sábado, 4 de fevereiro de 2012

De realismo bélico

O que esperar quando dois nomes consagrados do Cinema se juntam para contar uma boa história?

Duas horas não seriam o suficiente para isso, né?

Bem, coloque então 11 horas e 45 minutos, está de bom tamanho?

Sim, não é um filme, mas uma minissérie.


10 capítulos contando ou acompanhando uma companhia de paraquedistas durante a Segunda Guerra Mundial, começando com seu treinamento, passando pela grande batalha do Dia D, além de outras batalhas, até chegar à rendição alemã, em 1945.

Tudo isso aconteceu, não a guerra, isso todo mundo sabe, mas a minissérie, simplesmente Tom Hanks e Steven Spielberg se uniram no projeto de captar em tela o livro Band Of Brothers, de Stephen E. Ambrose.

O projeto surgiu ainda nos anos 1990, quando os dois se uniram para contar a história O Resgate do Soldado Ryan, vindo à luz no ano de 2001, sendo exibido pela rede de televisão HBO.

Com ambos como produtores, Hanks ainda faz uma ponta no primeiro episódio e dirige o quinto, o trabalho foi esmerado para reproduzir com fidelidade todo o ambiente bélico.

Contou com armas verdadeiras, veículos e tanques originais do período, além de ter mais de 10 mil atores e figurantes em toda a série.

Além disso, eles contaram com a colaboração e consultoria de veteranos da Easy Company (Companhia E), que orientaram em muitos detalhes como as cenas deveriam ser gravadas.

Aliás, o charme da série é justamente o depoimento dos veteranos ao final de cada episódio, relembrando das dificuldades, dos amigos mortos, das diversas histórias que passaram, deixando um legado pacifista ao projeto.

Band Of Brothers, uma aula sobre eventos decisivos da Segunda Grande Guerra, vale a pena.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

De voo trágico

Uma noite de inverno, mau tempo, um pequeno avião decola em uma pequena cidade no estado do Iowa, rumo ao Minnesota, em seu interior, além do piloto, três nomes emergentes da música americana, representantes do ritmo que estava surgindo, o Rock and Roll.

Eram eles Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper.


Buddy Holly era o nome mais proeminente dos três e estava cansado de viajar pelos EUA em um ônibus com o sistema de aquecimento quebrado, enquanto participava com os seus companheiros de viagem e mais alguns artistas de uma turnê de inverno, para divulgar seus trabalhos.

Por isso ele resolveu fretar um avião para viajar ao próximo destino da turnê e lá descansar em um hotel, deitado numa cama num quarto com lareira.


O avião tinha quatro lugares, o do piloto e mais três passageiros, cada qual pagaria o valor de US$36,00 pela viagem.

Tudo certo, viajariam Holly e seus dois companheiros de banda, mas circunstâncias do destino definiram que seus companheiros de viagem fossem Valens e Bopper, conforme visto na parte final do filme La Bamba.


O mau tempo e a inexperiência do piloto em voar orientado pelos instrumentos foi uma combinação fatal, menos de 20 minutos após a decolagem o avião acabou sofrendo uma queda num milharal próximo ao aeroporto, levando todos seus passageiros à morte instantânea.

A data, 03 de Fevereiro de 1959.


Por esse motivo o dia 03/02 é conhecido como O Dia Em Que A Música Morreu.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

De marmota e neve

Pois é, eu não sabia.

Estava olhando no Twitter e uma pessoa que eu sigo postou uma mensagem falando que hoje nos EUA era o dia da marmota.

Na hora eu repassei a mensagem, acrescentando o título de um filme: Feitiço do Tempo (Groundhog Day).

Sim, o filme estrelado por Bill Murrey, onde ele interpreta um repórter do tempo (Phil Connors) e viaja para uma cidadezinha fazer uma matéria justamente sobre a tradição que eles têm com esse bichinho.

A lenda fala que a marmota deixa sua hibernação no dia de hoje, sai da toca e olha ao redor, se ela olhar para a direção de sua sombra o inverno durará mais seis semanas.

Isso é muita mística sobre algo que está relacionado à cronologia, mas não vou ser chato discutindo isso agora.

