sexta-feira, 10 de outubro de 2014

E a fábula continua

No começo deste ano foram lançados três livros de tirinhas de quadrinhos de um personagem chamado Valente, um cãozinho adolescente que passa por todos os percalços que um adolescente enfrenta, amores, amigos, estudos e a vida em si.
 
Chegou neste mês nas livrarias e bancas de revistas o quarto volume da coleção, Valente Para O Que Der E Vier, dando continuidade as aventuras e desventuras do simpático personagem.
 
Agora na Universidade, ele vai entrar em um novo patamar de desafios, a volta de Princesa, sua ex-namorada que foi passar um semestre no exterior para aprimorar seu inglês, uma nova garota que mostrará uma outra visão do mundo, como um prisma, os desafios do RPG com os amigos, tudo igual e tudo novo, contado com leveza e maestria por Vitor Cafaggi.
 
Mais diversão para todos. E que venha logo o próximo volume.
 
 

domingo, 6 de julho de 2014

A falta.

Depois de dois dias lendo opiniões, vendo as imagens, pensando, resolvi falar sobre a falta de Zuñiga em Neymar.
 
Chego à conclusão de que foi uma falta de jogo, passível de punição com cartão vermelho e suspensão por dois ou três jogos no máximo. As imagens são fortes, a ação do colombiano parece ser violenta, mas foi acidente de trabalho. Os dois estavam disputando a bola, o brasileiro à frente não chegou a pular (talvez fosse outra a situação se isso tivesse acontecido), o colombiano saltou, aproveitando o impulso da corrida, para tentar roubar a bola.
 
Avaliar se houve deslealdade ou não é leviano, as imagens, conforme o ângulo, podem mostrar os argumentos que confirmem ou não qualquer tese.
 
Então, tentando ficar apenas na regra do jogo, que define o bom andamento da partida, afirmo que a falta ocorreu, o árbitro deu seguimento ao jogo porque o Brasil tinha vantagem no lance, um contra-ataque que não foi aproveitado. No momento em que a jogada parou, alertado pelos demais jogadores brasileiros e pelo banco, ele voltou ao local onde Neymar estava caído e, vendo a gravidade do lance, autorizou a entrada da comissão médica e da maca para o atendimento imediato.
 
O erro da arbitragem, ao meu ver, seria não ter dado o cartão ao jogador colombiano quando o lance parou, ele poderia advertir o jogador, mesmo com o cartão vermelho, quando a jogada do contra-ataque acabou. Por que cartão vermelho? Porque a jogada teve força excessiva do Zuñiga, a pancada foi pelas costas, não dando chances ao Neymar de se defender e pela reincidência de faltas durante o jogo. Não há nada no regulamento que afirme e force o árbitro a dar cartão amarelo antes de do cartão vermelho, não há nada que afirme que o cartão não deva ser dado na primeira falta do jogador (e não foi o caso). A punição estaria correta, indo a julgamento, a pena deveria se estender a dois ou três jogos de suspensão e estaria de bom tamanho, ao contrário do circo armado pela CBF de que pedirá uma suspensão similar à de Suárez e outras sanções ao jogador, isso é ridículo.
 
Não comentarei a ignorância de muitos que usaram as redes sociais para xingar e ameaçar o jogador colombiano, isso é perda de tempo.
 
Agora o que vem a seguir é totalmente especulativo, são pensamentos meus sobre o que pode acontecer à seleção depois da perda de seu melhor jogador.
 
Eu acredito que o time vai melhorar. Como assim? O time estava armado e muito dependente do jogador do Barcelona, este, bem marcado, estava tendo dificuldades de render aquilo que conhecemos dele e cobranças já estavam começando a acontecer por parte da mídia, aqueles que gostam de ‘jogar’ pra galera e que, a qualquer derrota da seleção, saem a procura de um culpado, nesse ponto de vista, ainda bem que Neymar se machucou, pois está sendo poupado dessas pessoas.
 
Felipão terá que encontrar uma solução para o time, já que não há outro jogador brasileiro (convocado ou não) com características parecidas. Opções existem, William, Bernard, três cabeças de área, tudo depende de como o técnico acha que deverá armar o time.
 
Outro fator que poderá atuar a favor é a motivação a mais para honrar (usando um termo que os jogadores gostam) o parceiro, ‘todos jogando pelo Neymar’, que é bem querido pelo elenco (pelo menos é o que todos demonstram em entrevistas e declarações após a contusão).
 
