sábado, 3 de março de 2012

De memorabília

Estou inspirado pelo Senhor dos Anéis esta noite.

Uma das manias dos fãs é a memorabília, brinquedos, miniaturas e objetos decorativos que lembram os usados em cena por seus personagens prediletos.

Na saga de Tolkien as principais espadas da trama têm nome, a espada de Frodo, a de Aragorn, todas forjadas com metal especial e importantes na trama.

A imagem abaixo é réplica da espada de Gandalf, a Glamdring, que é ou era vendida em um site de uma cutelaria especializada em equipamentos de cenário.

A perfeição é tão impressionante, repare o guarda-punho com inscrições em língua élfica.

Um sonho de consumo, sem sombra de dúvidas.


De versões e sonhos

Obviamente o cartaz abaixo é uma montagem.

Mas, você sabia que nos anos 1960, no auge da popularidade dos Beatles, a BBC realmente cogitou fazer uma montagem (telessérie) de O Senhor dos Anéis tendo como atores principais os Beatles?

Sim, a ideia empolgou o Fab Four, que, como muitos músicos ingleses eram fãs do livro.

Porém, a agitada e lotada agenda dos rapazes de Liverpool acabou por inviabilizar o projeto, resta apenas o sonho e imagens como essa.

De capas clássicas

Olhando a capa abaixo fica aquela sensação de algo estranho, etéreo, surreal.

Uma paisagem saída de sonhos, ou de livros de lendas e fantasias.

Bom, essa era a intensão da banda e da empresa que criou a capa.

Se alguém ainda não identificou que a capa é do álbum The Houses Of The Holy, do Led Zeppelin, entenda que esse é um dos álbuns clássicos do Hard Rock.

Também é considerada uma das capas mais emblemáticas de uma banda.

Ela é inspirada no livro de Arthur C. Clarke chamado Childhood’s End, mais precisamente no final desse livro (não, eu não li o livro, estou pegando as informações em outra fonte, o Almanaque do Rock, escrito por Kid Vinil).

A agência em questão chama-se Hipgnosis, que foi criada nos anos 1970 com o objetivo de atender às diversas bandas de rock da época, para a criação de capas para seus álbuns.

A capa foi feita com diversas fotos tiradas na Irlanda do Norte, com três adultos e duas crianças (irmãs), porém, depois de diversas tomadas e tentativas não conseguiram atingir o objetivo que queriam.

Diante disso a opção foi fazer uma montagem apenas com as imagens das crianças, gerando essa imagem chamativa.

O álbum foi lançado e era vendido com uma capa de papel pardo por cima da original, para evitar uma censura pela nudez das crianças, ainda assim atingiu um número expressivo de vendas, por outro lado, mesmo com a capa extra, alguns países mais conservadores nos anos 1970, como a Espanha, proibiram a venda do álbum.

Apesar de todos os percalços, a capa, e o álbum em si, é um clássico, que deve estar presente na coleção de quem gosta de boa música.

De festivais, discursos e polêmicas

A Cultura Brasileira tem muitas histórias curiosas, mas um capítulo é riquíssimo em episódios.

Os festivais, seja o internacional da canção, seja o festival da Record (nos anos 1960), os da Globo (nos anos 1980), quase sempre não coincidiam os gostos do público com os dos jurados.

Músicas vencedoras já foram sonoramente vaiadas, músicas foram trocadas em cima da hora e seu interprete desclassificado, teve de tudo.

Um fato aconteceu em 1968, no III Festival Internacional da Canção (FIC).

Temos que lembrar que nessa época a Ditadura Militar estava atingindo o auge da repressão, do terror e do autoritarismo, e que uma das formas de se protestar era através da música.

Muitos jovens defendiam um nacionalismo exagerado, beirando a xenofobia, não aceitando os “estrangeirismos” na música.

Nesse clima tenso, subiram ao palco, para interpretar “É Proibido Proibir” Caetano Veloso e os Mutantes, portando guitarras elétricas e unindo a MBP com o Rock and Roll, o resultado foi uma vaia que impedia a apresentação.

Revoltado com a situação, Caetano discursou:

“Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder? Vocês tem coragem de aplaudir, este ano, uma música, um tipo de música que vocês não teriam coragem de aplaudir no ano passado. São a mesma juventude que vão sempre, sempre matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem. Vocês não estão entendendo nada. Nada! Nada! Absolutamente nada! Eu hoje vim dizer aqui que quem teve coragem de assumir a estrutura do Festival – não com o medo que o senhor Chico de Assis pediu, mas com a coragem -, quem teve essa coragem de assumir essa estrutura e fazê-la explodir foi Gilberto Gil e fui eu. Não foi ninguém! Foi Gilberto Gil e fui eu! Vocês estão por fora! Vocês não dão pra entender. Mas que juventude é essa? Que juventude é essa?”

Assim foi em 1968, como no ano anterior Sérgio Ricardo havia quebrado seu violão em protesto às vaias que recebia ao se apresentar no Festival da Música Brasileira na TV Record.

quinta-feira, 1 de março de 2012

De cinema cult

Engraçado, o filme vai mal nas bilheterias e depois vira cult…

Foi assim com Blade Runner, também é com Warriors (Os Selvagens da Noite), de 1979.

Filme de ação, passado num futuro incerto, onde Nova York é uma terra sem lei, onde diversas gangues dominam regiões, vivem em conflitos e tem como adversária em comum a Polícia, corrupta e violenta.

A trama começa com o líder da maior de todas as gangues, Cyrus, resolve propor uma trégua às 85 gangues da cidade e convoca todos para uma assembleia.

Uma das gangues se opõe às ideias de Cyrus e durante seu discurso o matam.

Um membro dos Warriors flagra o atirador que, para se livrar das atenções, acaba acusando a gangue dos Guerreiros pela autoria do atentado.

Diante disso, o líder do grupo, Cleon, é assassinado, cabendo a Swan, seu tenente, a levar os demais membros em segurança para seu território.

A jornada leva a noite toda, onde várias gangues tentam barrar o caminho dos Guerreiros, com várias cenas de ação e pancadaria, para terminar num confronto com a gangue realmente culpada pelo crime.

Pouco mais de uma hora e meia de entretenimento puro, bem anos 1970, vale a pena assistir.