domingo, 5 de agosto de 2012

De terror psicológico

Só posso dizer que ainda estou tentando assimilar.

Não é uma pancada que você perde a direção, não é um terremoto que te tira do chão, mas você fica perdido do mesmo jeito.

H. P. Lovecraft é um dos baluartes da literatura e isso não aconteceu por acaso.

Ele constrói a trama te dando todas as condições de você visualizar as ações, numa narração quase que jornalística, descrevendo os acontecimentos, o ambiente, a atmosfera.

Ele fornece os ingredientes, mas você tem que mistura-los e molda-los conforme sua imaginação.

Não estou falando de seus contos mais famosos, A Tumba ou O Chamado de Cthulhu, mas de O Caso de Charles Dexter Ward.



Um jovem que começa a investigar o passado e o ocultismo com uma avidez incomum.

Seus passos o levam a uma vertiginosa trilha sobrenatural, arrastando consigo toda sua família e um amigo.

Sua trajetória não foge ao esperado, o que surpreende é como os terrores que se descortinam em suas páginas são trabalhados, com pequenas nuances, muita ambientação sufocante e quase nenhuma descrição de criaturas ou similares, deixando a cargo do leitor e de sua imaginação criar figuras e lugares, de forma a mexer com o psicológico de forma intensa.

Depois que a trama decola você não quer mais largar o livro, não há mais o que dizer.

De realidade esportiva

Eu publiquei agora a pouco no meu outro blog sobre a realidade esportiva brasileira, acho que vale a pena trazer o post para este blog também, afinal ele é bem mais visitado e o tema é bom para reflexões.

Só um adendo, quando escrevi a regata do iatismo ainda não havia sido disputada, agora com o resultado final Scheidt e Prada ficaram com o Bronze.

"Tem mais ou menos uma semana que eu escrevi falando sobre o primeiro dia dos Jogos Olímpicos, falando da surpresa das medalhas, eram três, agora o número dobrou e hoje temos pelo menos mais uma no iatismo, mas foram três de bronze e a de hoje deve ser prata ou bronze, o ouro será muito difícil.

Decepção? Não.

Culpa dos atletas? Não.

Conformismo? Não.

Pura realidade, e é fácil de ser explicado.

Falta seriedade e organização aos dirigentes esportivos nacionais.

Não só para os Jogos, mas em geral o esporte não é conduzido como deveria ser, e se olharmos para trás nós veremos que a situação era ainda muito pior.

Hoje, algumas confederações resolveram até fazer um trabalho mais organizado e sério, empresas como a Petrobrás “abraçaram” e “adotaram” alguns atletas, mas para a realidade mundial é pouco.

E o pior é a irresponsabilidade de alguns meios de comunicação, que, com um ufanismo infantil, querem a todo custo vender que o esporte nacional está equiparado aos melhores do mundo, quando não falam que somos os “melhores”.

O mais preocupante disso é que daqui a quatro anos os Jogos serão realizados no Rio de Janeiro e com a atual estrutura e (falta de) apoio, o Brasil terá que contar com a sorte, a superação dos abnegados atletas e (espero que não) alguma “mãozinha” das arbitragens para melhorar nosso desempenho.

Falo da “mãozinha” das arbitragens porque infelizmente estamos vendo isso nos atuais Jogos, algumas vezes de forma discreta, outras nem tanto, pois em alguns esportes a Grã Bretanha está sendo claramente beneficiada.

O que é pior é que muitas vezes nem é culpa da arbitragem, é falta de categoria, qualidade e experiência deles, pois como os Jogos são um evento mundial, os organizadores e confederações são obrigados a convocar árbitros de algumas nacionalidades onde os esportes são pouco praticados e isso gera alguns erros sérios em diversos jogos da competição.

O Brasil ainda deverá colecionar algumas medalhas nesta semana que fecha os Jogos, talvez um ou outro ouro, mas o desempenho deverá ser o de sempre, atingindo décimo sétimo ou décimo oitavo lugar, o que reflete a realidade nacional e serve de recado, enquanto os dirigentes pensarem em engordar o próprio bolso e não dar atenção à base (categorias infantis e juvenis), sempre estaremos nesse patamar e vai chegar a hora em que o discurso vazio ufanista não esconderá mais nossas deficiências."