Fred deverá aparecer mais, não é um pedido, mas um palpite, afinal, o time não tem mais a referência de Neymar, então não há mais aquela máxima de joga a bola para o garoto que ele decide, as jogadas deverão ser armadas para que o homem-gol defina, facilitando ao atacante do Fluminense, que deverá ser mais municiado nos próximos dois jogos, agora basta saber se a atual letargia dele acabará.
 
E que venha a simpática seleção alemã, para mais um jogo que promete ser memorável.
 
 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

E a Copa chegou...

É hoje, dentro de poucas horas o primeiro apito do primeiro jogo do Mundial dará início à Copa do Brasil.
 
Teve e tem gente que está insatisfeito, teve e tem gente que está protestando, mas estes estão na contramão da história. O protesto deveria ter acontecido em 2007, quando o Brasil foi escolhido como sede, mas muitos achavam que o então governo federal seria derrotado em 2010 e o grupo que é oposição assumiria o novo governo e a roubalheira mudaria de mãos. Sim, é inocência imaginar que se houvesse mudança de grupo político no poder a coisa seria diferente, só mudaria os nomes dos beneficiados. Agora a briga é política, isso deveria ser ignorado e colocado a prova no lugar certo, em outubro, nas próximas eleições.
 
Erros foram muitos, desvios também, pessoas sérias se pronunciaram desde 2007 e foram criticadas, hoje o oportunismo é grande, e os muitos manipulados estão ainda nas ruas entrando em confronto com a PM, apanhando e levando gás de pimenta no rosto.
 
A maior parte da população que não é boba, vai curtir o Mundial como sempre curtiu, a resposta virá no meio adequado, os manipulados, bem, que cuidem de suas feridas.

domingo, 30 de março de 2014

Revolução no Brasil?

Em 2020 uma guerra civil começa no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro. O motivo: Os Royalties do Petróleo. A guerra é breve a acaba dividindo a cidade maravilhosa em duas cidades, uma rica, dominada pelas corporações internacionais que controlam o local (chamada de Zona de Intervenção), e outra miserável, habitada pelos excluídos. É nesse cenário que chegamos a Rio 2054, Os Filhos Da Revolução.


A história conta as aventuras, dilemas e conflitos internos de Miguel, um rapaz que mora em Rio Beta (o lado miserável) e que para cumprir uma promessa acaba se unindo a um grupo de motoqueiros e participando de batalhas e intrigas que envolvem as corporações internacionais e um mistério.

A história é cheia de referências à cultura pop, de Blade Runner à Matrix, de Mad Max à Scanners, com personagens ricos e momentos de boa tensão, culminando em um desfecho no mínimo inesperado.

O livro de estreia de Jorge Lourenço, apesar de ter algumas pontas soltas, é bem estruturado e garante uma boa diversão, vale a pena a leitura.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Anos Incríveis 20 anos depois

Foi uma das melhores séries de tv que eu já vi, não falo de roteiros, de interpretações, ou outra parte técnico-profissional, falo de pegar o âmago da história e fazer com que ela tenha plena identificação com o espectador. Talvez por isso exista muitos fãs dela por aí.

Eu falo de Wonder Years (Anos Incríveis), que foi lançada nos EUA em 1988 e durou até 1993, no Brasil ela foi exibida pela TV Cultura, em meados dos anos 1990.

Ambientada no final da década de 1960, num subúrbio qualquer dos EUA, a série apresenta muita coisa que não tem nada a ver com a realidade brasileira, mas os dramas adolescentes pessoais do protagonista (Kevin Arnold) são similares aos de muitos adolescentes em qualquer cidade ou país, esse parece ser o segredo da série.

Mas a série tinha também um fundo verossímil, já que os eventos da época permeavam a trama, foram abordados assuntos como Guerra do Vietnam, o ingresso da mulher no mercado de trabalho, comunidades hippies e outras, de forma mais profunda ou não.

O fato é que desde que se encerrou na sexta e última temporada, os fãs ficaram aguardando a notícia do lançamento das temporadas em DVD, o problema esbarrava na trilha sonora (fantástica por sinal), que tinha a cada episódio um sucesso da época, nomes como The Beatles, Bob Dylan, Joe Cocker e outros, isso complicou a liberação dos direitos autorais para a comercialização da série em DVDs, mas agora a Star Vista Entertainment/ Time Life anunciou que o problema com os direitos autorias foram resolvidos e promete que no segundo semestre deste ano a série será lançada nos EUA em um box único com todas as seis temporadas e cheio de especiais para deleitar os fãs.

