domingo, 4 de novembro de 2012

De cavaleiros, andróides e monstros

Quando eu li o primeiro livro dessa série (provavelmente uma trilogia, já que até agora só foram lançados dois livros), eu fiquei bastante descrente sobre a sequência obra.

Achei o enredo do primeiro livro simples e com muitos momentos forçados, mesmo tendo diversas qualidades. Bem, confesso que o segundo livro me surpreendeu positivamente, afinal Crônicas dos Senhores de Castelo – Efeito Manticore mostrou boa evolução de trama e enredo.


Ainda deixa um pouco a desejar com diálogos, mas eles já não são tão superficiais, a forma como são feitas as viagens interplanetárias foi muito bem construída, os mistérios que envolvem a missão (que surge de forma inesperada) são condizentes, mas o principal, os grandes desafios que os esperam no desconhecido planeta Breasal são o trunfo da história.

Há um crossover no livro, com personagens do livro A Ira dos Dragões, livro que não conheço e nada posso falar a respeito, o que torna esse um fato até agora único, já que o cruzamento de personagens de várias publicações, que é algo relativamente normal nas Histórias em Quadrinho, aparentemente nunca aconteceu na literatura, mesmo na literatura de fantasia. O mais próximo que temos disso é a publicação As Aventuras da Liga Extraordinária, mas isso é história em quadrinhos e que, posteriormente, foi adaptada para o cinema.

Os personagens continuam carismáticos, destemidos e não vacilam em entrar em combate quando o perigo se avizinha. Seus poderes são melhor explicados e, em alguns casos, até evoluíram, tudo torna o livro fácil de ler. E o gancho para o terceiro livro é de tamanho gigantesco, devemos aguardar o, eu espero, breve lançamento das novas aventuras a serem narradas nas Crônicas dos Senhores de Castelo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

De orientações especiais de voo

Todo mundo que já viajou de avião pelo menos uma vez já ouviu aquela ladainha das orientações de voo. Apertem os cintos, desliguem os celulares, computadores e qualquer coisa elétrica, etc.

Os procedimentos são importantes e essenciais para a segurança durante o voo, mas não deixa de ser uma chatice, já que quase nunca varia o discurso, não importando qual a companhia aérea que você esteja (eu já viajei por três companhias aéreas diferentes).

Quer dizer, era tudo igual, agora existe uma que é diferente.

A Air New Zealand fez um acordo com Peter Jackson e com a produtora da trilogia O Hobbit e agora exibe um filme de orientações com os funcionários e passageiros caracterizados como personagens da Terra Média.

Realmente, a parte de propaganda e marketing do filme está dando uma aula atrás da outra de como se deve promover um filme. Chega logo dezembro.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

De carona e fantasmas

“…

Era tarde da noite, quem sabe que horas ao certo, talvez meia-noite? O fato é que ele estava circulando pela cidade sem rumo, olhando apenas a enorme lua cheia que dominava o céu quando viu na calçada, ao lado de um muro que parecia não ter fim, uma vestida com um vestido de aparência simples.

À medida que se aproximava ele achou que sua silhueta bonita, ela era esguia, estatura mediana, cabelos abaixo dos ombros, ela andava lentamente no mesmo sentido do carro, motivo pelo qual ele só via suas costas.

Quando se aproximou dela, ele reduziu a velocidade e abriu o vidro da janela do passageiro para poder chama-la, quem sabe ela aceitaria uma carona. Quando ficou ao lado da mulher, ele pressionou a buzina com a mão, para chamar-lhe a atenção e em seguida a chamou, ‘ei, gostaria de uma carona?’

Ela parou, olhou-o com um olhar inexpressivo, titubeou um pouco, mas acabou acenando positivamente com a cabeça. Ele destravou a porta e a abriu, ela se aproximou e entrou. Nesse momento, mesmo com o calor que fazia, a temperatura do carro pareceu baixar.

Ele se apresentou e perguntou para onde ela estava indo, que ele a levaria sem problemas. Ela pediu que se dirigissem para qualquer igreja, não havia preferência, qualquer uma estaria perfeita.

Ele soltou o freio de mão e começou a acelerar, com o cuidado de não ir muito rápido, ele queria que a viagem fosse demorada para poderem conversar, ela o intrigava muito.

Começaram conversar trivialidades e, apesar de parecer mais jovem que ele, ela começou a contar particularidades sobre a cidade de muitos anos atrás como se ela a conhecesse muito bem. Ela falou sobre a velha estação de trem, das pequenas lojas dos libaneses que ficavam nas proximidades, das casas antigas que foram derrubadas para dar lugar ao shopping, contava tudo com ricos detalhes. Ele chegou a duvidar dela, achando que ela estivesse inventando todas aquelas coisas só para distraí-lo e não revelar coisas sobre si.

