domingo, 6 de novembro de 2011

De preocupações e alegrias

Outro dia eu contei como do nada, um presente se iluminou para que eu o comprasse, leia aqui De livros e cinema.

Bem, semana passada eu enviei esse presente pelo correio para essa pessoa que me é muito querida. E foi uma odisseia, na cidade dela existe uma outra rua com nome muito similar ao nome da rua onde ela mora, o carteiro por duas vezes foi com o pacote no endereço errado, isso causou muita preocupação.

O importante é que finalmente o presente foi entregue no endereço certo e essa pessoa realmente gostou muito do livro, isso me deixou transbordando de alegria.

Eu só posso dizer que fico realmente feliz e esse post dela, Apenas uma sugestão, mostra que realmente ela gostou do livro.



Músicas mutáveis e eternas

É engraçado como muitas vezes a inspiração brota do nada.

Estava de bobeira, sem ter o que fazer, peguei um DVD que havia comprado alguns dias, com um documentário sobre como o álbum Goodbye Yellow Brick Road, do Elton John, havia sido gravado, é, eu devo ter uns três ou quatro DVDs assim, mostrando os bastidores da gravação de clássicos da música.

Enquanto eles falavam da parceria de criação entre Elton John (música) e Bernie Taupin (letras), das dificuldades de gravar, dos segredos musicais, que inseriram palmas ou vozes de fundo, que ficaram tão naturais que ninguém se preocupa em saber como foram feitos, eu quase cochilava, deitado na cama.

De repente eles passam a falar das músicas, Roy Rogers, Saturday Night’s Alright for Fighting, a música título entre outras, uma me chamou a atenção.

Uma música que para os mais novos ficou conhecida como a “música da Lady Di”, já que o Elton John fez um novo arranjo e a dedicou para a ex Princesa de Windsor.

A música é sim uma homenagem póstuma, feita de tal forma que todos podem identificar uma personalidade que tenha morrido cedo, de forma pouco natural, e que tenha causado comoção entre os fãs ou mesmo na população em geral, mas o que me chamou a atenção foi a revelação de que tanto Bernie quanto Elton fizeram a música pensando especificamente em Marylin Monroe, que ambos a admiravam.

Após dizer tudo isso, chego ao ponto que me chamou a atenção, como a música é imortal, não importa quando foi feita, não importa se fez ou faz sucesso, não importa o arranjo, o que importa é como ela é recebida por quem a escuta, para a geração que a ouviu nos anos 1970 ela era uma música de homenagem às personalidades que eram representadas em Marylin Monroe, para as atuais, ela encarna a homenagem à Lady Di.

E a música continua eterna.

sábado, 5 de novembro de 2011

Dona da Bola

Fazia tempo que eu não escrevia sobre música, colocando a letra.

Bem, essa é uma produção local, mostrando que o MS ainda tem cultura, não é só aquela porcaria de Sertanejo Universitário.

O autor é mais um membro da Família Espíndola, que tem nomes como Tetê, Alzira, Geraldo e Celito, todos grandes nomes da MPB, que representam uma parte da boa produção cultural do estado, esqueçam os sofríveis “universitários” que mal sabem rimar, curtam a música.

Dona da Bola
(Jerry Espíndola/Marcelo Pettengil)

Linda menina
Abre pra mim
Qual é a dessa partida
Que me pira
Que me deixa assim
Sem saber como atacar
Em completo impedimento

Linda menina, me diga
Como vai ser
Se você sempre marca em cima
Não dá espaço, me domina
Convencida como a dona da bola
Ignorando a minha torcida

Tudo bem
Faz um gol de placa
Corre pro meu abraço
Chuta essa bobeira
Que todo mundo
Sabe que esse lance
Tem replay

Tá na cara
Que esse jogo
Não termina
Se eu não for o seu homem
E você
A minha linda menina

Curta a música na voz de Marcos Caramelo.



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mudança de ares na vida universitária

É engraçado como o tempo passa, eu lembro bem, foi no começo da minha vida acadêmica em Viçosa, MG, para garantir a indicação do primeiro nome numa lista sêxtupla de candidatos para reitor, os estudantes deflagraram greve e invadiram a reitoria, isso nos anos 1980, o regime militar tinha acabado havia poucos anos.

