio de gás preparando o público para as atrações internacionais.
Elba Ramalho, não é Rock.



Novamente Al Jarreau, não lembro mesmo dele, gosto de jazz, mas sei lá, a mente da gente apronta sempre, nesse caso foi falta de memória.
Al Jarreau, não é Rock.



Yes, banda inglesa de rock progressivo, sempre teve uma legião de fãs no país, mesmo com seus altos e baixos, suas separações e retornos. A banda teve várias formações e fases, muitos sucessos e marcou época. Além de tudo isso, foi outra banda que tinha pelo menos uma música sendo usada como trilha sonora de novela no país, o que garantiu um público grande para seus shows.

Nem precisa se esforçar muito, Yes é Rock.



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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Saldo após a sexta noite

Rock - 20

Não Rock - 6

Rock in Rio 1985 - Sexta Noite

Quarta-feira 16 de janeiro


  • Paralamas do Sucesso
  • Moraes Moreira
  • Ozzy Osbourne
  • Rod Stewart

Meio de semana, noite curta, um dia de festival bem enxuto, mas interessante.

Os Paralamas do Sucesso voltaram ao palco da cidade do rock num dia importante para o país, no dia anterior, em 15 de janeiro de 1985, em Brasília, ocorria a última eleição para Presidente da República de forma indireta, que elegeu uma esperança para o país, Tancredo Neves, aproveitando a sensação de mudanças que estariam por vir, Herbert Vianna faz um discurso rápido, brindando e dando boas vindas para o futuro presidente, que infelizmente a História nos mostra que não governou o país. O show foi o mesmo, com sucessos e homenagens, a diferença era a esperança que surgia no horizonte político nacional.

Paralamas do Sucesso, o power trio brasileiro é Rock.



Moraes Moreira aproveitou o bom clima e fez seu show básico, muito frevo, muita MPB, não lembro se no dia choveu ou não, portanto não dá para dizer que fez o público levantar poeira, hahaha, mesmo não sendo rock, os shows de Moraes Moreira sempre foram bons.

Não, Moraes Moreira não é Rock.



Chegou cercado de lendas urbanas, que teria decapitado um morcego em pleno palco, na verdade aconteceu, mas segundo o crazyman, ele não sabia que o bicho era de verdade e estava vivo, essa brincadeira rendeu diversas injeções de vacina antirrábica ao cantor. Ozzy tinha História como vocalista da Banda Black Sabbath e estava com sua carreira solo no auge, show esperado e mesmo sendo rápido (menos de 50 minutos) levou o público a momentos inesquecíveis.

Hoje em dia Ozzy parece caricatura do que já foi, mesmo assim ele ainda é muito mais Rock do que muita gente que esteve no palco mundo do Rock in Rio deste ano.



Fechando a noite eclética, Rod Stewart, voltou com seu som pop estava numa noite propícia, fechou a noite sem problemas.

Volto a falar que Rod Stewart só é Rock por sua história como vocalista de bandas interessantes.



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domingo, 16 de outubro de 2011

Saldo após a quinta noite

Rock – 19

Não Rock - 6

Rock in Rio 1985 - Quinta Noite

Terça-feira 15 de janeiro
  • Kid Abelha
  • Eduardo Dusek
  • Barão Vermelho
  • Scorpions
  • AC/DC
Senhoras e senhores, hoje é Noite de Rock Internacional!

A noite começou com o rock romântico do Kid Abelha, que se não me engano ainda tinha o “e os Abóboras Selvagens” no nome, Paula Toller e cia entoavam suas baladas doces, tudo estaria certo se a noite não tivesse o peso internacional para fechar a noite, não houve a execração da primeira noite com Erasmo Carlos, mas voaram alguns copinhos de papel, isso resultou que Herbert Viana, no segundo show da sua banda, o Paralamas do Sucesso, fizesse um discurso contra esse tipo de comportamento. Ah, porque ele fez isso? Na época ele namorava a Paula Toller.

É rock romântico, baladinhas, mas sim, Kid Abelha e os Abóboras Selvagens era Rock.



Eduardo Dusek é uma incógnita para mim, não consigo definir que tipo de música ele faz, é irreverente, é cômico, mas não sei definir.

O pouco que me lembro, ele se apresentou com os Miquinhos Amestrados, que depois teriam carreira própria, cantou suas músicas teatrais como Nostradamus, Rock da Cachorra e outras, mas também não agradou a plateia que esperava os “gringos”.

Mesmo na dúvida, eu consigo encaixar alguma pequena produção de Eduardo Dusek no ambiente do rock, é muito forçado, mas dá para dizer que sim, Eduardo Dusek pode ser chamado de Rock.



O Barão Vermelho entrou arrasando, um rock nacional de mais pegada, mais atitude, ganhou o público, tocou seus sucessos, fez um show muito bom (que pode ser conferido em CD e DVD) e não ficou devendo nada para ninguém.