Agora resta aos fãs brasileiros esperar o lançamento da série por aqui.


domingo, 26 de janeiro de 2014

A Claraboia

Era madrugada ainda? Onde estava o relógio? Ele não sabia responder a nenhuma das duas perguntas, sabia que estava deitado na cama, que fora acordado por batidas suaves na porta. Aquelas batidas furtivas que pareciam que seu autor não queria que ninguém mais ouvisse, senão quem estivesse naquele quarto.
Ainda confuso, ele se levantou da cama, vestiu uma camiseta e, aos tropeções, foi até a porta, girou a chave e abriu uma pequena fresta, por onde podia olhar quem estava do lado de fora. Depois que ele abriu a fresta foi que ele se deu conta do perigo que corria, a porta não tinha corrente de segurança, se do outro lado fosse um ladrão, quando essa pessoa se desse conta que a porta não estava mais trancada, um empurrão mais vigoroso a porta estaria aberta e ele indefeso.
Era um garoto que não deveria ter mais que seus 15 anos, vestido com o uniforme do hotel, camisa branca, colete e calças bordô, e aquele gorrinho ridículo, também bordô, na cabeça. Não trazia nenhuma bandeja consigo, nem poderia afinal ele não havia feito nenhum pedido de serviço de quarto. O garoto não era da equipe de limpeza, estes faziam seu trabalho quando os hóspedes estavam fora de seus quartos, como em qualquer hotel que ele já havia se hospedado.
Curioso, ele abriu mais a porta e deu passagem para que o rapaz entrasse. Este entrou, silencioso e aguardou que a porta fosse fechada, como ele apenas a encostou, o rapaz lhe fez um sinal para que ele passasse a chave na porta, trancando-a. Sem entender bem o por quê, ele chaveou a porta e se virou para ver seu estranho visitante.
Neste momento o rapaz foi até a janela, que estava fechada, olhou para fora através do vidro, como se estivesse procurando espiões, abaixou cuidadosamente a cortina metálica e voltou à sua posição inicial, junto ao gaveteiro. Só então falou:
_ Estou aqui para lhe abrir a claraboia e lhe passar as primeiras informações sobre sua missão.
Ele deu um pulo, sobressaltado, e respondeu:
_ Você está errado, só pode ter se confundido de quarto, eu estou aqui de férias, vim passar alguns dias aqui, sou apenas um vendedor de móveis e eletrodomésticos, não sou um policial ou espião, não sou eu quem você procura.
Sem se abalar, o garoto começou a esquadrinhar a parede sobre o gaveteiro, enquanto falava:
_ Sim, eu fui mandado para falar com você, seu nome não é Coult Vollstag, chamado por seus amigos por O Nórdico?
_ Sim, mas…
O garoto o interrompeu:
_ Então é você mesmo quem eu procuro. Fui mandado aqui para abrir a claraboia, lhe mostrar pela fresta a nossa realidade e explicar alguns detalhes da sua missão, depois virá outro portador que lhe entregará mais detalhes.
_ Espere, por que…
_ Nós não podemos ter todas as informações, é perigoso, se formos pegos pelos ‘claris’ toda a missão pode ser posta a perder.
_ ‘Claris’?
_ Sim, são alguns dos habitantes do lado de lá da fresta, eles sempre tentam abrir as passagens, para raptar os humanos, mas essas são outras informações, outro portador falará sobre isso.
Enquanto falava, o rapaz continuava a apalpar a parede, até que parecia ter encontrado o que procurava e então ele colocou a mão no bolso do colete e retirou uma espécie de chave, que encaixou na parede, no que parecia ser um buraco de fechadura. Mas como um buraco de fechadura? A parede era lisa, não havia nada ali. Mas aquela chave havia deslizado para dentro da parede sólida, sem qualquer esforço do rapaz, que a girou uma vez sobre seu eixo.
Subitamente, cerca de meio metro acima de onde estava a chave, um facho de luz se projetou daquela parede, cruzando o quarto, iluminado uma área retangular na parede oposta. A luz revelava uma janela, idêntica à janela que dava vista para a rua, mas era uma loucura, aquela parede fazia a divisão daquele quarto com o quarto ao lado, aquela janela não poderia existir.
O garoto soltou a chave e fez um sinal para que ele o acompanhasse até aquela nova janela. Quando estavam em pé, o garoto a abriu cuidadosamente e falou:
_ Fique calmo, esta é uma claraboia, por aqui apenas podemos ver algumas coisas do lado de lá da fresta, mas não podemos passar para lá, nem fazer o caminho contrário. Venha e olhe.
Ele não acreditava, pois do outro lado da parede existia um quarto tão sólido quanto aquele em que ele havia se hospedado, mas ao olhar pela janela, ele via um grande saguão, como se o hotel fosse bem diferente.
Era uma área ampla, maior que um campo de futebol, com paredes altas, mas tudo parecia deteriorado, a pintura estava manchada e descascada, parte do forro do teto pendia quebrado e estava cheio de teias de aranha, o chão tinha amontoados de terra e os móveis estavam quebrados e virados por toda parte, como se uma horda de vândalos tivesse passado por ali.