De novas imagens de O Hobbit

E a ansiedade continua, a cada dia que passa novas imagens, trailers e notícias sobre The Hobbit chegam e aumentam a ansiedade para a estreia do filme.

Dessa vez foi um novo trailer divulgado final de semana com novas imagens e a canção dos anões como trilha.

Imagens de Valfendas, Bilbo com a espada Ferroada, a espada de Isildur quebrada, enfim, uma série de novas imagens que são o deleite dos fãs.

Fiquem com o trailer.

sábado, 4 de agosto de 2012

De ficção e realidade

Estava lendo agora uma revista em quadrinhos que tinha como pano de fundo a ficção científica, e fiquei pensando como eu gosto do gênero.

Não vou falar da origem do termo, de coisas assim, mas do que me atrai nela.

Pensar que de uma ideia, se bem calçada na ciência, pode gerar histórias fantásticas que te levam a cenários incríveis, é um dos méritos da Ficção científica.

Muito antes de a tecnologia permitir, Júlio Verne sonhou com o submarino (20 mil léguas submarinas), com viagens espaciais (da Terra à Lua), H. G. Wells imaginou como seria uma viagem no tempo (A Máquina do Tempo), George Orwell criou um mundo paranoico onde o estado monitorava seus cidadãos com câmeras de vídeo instaladas em prédios e ruas (1984), isso sem falar de Isaac Asimov, Philip K. Dick e outros nomes cultuados.

Seriam esses autores visionários que viam através de uma janela no tempo acontecimentos que se concretizariam em um futuro próximo ou não, seriam apenas sonhadores, seriam apenas lunáticos que pensavam em criar algo improvável para tornar suas histórias mais fantásticas.

Quem sabe?

O fato é que mais da metade dessas predições de futuro acabaram se concretizando, seja por mero acaso, seja porque leitores fanáticos se esforçaram para concretizar aquilo que seus livros propunham.

A ficção científica pode nos levar a mundos longínquos em galáxias muito, muito distantes, ao futuro caótico da humanidade, ou mesmo ao dia de amanhã, não muito distante, com pequenas descobertas que podem já estar acontecendo.

Necessidades de novos armamentos militares, de controle e cura de epidemias e doenças, necessidades humanas variadas, tudo serve de alimento para a criação literária e real, a mesma matéria-prima pode ser trabalhada de forma concreta ou etérea, com resultados similares.

O certo é que enquanto houver curiosidade, ciência e engenhosidade, a ficção científica continuará a fornecer frutos viçosos e suculentos para nosso deleite.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

De música e lições

Muitas vezes a gente acaba aprendendo sobre coisas que a gente já julga saber, não importa a área, afinal a vida é sempre um aprendizado.

Uma área onde eu sempre procuro me aprimorar é a música, ouvir algo novo para mim trás uma preocupação, a música ser descartável, isso acontece muito com o cenário atual, não vou citar nomes ou gêneros, mas há muita coisa veiculada hoje em dia que não vai conseguir sobreviver a dois anos.

Como toda regra existe exceção, alguns se tornarão perenes, mas a maioria daqui um semestre será um ilustre desconhecido.

Mas não é sobre músicos novos que vou falar, é sobre uma lenda da música, um dos maiores guitarristas da história, Eric Clapton.

Eu conheço boa parte do trabalho dele, desde a época em que ele tocava na banda de John Mayall, passando pelo The Yardbirds, Derek and Dominos e Cream (não lembro qual a sequência), e sua carreira solo.

Dos trabalhos recentes eu havia deixado passar um, não sei o motivo, talvez o preço na época do lançamento, mas passou.

Há pouco mais de sete meses uma pessoa (que hoje não tenho mais contato) me falou desse trabalho, dizendo que gostava muito dele.

Procurei ouvir, tem sua marca, guitarra característica, uma ou outra música que marca, mas achei que faltou algo.

Talvez por gostar mais de Eric trabalhando o Blues, ou com músicas mais fortes, não sei.

Ainda assim é um álbum que vale e fica um agradecimento à essa pessoa.