Cazuza (in memórian), Frejat, Guto Goffi, Dé e Maurício Barros, sim, vocês são Rock.


A banda alemã Scorpions era esperada, tinha sucessos nas novelas da época, isso sempre foi um tremendo veículo de divulgação no Brasil, a banda, fundada nos anos 1960, apresentou suas armas, quer dizer seus sucessos e levou o público ao delírio, e esquentou a noite, preparando todos para o gran finale.

Sim, o Scorpions é sem sombra de dúvidas Rock.



Que venham os cangurus, os australianos do AC DC aportaram no palco com seus decibéis altos e seu guitarrista fazendo micagens. Nunca fui grande fã da banda, recentemente é que comecei a ouvir com mais atenção e tenho que reconhecer que apesar da minha resistência eu passei a gostar deles. A nota do show foi que, apesar do palco construído, e toda tecnologia, eles tiveram que usar um sino fake na decoração, explico para quem não conhece, uma das músicas mais conhecidas deles na época era Hells Bells, começa com o soar de um sino, e nos shows eles tinham um sino pesadíssimo que era tocado, o palco do Rock in Rio não iria aguentar o peso, então eles tiveram que usar um sino menor.

AC DC é Rock, alguma dúvida?

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Saldo após a quarta noite

Rock – 14

Não Rock - 6

Rock in Rio 1985 - Quarta Noite

Segunda-feira 14 de janeiro
  • Moraes Moreira
  • Alceu Valença
  • James Taylor
  • George Benson
Noite de segunda, quase repeteco de sábado, pelo menos não havia novidades nas atrações internacionais.
Moraes Moreira, outro bom cantor nordestino, com músicas gostosas para curtir, mas não me recordo dele trilhar alguns passos pelo rock, posso estar errado, não sei, mas independente disso, é um show que eu não perderia, adoro muitas músicas que ele canta.
Apesar de eu gostar de Moraes Moreira, não, ele não é Rock.
Alceu Valença, ah, Alceu, eu adoro suas músicas, seus frevos e seus flertes com ritmos diferentes, como a música Dois Animais, mas eu não te classifico como rock, sou fã de carteirinha, iria a qualquer show seu de olhos fechados, mas não dá, rock você não é.
É, já disse, Alceu Valença não é Rock.
James Taylor voltou ao palco para outro show que foi memorável, o público adorou e o cantor se tornou de vez figurinha carimbada em visitas ao país.
Já falei que James Taylor é Rock por associação aos The Beatles.
George Benson também voltou ao palco para agradar o público, a segunda noite de Jazz acabou bem, todos satisfeitos e prontos para o resto do Festival.
Já falei que George Benson não é Rock.
As atualizações do resultado da noite não terão repetição, ou seja, depois desta noite, só duas atrações serão acrescentadas ao resultado e como tiveram outras noites que as atrações voltaram ao palco, isso sempre acontecerá, o jeito mais fácil de saber se a atração já esteve no palco ou não está pelo meu comentário, que será mais curto quando volto a falar de alguma atração.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Saldo após a terceira noite

Rock – 14

Não Rock - 4

Rock in Rio 1985 - Terceira Noite

Domingo 13 de janeiro 
  • Paralamas do Sucesso
  • Lulu Santos
  • Blitz
  • Nina Hagen
  • Gogo’s
  • Rod Stewart

Gente estranha, festa esquisita. A terceira noite foi bem dançante e com dois ilustres desconhecidos para nós brasileiros.

Os Paralamas do Sucesso foi um dos expoentes do Pop/Rock Nacional que surgiram na década, vindos de Brasília, o power trio fez um show com seus sucessos e prestou algumas homenagens às bandas que não puderam participar do Festival.

Sim, apesar de terem feito experimentalismos com Ska e Reggae, os Paralamas do Sucesso são Rock.



Lulu Santos foi outro nome do Pop/Rock Nacional bem aceito pelo público, músicas melosas que aderiam ao ouvido e demoravam para sair, visual surfista, ele estava no seu meio ambiente natural, o Rio de Janeiro.

Sim, apesar de eu não gostar dele, Lulu Santos é Rock.



A Blitz era a representante mais dançante entre as atrações nacionais que se apresentaram no dia, oriundos do Rio, Evandro Mesquita e trupe levantaram os fãs e foi uma festa só.

Sim, a Blitz é Rock.



Prazer, Nina Hagen. Assim que a cantora vinda da Alemanha Oriental, sim a Alemanha ainda era dividida naqueles longínquos anos, deveria começar o seu show, poucos no país conheciam-na, ela fez um show bom para quem não conhecia nada, com cabelos pintados, uma escultura de cabeça de cachorro como fivela de cinto, ela era uma atração de circo para os fãs brasileiros.

Apesar de tudo, Nina Hagen fazia parte da onda New Wave e só por isso ela é/era Rock.