Na parede que daria para frente do hotel, as janelas estavam com os vidros sujos e quebrados, pelos buracos entrava uma luminosidade difusa, esta ajudava a deixar definida a dimensão daquele local, mas também o deixava com menos vontade de saber mais a respeito daquilo tudo.
O garoto falou:
_ Não se preocupe, o lado de lá da fresta não é assim em toda parte, existem lugares iguais a este, limpos e arrumados, acontece que este hotel tem o tecido de realidade mais fino, aqui é mais fácil abrir portais, então os ‘claris’ se reúnem próximos, expulsam os moradores comum e depredam o lugar. O lado de lá da fresta é como se fosse outra dimensão, uma dimensão paralela que se sobrepõem a esta, não como espelho, mas muito próxima, geralmente, onde há construções aqui, do outro lado também há quase sempre semelhantes, aqui é um hotel, lá também, mas as construções são diferentes, como você pode ver, mas há lugares onde em uma realidade você tem uma rua larga e na outra existe um prédio. Por esse motivo não é em todo lugar que se podem abrir os portais, entende? Os portais só podem ser abertos onde existe a coincidência completa, se aqui está construído um hotel de cinco andares, com uma área de 350 metros de frente por 500 metros de fundo, do outro lado tem que ter um hotel semelhante, mesmo que as configurações internas sejam diferentes, a área e a altura têm que ser iguais, de alguma forma isso afina a barreira entre as dimensões e facilita a abertura dos portais.
Ele não acreditava em seus próprios olhos, mas reuniu coragem e perguntou:
_ E qual o nome dessa dimensão? Como vocês chamam esse lugar?
_ Por enquanto chame de “o outro lado do portal”, claro que esse lugar tem nome, mas esse fato tem pouca importância neste momento, depois, antes de você começar sua missão, você terá essa e outras informações.
_ Mas…
Um movimento furtivo no saguão o fez se calar. Parecia que alguns vultos andavam do outro lado do salão, se reunindo, mas a pouca claridade que as janelas traziam não davam clareza ao lugar. Ele olhou atentamente, pareciam homens, não muito diferentes dele, por causa da distância, da claridade e do local de onde ele olhava, ele não poderia dizer se eram altos ou baixos, mas pareciam homens comuns. Ele olhou para o garoto, que esclareceu:
_ São alguns ‘claris’, fique tranquilo, eles não podem ver a claraboia, nem mesmo nos ouvir. Eles devem estar sentindo que o tecido está sensível, devem estar adivinhando que em breve um portal será aberto, isso os deixa agitados, nós não conseguimos entender como eles pressentem os portais. Mas compreenda bem, eles não são monstros, não têm força sobrenatural, não conseguem voar, são homens, eles sofreram pequenas mutações que os deixam menos civilizados, mas podem ser confrontados e vencidos, não tenha medo, você receberá mais informações sobre as fraquezas que eles possuem.
_ Eu ainda não entendo.
_ Outro portador lhe explicará mais. Agora se sente, vou falar sobre os portais.
O garoto lhe apontou a cadeira, fechou a janela e voltou à outra parede, de onde retirou a chave, o facho de luz apagou e a janela sumiu, então se virou para ele e falou:
_ Já mostrei a claraboia e como é o lado de lá do portal, tive sorte que alguns ‘claris’ deram a graça de aparecer, assim você já pode vê-los, agora vou explicar sobre os portais.
_ Os portais são passagens entre as dimensões, só podemos abri-los onde a barreira é mais fina, isso só acontece onde há construções similares nas duas dimensões, mesmo que internamente elas sejam diferentes, por fora tem que ter a mesma altura e área.
_ Este hotel tem um irmão gêmeo do outro lado, mesma altura e área, só que por dentro é diferente, isso não impede de ser uma área de portal.
_ Por causa dos ‘claris’, o portal não fica aberto por tempo indeterminado, ele será aberto, você passará para a outra dimensão, então o portal se fechará, quando a missão estiver terminada, ou por qualquer outro motivo, você deverá voltar ao hotel, para reabrir o portal. Procure sempre fixar um ponto de referência, um pilar, uma janela, qualquer coisa, o portal sempre abrirá na mesma coordenada, mas ele é quase imperceptível, então você só o achará pelos pontos de referência.
_ Existem outros portais que podem ser usados, mas isso só se houver uma emergência, se você for visto em um lugar onde não estava, minutos antes, terá dificuldades de explicar sua presença ali, isso poderá trazer problemas, então evite usar outros portais.
_ Nem todos os habitantes do lado de lá são ‘claris’, você provavelmente receberá apoio de vários, além do agente que trabalhará ao seu lado. Lembre-se, onde há concentração de ‘claris’ há a possibilidade de abertura de um portal.
_ Eu preciso ir, logo você receberá mais informações de outro portador, depois entrará em um portal para cumprir sua missão. Boa sorte.