Quero ou pretendo falar algo sobre o filme.

Uma comédia romântica bobinha, mas que eu gostei muito.

O tema é repetido, uma pessoa que fica presa a um determinado dia.

Ela se revolta, se desespera, faz os piores desatinos e continua acordando naquele mesmo dia, independente dos acontecimentos das últimas 24 horas.

O “castigo” perdura enquanto ela não aprende a lição, a ser mais sociável ou qualquer que seja o grande defeito que ela possua naquele momento.

No caso do personagem de Bill Murrey ele tem que deixar de ser egocêntrico e antissocial.

Depois de cometer os mais absurdos erros, entre eles roubar dinheiro de um carro forte, sequestrar a marmota e cometer suicídio, ele resolve crescer.

Crescer internamente, aprende a tocar um instrumento musical, aprende a compaixão (ao tentar salvar um mendigo idoso da morte diariamente e falha miseravelmente todas as vezes, não importando a forma como ele atue) e aprende o amor, conquistando sua colega de emissora Rita, interpretada pela atriz Andie MacDowell.

Nós, de fora, vamos acompanhando suas mudanças de personalidade, vemos os acertos e erros que ele comete ao conviver não só com Rita, mas com todos os moradores da cidade, visitantes e os demais membros da equipe de televisão.

É, trata-se de ficção, de fantasia, mas você já parou para pensar o que faria se ficasse aprisionado em um determinado dia e fosse fadado a viver suas 24 horas por uma eternidade, repetindo cada segundo dele?

Como você se adaptaria a essa situação?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

De sequências caça-níqueis

Adoro quando isso acontece…

Outro dia estava conversando sobre um dos maiores clássicos dos quadrinhos, Watchmen, e me falaram que estava para ser lançada uma série derivada, que contaria histórias dos personagens antes dos eventos que se desenrolam na aclamada minissérie.

Esses “Prequels” me pareceram muito caça-níqueis, tentar explorar uma história fechada que já havia gerado muitos fãs e mudado os rumos da arte sequencial.

Mas chegando agora em casa, olhando o blog da DC, eis que surgem as notícias de confirmação dessa série e não só isso, mas também as capas das primeiras edições.

A explicação é simples, essa série Before Watchmen ( no original) será lançada no meio do ano, será semanal e deverá ter seu final publicado somente em dezembro.

Ela será dividida em sete minisséries, cada uma abordando um personagem ou um grupo de personagens, além de trazer sempre duas páginas de uma outra série, Curse of the Crimson Corsair, que trará mais informações sobre a série dentro da série, Contos do Cargueiro Negro.

As edições estão divididas da seguinte forma:

Rorschach (4 edições)


Minutemen (6 edições)


Comediante (6 edições)


Dr. Manhattan (4 edições)


Coruja (4 edições)


Ozymandias (6 edições)


Espectral (4 edições)


E uma edição final especial Before Watchmen: Epilogue, que não tem capa divulgada.

Essa edição trará a conclusão das séries, incluindo a Curse of the Crimson Corsair.


Sabendo que é caça-níqueis, ainda assim eu já estou querendo tê-la nas mãos.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

De imagens do filme

E vamos falar daquele filme que eu estou me roendo todo para assistir.

O Hobbit teve nova fotografia divulgada.


Nela vemos quatro anões e o hobbit, ainda na Toca do Condado, antes da grande aventura, nela são identificados (da esquerda para a direita): Bifur (Willian Kircher), Dwálin (Graham McTavish), Bilbo (Martin Freeman), Bofur (James Nesbitt) e Óin (John Callen).

Sabemos que o filme será dividido em duas partes (nada caça-níqueis, né?), mas ainda não há, para os fãs, uma divisão clara dos filmes, especula-se que a primeira parte vá até a chegada dos aventureiros às Montanhas Nebulosas, onde Bilbo acaba ganhando o Um Anel de Gollum, ao vencer uma competição de adivinhação (pois o asqueroso e amado personagem está presente no trailer do filme), sendo que paralelamente a essa ação veremos o combate de personagens famosos (que tem participação na trilogia do Senhor dos Anéis) contra o Necromante, o principal agente do mal no período da história, mas isso ainda é especulação.