Ainda havia o ranço do militarismo, a preocupação de qual seria a reação do então governo Sarney, mas tudo foi ordeiro, pacífico até.

Lembro que não houve violência, não houve depredação do prédio, talvez alguns objetos tenham sumido, não sei, mas nada que fosse grave.

Durante o dia, todos ficavam na sala do reitor, jogando baralho ou na varanda do prédio, conversando e namorando, ao final da tarde tínhamos as assembleias para avaliar o movimento e a noite nós tínhamos shows musicais com estudantes que eram músicos, ou sessão de cinema (a velha fita VHS), ou mesmo sarau de poesias, quem dormia no local, escolhia entre armar uma barraca no gramado em frente ao prédio ou levar um colchonete para dormir nos corredores e salas da reitoria.

Havia pessoas responsáveis pela segurança, que se revezavam em vigília, para avisar qualquer movimento repressivo que viesse a acontecer (graças a Deus não houve nenhum).

Porque falo isso?

Nesta semana houve um caso na USP, estudantes foram flagrados fumando maconha por policiais e foram presos.

Nesse caso os policiais estão certos, a maconha não é liberada para consumo, é ilícito, o erro é dos estudantes, e erro maior do Diretório que chamou assembleia, definiu-se greve e movimento contra os policiais.

Mas o pior se deu depois, quando se decidiu acabar o movimento, um grupo dissidente achou que não devia acatar o voto da maioria e invadiram a reitoria da universidade, de forma violenta, com uso de força para arrombar as portas, destruindo câmeras de vídeo.

Ainda me lembro do movimento estudantil idealista dos anos de chumbo, olho para o atual e fico pensando na mudança de rumos que aconteceram, me indagando onde a estrada se perdeu, isso entristece, já que uma das bases de um país forte se dá no estudo e o que vemos mostra que esse tipo de estudante não dá futuro algum para o país.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Vida tão breve, porque não damos mais atenção à ela?

Um futuro sombrio, um planeta superpovoado, tecnologia criando órgãos artificiais para transplantes.

Se a ficção adivinhar metade do que este filme apresenta, em cerca de oito anos teremos um planeta sombrio.

Estou falando da Los Angeles sombria de Blade Runner, o Caçador de Androides, um filme que quando estreou nos cinemas foi considerado um fracasso, mas que aos poucos, devido à famosa propaganda pontual, de orelha em orelha, foi amealhando uma legião de fãs e hoje é um dos filmes mais cultuados da história.

O filme é baseado em um livro de Philip K. Dick, Do Androids Dream Of Electric Sheep? (numa tradução livre, os androides sonham com ovelhas elétricas?) e conta a saga de um caçador de androides (espécie de policial que controla esses autômatos), Dick Deckard, que havia se aposentado, mas foi obrigado a retornar à ativa por causa de quatro desses androides (chamados de replicantes) que retornam ao planeta com o objetivo de confrontar seu criador, buscando mais tempo de vida.

Uma explicação cabe aqui, os replicantes são robôs (ou androides) criados quase que organicamente para desempenhar funções consideradas perigosas para nós seres humanos, mas devido a acidentes e ao temperamento de muitos deles, estes são banidos do planeta, sendo usados para trabalhos nas colônias espaciais terrestres (quem diria, pelo menos no filme a NASA conseguiu colonizar o espaço). A grande falha na criação desses replicantes é o tempo de vida, e os quatro fugitivos querem ampliar esse tempo.

Observamos que a valorização da vida, explicita no discurso do replicante Roy Batty (Rutger Hauer), é algo que deixamos passar despercebida no dia-a-dia.



O filme tem várias passagens que nos faz pensar, refletir sobre a maravilha que é a vida, sobre o que sabemos e aceitamos sem questionar, verdades que muitas vezes nos são impostas e que podemos manipular conforme a vontade.

Esse é o poder desse filme que se tornou cult e que sou fã de carteirinha.

Fiquem com o tema romântico do filme, que envolve Deckard e a replicante Rachel.