domingo, 7 de outubro de 2012

De democracia

Hoje foi um daqueles dias conhecidos como “dia de democracia”.

Não sei bem se é, já que para realmente chegarmos a uma democracia falta um bocado. Sim, o país tem eleições, os três poderes são respeitados desde os anos 1980, tudo parece certo. PARECE. Ainda vemos compra de votos e outras práticas reprováveis entre os políticos. Basta acompanhar o Julgamento do Mensalão, que virou hit na imprensa e na internet. Também o voto é obrigatório.

Dizem que essas práticas já fazem parte do Brasil, mas não se pode aceitar. Isso tem que mudar. Ética, cidadania, moral, isso sim devia fazer parte do DNA do brasileiro, mas quando há um projeto de lei para se colocar esses valores como disciplina escolar, o Ministério da Educação é contra.

Eu vou parar por aqui, a lista de absurdos é enorme, por isso eu indago: “dia de democracia”, você tem certeza?

sábado, 6 de outubro de 2012

De perdido no meio da mata

“…

Como ele havia parado ali? Ele não se lembrava de nada. Tateou seus bolsos, aparentemente estava tudo ali, chaves, carteira, até as balas de hortelã. Na verdade ele precisava consultar se o mirrado dinheiro e seus documentos estavam na carteira, mas antes de mais nada ele precisava tentar descobrir onde estava.

Isso sem falar daquela dor de cabeça insistente. Sua cabeça latejava do lado direito, um pouco acima da orelha. Parecia que haviam dado uma pancada com alguma coisa bem ali.

Pensando bem, pode mesmo ter sido isso, alguém deve tê-lo agredido e, por algum motivo desconhecido, levado ele para aquele lugar desconhecido.

Mas, voltando a sua pergunta inicial, que lugar era aquele? Aquela estrada no meio do mato, cercada de árvores e capim, parecia que ela era bem cuidada, que alguém, pelo menos uma pessoa, costumava usá-la como caminho. Para onde ele deveria ir, em frente, ou voltar, para onde essa estrada o levaria? Que ou quem o aguardaria ao final dela?

Olhando ao redor, não havia nenhum galho que ele pudesse pegar e usar como arma para se defender. Bom, ele não sabia mesmo o que lhe esperava, de repente chegar empunhando um galho como se fosse um porrete só poderia trazer mais problemas, mas e se algum animal o atacasse, como ele se defenderia. E agora?

A única opção era andar, com cuidado, esperando pelo inesperado, pois ficar ali poderia ser pior e, para completar, o sol já estava próximo do horizonte, em breve ele não conseguiria enxergar nada e…

…”

(Devaneios sobre uma fotografia da Natureza)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

De pouca inspiração

Acho que desde a sexta-feira da semana passada eu estava com posts prontos e programados para entrarem no blog.

Aproveitei o tempo ocioso de final de férias para fazer isso, pois sabia que esta primeira semana ia ser complicada, o cansaço que a gente fica ao voltar a trabalhar é curioso. Também aproveitei uma ideia, posts divagando em cima de uma fotografia, alguns textos saíram fáceis, outros nem tanto, alguns eu tenho a autocrítica que saíram fracos, outros eu gostei e me diverti escrevendo.

Hoje estou sem ideia do que postar, por isso estou enchendo linguiça com estas palavras, mas amanhã é sábado e, quem sabe, novas inspirações cheguem.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

De encontro com o inesperado

“…

Não vou esquecer aquele dia. Aquela manhã nevoenta, aquele cheiro de mato molhado. Era final de outono, a maioria das árvores já tinha perdido sua folhas, ficando com um aspecto esquelético. Parece engraçado, mas elas estavam bem apropriadas para um dia das bruxas.

O carro ia devagar naquela estrada de terra. Ela não tinha tantos buracos, mas a neblina e as curvas eram o real perigo, um movimento errado de volante e provavelmente o para-choque abraçaria um tronco.

O carro estava silencioso, só o barulho do motor, pois naquele lugar o rádio não funcionava. Eu me perguntava se alguma tecnologia funcionaria naquele fim de mundo, afastado de tudo e de todos.

Foi numa curva que ele surgiu. Sentado lá. Todo preto. Olhando de forma silenciosa, nem parecia respirar. Não parecia ser soturno, nem assustador, apenas olhava e parecia perguntar: ‘que diabos você está fazendo aqui?’

Quase perdi o controle do carro, o pé foi do acelerador ao freio de forma instintiva.

Ele permaneceu ali, impassível, olhando. Era um belo espécime canino.

Eu segui pela estrada até a sede da fazenda e ele ficou lá, como se nada tivesse acontecido. Não o vi durante toda a minha estadia naquele lugar, terminei o meu trabalho e voltei para a civilização. Provavelmente ele pertencia a algum colono que morava ali perto. Ou, então, foi abandonado por algum desalmado. Não dá para imaginar uma pessoa em condições normais ter abandonado aquele bicho, somente um louco poderia fazer isso.

…”

(Devaneios sobre uma foto de um cachorro numa estrada)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

De diálogo de ficção

“…

Após feroz combate espacial contra invasores de Alfa Centauri, o esquadrão do Cinturão de Órion se aproxima de uma base num satélite próximo, onde há uma base nas nuvens. A seguir um diálogo entre alguns pilotos:

_ Atenção, líder azul para esquadrão azul, manter formação. Aproximação de local para reabastecimento em aproximadamente 15 minutos. Todos atentos ao radar, não queremos um ataque surpresa. Câmbio.

_ Azul 2 para líder azul, motor direito apresenta falhas, não fui atingido por disparos, só pode ser estilhaços na fuselagem, perdendo pressão de fusão. Câmbio.

_ Líder azul para azul 2, consegue manter a formação? Assim que chegarmos ao local de pouso você passa a ter prioridade de pouso. Câmbio.

_ Azul 2 para líder azul, se conseguir manter a pressão de fusão, sim, senhor, consigo manter formação, mas a situação está crítica, o indicador continua caindo, em breve chegará em níveis de alarme. Câmbio.

_ Líder azul para azul 2, coragem, mantenha a formação até o limite, se a pressão não for o suficiente para chegar ao destino, ejete no módulo de sobrevivência e use o sinalizador, assim que reabastecermos voltaremos para o resgate. Câmbio.

…”

(Devaneios sobre uma foto de uma cidade sob neblina)