As meninas da banda Gogo’s passaram pelo país e nada deixaram, foi uma banda pouco conhecida e que continua em atividade até hoje, sempre com integrantes exclusivamente mulheres, a noite era New Wave e, dizem, nos EUA, país de origem, elas arrebentavam, por aqui a banda deu chabu.

Com história não se discute, eu não lembro, mas dizem que a banda fazia parte da geração New Wave, a noite era New Wave, então tá, as Gogo’s eram Rock (meio na dúvida, mas)



Fechando a noite Rod Stewart foi a grande atração do dia, mas ele teve um pequeno problema, há pouco tempo havia perdido uma ação judicial movida por Jorge Bem, que o acusara de plágio em uma música, eu não lembro qual a música, mas todo o ritmo melódico era muito parecido, por esse motivo os tribunais deram ganho de causa para o brasileiro. Não lembro de como foi o show, mas isso faz parte da história.

Rod Stewart, na carreira solo sempre trilhou o caminho mais para a tendência Pop, porém ele foi vocalistas em algumas bandas antes de seguir caminho sozinho, e por causa desse período de vocalista ele é Rock.



Sinceramente, com as atrações desconhecidas e Rod Stewart com o imbróglio judicial, eu mal lembro dessa noite, mas não dá para pular né?

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Saldo após a segunda noite

Rock – 8

Não Rock - 4

Rock in Rio 1985 - Segunda Noite

Sábado 12 de janeiro
  • Ivan Lins
  • Elba Ramalho
  • Gilberto Gil
  • Al Jarreau
  • James Taylor
  • George Benson
Cadê o Rock que estava aqui? Na verdade o Festival propunha duas noites de Jazz, eu não me lembro, mas vendo os nomes do dia e lendo revistas que “relembram” de 1985, acredito que realmente o ritmo tinha muita aceitação na época e se você for estudioso realmente do assunto, sabe que apesar da paternidade do Rock caber ao Blues e ao Country, o Jazz tem uma forte influência.

Ivan Lins, eu confesso que não me lembro de vê-lo de alguma forma ligado ao Rock, era/é compositor de MPB, tinha uma grande aceitação na época e vários sucessos, se não me engano chegou a gravar com nomes do Pop internacional, hoje anda no ostracismo.

Dessa forma, Ivan Lins não é Rock.



Elba Ramalho é um grande nome da música brasileira, emplacou diversos sucessos, mas na MPB e em ritmos nordestinos, quando faz parcerias com o Zé Ramalho até tem uma ponta de Rock mas não dá para associar o suficiente para emplacar no ritmo. Adoro algumas músicas que ela interpreta, assistiria show dela sem o menor problema, mas ela deu sorte de estar na noite mais leve do Festival, senão poderia não ser bem recebida.

Elba Ramalho não é Rock.


Gilberto Gil, pois é, talvez tenha sido o nome mais Rock da noite, o ex-Ministro da Cultura fez parte do Tropicalismo, chegou a ser exilado pela Ditadura Militar, flertou com diversos ritmos musicais, sempre teve shows animados e não fez feio no festival.

Dentro de seu histórico, Gilberto Gil é Rock.


Nesta noite as atrações nacionais estavam dentro do perfil do Festival, muito interesse de gravadoras e pouca ou nenhuma identificação com o Rock, mas já era esperado, vamos ao que interessa as atrações internacionais.

Al Jarreau é um cantor de Jazz, tinha emplacado diversos sucessos no país e atraiu fãs do Ritmo para suas apresentações, levando em conta que a noite era de Jazz ele não fez feio, mas entramos naquele dilema, o festival tem Rock no nome, como faz?

Não, definitivamente Al Jarreau não é Rock.


James Taylor estava em baixa no mercado internacional, não conseguia emplacar sucessos há alguns anos, tinha problemas pessoais e de dependência química, até hoje ninguém sabe porque a organização do festival o chamou, mas o fato é que os shows que fizeram no Rio deram um up na sua carreira, ele se tornou eternamente grato e sempre que possível volta ao país e ao Rio para fazer apresentações, como forma de agradecimento.

James teve um início de carreira impulsionado pelos Beatles, já que ele foi o primeiro artista contratado pela gravadora Apple, que pertencia ao FabFour, somente por essa ligação pode se afirmar que James Taylor é Rock.


George Benson é cantor e guitarrista muito ligado ao Pop e ao Jazz, também tinha sucessos tocando no Brasil, graças às novelas da Rede Globo, fechou a segunda noite do festival, não lembro do show, mas a noite foi propícia para as atrações internacionais, quero acreditar que quem esteve nesse dia saiu satisfeito.

George Benson, não, em hipótese nenhuma, você não é Rock.


A grande vantagem do festival de 1985 foi essa, a organização pelo menos tentava não colocar ritmos distintos na mesma noite, eles tentavam um tom mais homogêneo, erraram na primeira noite, mas no geral esse foi um acerto.

Não entendeu porque eu fiz esse post? Leia Rock in Rio - será que foi mesmo

Saldo da primeira noite


Rock – 6

Não Rock - 0