domingo, 19 de janeiro de 2014

A vida e o desconhecido

A delícia e beleza da vida é que ela pode ser comparada com um grande oceano, há dias de calmaria, dias de tempestade, grandes movimentos e o desconhecido.

O desconhecido sempre nos desperta o medo, a ansiedade, a insegurança, nesse momento você começa a pensar e pensar, mas quer se proteger, acaba sendo pessimista, olhando sempre pelo pior ângulo, esquecendo que muitas vezes o desconhecido nos trás a oportunidade de uma virada na vida para algo melhor.

No momento em que o oceano nos apresenta um novo mundo, desconhecido, por mais que o medo seja despertado, muitas vezes o melhor a fazer é aceitar o desafio, mergulhar nas águas que se oferecem, descobrir o novo que se descortina a sua frente, nunca é garantia, mas o que podemos encontrar ao final da jornada é o pote de ouro do final do arco-íris.

Sempre procure ver os desafios com otimismo e bons olhos, a vida lhe sorrirá de volta.




sábado, 11 de janeiro de 2014

Valente, uma fábula de adolescência e amores platônicos

Há mais ou menos um mês atrás (dezembro de 2013), foram lançadas três coletâneas de tirinhas do personagem Valente do artista brasileiro Vitor Cafaggi, o mesmo que, junto com sua irmã Lu, criou uma história clássica da Turma da Mônica.
 
 
Nessas coletâneas Vitor faz uma linha mais biográfica, adaptando histórias de sua adolescência e de seus amigos para a vida do cãozinho Valente. Impossível não identificar no personagem uma ou outra característica sua, durante sua adolescência.
 
 
O protagonista vive de paixões platônicas, até que conhece uma gatinha dengosa, Dama, que bagunça de vez sua vida, levando a altos e baixos em sua vida sentimental. Também conhecemos seus amigos (alter egos da vida real) como Bu, colega de classe, melhor amiga e confidente, e os amigos de classe, RPG e... bem, Valente não gosta de baladas, são eles Esopo, Cacique, Percival, Ted e Mel.
 
 
Também vemos a mudança de foco de Valente, mudando suas atenções de Dama para a doce Princesa, que mostrará que a vida não são apenas flores.
 
Uma leitura leve, com algumas reminiscências de adolescência, que vale momentos de lazer, vale repetir para esquecer o estresse do dia a dia.
 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Que 2014 comece bem

Ontem circulou nas redes sociais um texto atribuído a Carlos Drummond de Andrade (em tempos de internet fica difícil confirmar a autoria dos textos), ele é interessante e por isso trago para cá, para começar o ano com o pé direito.

O Tempo (Carlos Drummond de Andrade)

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente.
Para você, desejo o sonho realizado, o amor esperado, a esperança renovada.
Para você, desejo todas as cores desta vida, todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar.
Para você, neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família seja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas… Mas nada seria suficiente…
Então desejo apenas que você tenha muitos desejos, desejos grandes.
E que eles possam mover você a cada minuto ao rumo da sua felicidade.”

E assim comecemos 2014 com o pé direito.



domingo, 29 de dezembro de 2013

Trilhas e felicidade

A vida pode ser uma trilha ou estrada, um caminho a percorrer.

Muitas vezes estamos nele sozinhos, descobrindo a melhor forma de continuar, andando à direita ou à esquerda a cada encruzilhada, não sabendo o que nos espera adiante.

Outras vezes encontramos algumas pessoas que optam em nos acompanhar ou nos deixam acompanha-las em seus caminhos, pessoas que nos dão força, compreensão, ânimo e nos enchem de felicidade.