Depois de algum tempo, ele perguntou como ela sabia de tudo aquilo se ela parecia ser tão jovem, então ela falou, ‘eu vivi aqui há cinquenta anos, fui assassinada a facadas e hoje eu vago pelas ruas da cidade sem descanso por causa de uma maldição de vingança que meus familiares rogaram contra o assassino, estou fadada a caminhar sem descanso por esta cidade até que ele queime no fogo do inferno.’ e em seguida desapareceu.

Ele quase bateu o carro com o susto que levou e dirigiu o mais rápido que pode para sua casa, jurando a si mesmo que nunca mais dirigiria à noite, a esmo, num dia 31 de outubro.

…”

(Devaneios sobre lendas urbanas que se propagam no Dia das Bruxas)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

De cinema e tango

Numa conversa que tive hoje sobre filmes, o assunto recaiu sobre Perfume de Mulher, sendo que a pessoa com quem conversava falou que não havia assistido a esse filme.

Esse é o filme onde Al Pacino dá um show de interpretação no papel de Frank Slade. Ele é um tenente-coronel dos exército dos EUA que é obrigado a ir para a reserva por ficar cego, isso o deixa amargurado. Chris O’Donnell é Charlie Simms, um universitário que é contratado para tomar conta de Slade durante um feriado de ação de graças enquanto os familiares do velho militar viajam.

Slade convence Simms a viajarem também, para Nova York, aonde o universitário aprende valiosas lições de vida com o veterano, entre elas que no Tango não tem erro, numa das cenas mais antológicas que o cinema já viu.

E é ela que vale esse post.

domingo, 28 de outubro de 2012

De recado das urnas

E um assunto chato e que ninguém gosta, mas, de novo a democracia aconteceu hoje em 50 cidades do país, onde houve 2° turno nas eleições para Prefeito.

Não sou cientista político, nem nada do gênero, só um curioso que a cada dois anos fica com o sangue instigado pela política. Não me candidataria nunca, não por medo de perder, mas porque acho que no panorama da política brasileira o que menos existe é ética, e eu não teria estômago para isso. Mas eu gosto de política, o que posso fazer, vou falar a respeito.

Vou falar mais especificamente de duas cidades, Campo Grande e São Paulo, por motivos pessoais. Uma porque moro, a outra porque eu adoro aquela megalópole.

Em ambos os casos, os resultados foram significativos, mostrando que a política sempre singra ventos obscuros e inesperados.

Em ambas as capitais, os candidatos que agora foram derrotados eram favoritos, um nome forte de seu partido e ex-candidato à presidência da república, o outro afilhado político do governador e afiliado ao partido que governava a cidade há mais de 20 anos. Ambos passaram para o segundo turno representando uma continuidade de governo, uma segurança pelo fato de a população conhecer o tipo de governo, esse foi o discurso dos dois.

Outro discurso usado foi o que ambos teriam a maioria dos vereadores na câmara legislativa, que isso facilitaria aprovação de leis que facilitassem a condução das cidades. Só que ambos se esqueceram de que Política é a arte da negociação, que é democrático uma oposição atuante no legislativo para que o executivo se articule para conseguir aprovar mudanças que realmente sejam essenciais à cidade e que representem mesmo progresso, o que dificilmente acontece quando legislativo e executivo comungam a mesma cartilha.

Seus adversários representavam a mudança, o novo, e enfrentavam a desconfiança dos setores conservadores da sociedade, que preferiam a continuidade dos atuais governos. Em ambos os casos no segundo turno esses candidatos conseguiram apoios de candidatos derrotados no primeiro turno, não que exista a transferência de votos, não é isso, mas mostrando que o tempo que esses partidos e grupos políticos estavam no poder havia criado um grande desgaste, também mostra que mesmo adversários históricos (no caso do MS) podem deixar diferenças de lado para enfrentar um adversário em comum.

Tudo isso refletiu nos números que hoje saíram das urnas, mandando um recado forte que não adianta se manter no governo, tem que estar sempre trabalhando para a melhoria da população, afinal, foi para trabalhar para o povo que eles foram colocados lá.

Agora nos resta aguardar os novos governantes municipais começarem a trabalhar, para sentirmos se as confianças depositadas nas urnas se confirmam e, tenho certeza, o desempenho de ambos refletirá enormemente nas próximas eleições estaduais,