Trilharemos o caminho por muito tempo? Ninguém sabe. O importante é que nesse período de companhia tudo o que compartilharmos seja intenso e que isso nos traga a maior felicidade.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Um ano com altos e baixos

Estava pensando em fazer uma retrospectiva (apesar de não gostar delas), mas pensando no ano vi que ela começaria com um clima baixo astral por fatos ruins que aconteceram no começo do ano, passaria por momentos ociosos e modorrentos e terminaria feliz. Não seria fato forçado, neste dezembro Papai Noel foi generoso comigo, mas acredito que seria muito piegas e isso não é do meu caráter.

Então o que posso falar é que foi um ano de crescimento psicológico e de caráter, de um realinhamento interno e finalizou com uma boa dose de felicidade.

Tenho a agradecer às pessoas que fizeram parte de todo esse processo, de uma forma ou de outra elas influenciaram o meu trajeto neste ano, muitas ficaram pelas curvas da estrada e outras iniciaram sua jornada comigo. E só posso desejar que a vida lhes sorria e que a felicidade lhes bata à porta.


sábado, 14 de dezembro de 2013

A desolação de Smaug

Hoje fui ver o segundo filme de O Hobbit, A Desolação de Smaug. Já esperava enxertos que Peter Jackson faria no filme, principalmente usando os apêndices de O Senhor dos Anéis, dando explicações à ausência de Gandalf em parte da aventura de Bilbo. Por isso já adianto aqui, não espere fidelidade à obra de Tolkien e não fique revoltado com isso.


Ainda sou partidário que dois filmes cobririam o livro com tranquilidade, mas reconheço que a ação deste segundo filme prende o expectador na poltrona do cinema. Assim como As Duas Torres, este filme apresenta diversas mudanças que, aos olhos dos fãs, ficam parecendo aberrações. Fica até difícil falar sem escancarar os spoilers, mas o certo é que as cenas funcionaram, tanto no rio que deságua no lago onde fica a Cidade do Lago, onde encontram-se com Bard, quanto em Erebor.

Bard, aliás, está muito bem caracterizado, o homem que ajuda os anões, descendente do antigo Senhor da Cidade e é o melhor arqueiro entre os seus. Já Beorn, o troca-peles, em sua forma animal ficou muito boa, já na forma humana pareceu um pouco uma caricatura de pessoa. Confesso que teria que reler a descrição que Tolkien fez do personagem para uma comparação melhor.

A passagem na Floresta Negra ficou curta, dado o tempo do filme (cerca de 3 horas), poderia ser mais explorada, apesar de toda a situação claustrofóbica e do grande perigo que ali os anões enfrentam. O tempo entre os elfos da floresta também pareceu abreviado e pouco explorado.

Sabia que Jackson iria trazer Legolas para a trama, além de incluir uma personagem feminina entre os elfos, ambos ficaram desnecessários, dando uma impressão de que ambos foram fundamentais para que os anões cumprissem parte da jornada, talvez esse seja o maior pecado da adaptação.

Finalizando, Benedict Cuberbatch dá vida de forma esplendorosa a Smaug, com uma personalidade afiada, muito similar ao que Tolkien trás no livro. Talvez o grande nome, ao lado de Richard Armitage, deste filme.

São quase três horas de filme, mas vale a pena assistir na tela grande do cinema.


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Aventuras na Pré-História

E a primeira fase das Graphics MSP chega ao fim. Depois de visitar Chico Bento, a Turminha e Astronauta, agora é a vez de Piteco ter uma história contada por um artista convidado, Shiko.


O artista paraibano foi extremamente feliz em utilizar um sítio arqueológico pré-histórico como base para criar a história, A Pedra de Ingá, que realmente existe e é um dos primeiros sítios onde foram localizadas inscrições pré-históricas na América do Sul. Mas não é só isso, aproveitando a ambientação, Shiko usa e abusa de lendas brasileiras para criar elementos para tornar a aventura mais fantástica ainda.

Pedra de Ingá

Em linhas gerais, a tribo de Lem, onde o herói vive com seus amigos, tem que se mudar, pois o rio que banha aquelas terras está secando, porém na véspera da grande migração, Thuga (eterna apaixonada pelo caçador e xamã da tribo) é raptada por uma tribo rival, cabendo ao herói a jornada pelo resgate. Acompanhado por dois amigos (Beleléu e Ogra), Piteco se aventura por terras perigosas, onde seres sobrenaturais definem o fracasso ou sucesso da empreitada, chegando ao clímax com um confronto mitológico na tribo dos homens-tigre.

Tudo isso narrado pela belíssima arte (ilustração e colorização) de Shiko, que nos presenteou neste dezembro com uma obra ímpar de sonho que deixa estampado no rosto um belo sorriso ao final da leitura. E as surpresas continuarão em breve.


domingo, 8 de dezembro de 2013

33 anos sem Lennon

Estava pensando, queria escrever algo, aí alguns assuntos passaram por minhas ideias, afinal ontem foi aniversário de 72 anos do ataque de Pearl Harbour, quando os japoneses fizeram os EUA entrarem de vez na II Guerra Mundial. Também pensei em começar uma série de posts (que virão no futuro) e que não vou antecipar o tema, mas agora fui lembrado que hoje é um triste aniversário. Há 33 anos John Lennon nos deixava, era assassinado de forma estúpida por um lunático.

Lembrar a vida do Rapaz de Lugar Nenhum, que foi um dos maiores músicos que o Mundo já viu, formando uma das mais cultuadas bandas de rock, é chover no molhado. Um homem que abandonou todo o seu trabalho por amor, fazendo com que a grande maioria dos fãs até hoje execrem Yoko, como a principal causa do fim dos Beatles. Não vou dizer que sou dos mais exagerados, mas não gosto dela, assim como quase todos.

Mas a reflexão que se deve fazer é sobre uma das bandeiras de Lennon, sua jornada pela Paz. John ao longo da carreira, conhecendo o que conheceu, tornou-se militante do pacifismo, fazendo campanhas para que o homem parasse de se matar de forma insana por motivos absurdos e passassem a buscar juntos um mundo melhor.

Com toda sua militância, acredito que hoje, vendo os mais absurdos exemplos bélicos produzidos em todos os cantos do mundo, Lennon estaria desgostoso com a vida, talvez isso o empurrasse a intensificar seu trabalho, criando novas e poderosas canções pacifistas, ou mesmo livros e discursos cujo objetivo seria disseminar a Paz. Devaneios, sim, mas numa semana onde morreu Nelson Mandela, um outro grande nome da humanidade, pensar no Beatle e sua contribuição (efetiva e imaginária) para o pacifismo e reconfortante.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Pra não dizer que não falei do Sorteio da Copa

A reta final para a Copa de 2014 se aproxima, hoje aconteceu o sorteio das chaves, agora já se sabe quais seleções se enfrentarão na primeira fase, onde e em que horário. Algumas seleções lamentam a sorte e outros comemoram. Não tecerei comentários maiores, pois isso eu já fiz no meu outro blog.
 
Aliás, este post é para dizer que pensei em colocar um aplicativo com a tabela na lateral deste blog, mas não farei, toda e qualquer informação e opinião sobre a competição estará no outro blog, se possível falando abobrinhas após cada jogo, nada profissional, mas com muita cornetagem. E com isso a Copa acaba aqui, neste blog com este post.
 
 

domingo, 1 de dezembro de 2013

E dezembro chegou

Como é interessante a vida, tem dois anos que entra o mês de dezembro e eu faço um post sobre natal. Este ano eu não estou a fim.

Sim, eu continuo gostando do Natal, mas a cada ano que passa, com o comércio fazendo suas decorações cada vez mais cedo, a gente se desanima, ainda mais sabendo que o motivo dessas decorações é pura e simplesmente comercial. Vamos colocar uma árvore aqui, um Papai Noel ali e chamar os clientes para comprar as coisas.

O espírito natalino está perdendo a razão de ser, os reais motivos da festa (nascimento de Cristo, festejar a família) estão sendo relegados a segundo plano.

Mas, afinal, é dezembro, vamos encerrar outro ano, começar a preparação para uma grande viagem em 2015 e, para não perder o costume, Feliz Natal.


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Semáforos criativos

Samba paulistano sempre me lembra de Adoniran Barbosa, para mim é a voz que eterniza clássicos da MPB como Saudosa Maloca, Trem das Onze e outras músicas que retratam a vida paulistana. Tá, talvez retratasse essa vida de algumas décadas atrás, mas ainda assim elas têm uma magia que é eterna.


Agora a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da capital paulista faz uma bela e criativa homenagem ao eterno Adoniran. Queira ou não, o paulistano comum passa pelo menos duas horas e meia ou três horas no trânsito da cidade (problemas de uma megalópole), então a CET resolveu adotar a imagem do cantor nos semáforos do bairro que mais se identifica com ele, o Bexiga.


Mas essa não é a única mudança nos semáforos da cidade, outros 12 pontos turísticos também tiveram os semáforos personalizados, algo que torna o trânsito da cidade pelo menos curioso. As mudanças são de caráter provisório, mas acredito que possam se tornar definitivas, enquanto isso, para quem está em São Paulo, vale a pena olhar com mais atenção aos semáforos para tentar identificar os semáforos que trazem imagens da cidade.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Novas adaptações a caminho

Aqui eu já falei sobre a fantástica série de graphic novels que a Maurício de Sousa Produções está lançando, com artistas convidados que imprimem seus estilos aos famosos personagens criados ao longo de meio século por Maurício de Sousa.

Já passaram por aqui Astronauta, A Turma da Mônica e Chico Bento, neste dia 20 de novembro chegará às bancas e lojas especializadas a edição de Piteco e com ela a primeira leva de revistas dessa série se fecha.

Porém a produção não terminará com essas edições, no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) já foram anunciadas pelo menos mais seis edições, sendo quatro inéditas e duas que receberão novas visitas de seus artistas.

Serão lançados em 2014 e 2015 edições com A Turma da Mata (Greg Tocchini, Davi Calil e Artur Fujita), Bidu (Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho), Papa-Capim (Marcela Godoy e Renato Guedes), Penadinho (Paulo Crumbim e Cristina Eiko), Astronauta (Danilo Beyruth) e A Turma da Mônica (Vitor e Lu Cafaggi).

Abaixo imagens ilustrativas (não significa que as mesmas serão as capas das edições).







domingo, 17 de novembro de 2013

O Rock visto por uma lista

Listas. Sempre listas. Nunca as listas são unânimes, não importa qual seja a sua relação.
Assim é com 50 Fatos Que Mudaram A História Do Rock, mas o próprio autor reconhece isso e fala que alguns fatos estão ali porque se representavam propriamente, outros eram escolhas dele e que o leitor tinha todo o direito de discordar.


Não vamos entrar em detalhes técnicos sobre o que é pop e o que é rock, pois há nomes na lista que num olhar mais crítico não deveriam estar ali, mas isso é outra discussão. O fato é que a listagem apresentada por Paolo Hewitt tem realmente fatos importantes que direcionaram a trajetória do rock, ou pelo menos do mundo musical que orbita o estilo.

A volta de Elvis do serviço militar, os Beatles, os Stones, The Who, estão lá, assim como a Motown, Michael Jackson, Marvin Gaye e James Brown, o punk dos Sex Pistols e do The Clash, o grunge do Nirvana, enfim, nomes que possuem seu espaço no palco multiestelar do Rock.

São fatos que vão do surgimento de uma banda, passando pelo lançamento de um determinado álbum, até a morte prematura (ou não) de artistas. Fatos que balançaram a mídia mundial ao longo de 54 anos (o período avaliado compreende entre 1956 até 2009). Alguns chegaram ao Brasil outros não, porque na época em que surgiram as comunicações intercontinentais apenas engatinhavam, além do que muitas vezes o período dos ‘anos de chumbo’ trazia consigo a famigerada censura à imprensa, o que fazia com que parte dessas notícias sobre um estilo de música e de vida que não condizia com o que o regime governante aceitava para a família brasileira.

Enfim, listas são listas, mas esta, particularmente, trás algumas histórias preciosas para se entender um pouco mais sobre o Rock and Roll.


Influências Literárias

Acho que eu estou meio influenciado pela leitura das Crônicas de Fogo e Gelo (popularizado como Guerra dos Tronos por causa da série na HBO).

Acontece que eu olhei essa fotografia das ruínas de um castelo sobre um penhasco, localizadas na Alemanha, e pensei, poxa, dá um post legal. Afinal é uma imagem muito bonita e realmente sua mente começa a viajar atrás de detalhes e palavras para descrever o cenário em si.

A música rolando no som (eu gosto, me auxilia na inspiração) é Sir Paul McCartney e os Wings, eu olho e olho a imagem e o que eu imagino são personagens de George R. R. Martin, cavaleiros, foras-da-lei e todos os outros que circulam pelas terras selvagens de Westeros. Fiquei assim por bem uma meia hora, não havia jeito de mudar isso.

O resultado é esta reflexão e a conclusão que eu preciso acabar logo com os livros que faltam, para poder ler outro tipo de literatura fantástica e arejar a minha inspiração.

De qualquer forma, essa foto é muito bonita.